"O presente é a chave para o passado"
James Hutton

30 de abril de 2022

Notícias em 30/04/2022

produção, mercado, fiscalização, água, energia alternativa, geologia, terremotos, vulcanismo, ciência espacial, asteroides, eventos e outros.

Cânion do Peixe Tolo
Este cânion está localizado no povoado de Parauninha, no distrito de Itacolomi, a 24 km da cidade de Conceição do Mato Dentro, MG. Faz parte do Parque Estadual da Serra do Intendente, que tem seu nome em homenagem ao Intendente Câmara, que, no início do século XIX, era supervisor do comércio de diamantes. Ele percorria a rota desde o Arraial do Tijuco, atual Diamantina, até Gaspar Soares, atual Morro do Pilar, com o objetivo de vistoriar a primeira forja de ferro no Brasil. O Parque Estadual se situa na transição dos biomas Mata Atlântica e Cerrado, com muitos recursos hídricos, possuindo 356 nascentes dentro dos seus limites. Está inserido no maciço da Serra do Espinhaço, no interior da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço, reconhecida pela UNESCO em 2005. O nome "Peixe Tolo" do cânion e do rio local foi dado pelos nativos que achavam graça da dança desajeitada dos peixes que, ao pular, caíam fora da água. Os paredões deste cânion, constituídos de quartzito em tons alaranjados, guardam as cachoeira do Peixe Tolo e Rabo de Cavalo. A primeira tem quase 200 metros de queda livre de água. A segunda, com 120 metros de desnível divido em três saltos, forma um poço de 1.750 m² e 6 metros de profundidade. Ao redor, a vegetação é de matas ciliares e campos rupestres. A fauna local inclui diversas aves, como inhambuguaçu, perdiz, codorna-amarela, garça-branca-grande, urubu-rei, gavião-peneira, caracará, seriema, periquito-rei, alma-de-gato e muitas outras. O ambiente permite diversos esportes, como caiaquismo e escaladas. 
(Crédito da imagem: Cezar Felix - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4 - fonte5)

29 de abril de 2022

Notícias em 29/04/2022

Assuntos do dia:
projeto, petróleo, produção, mercado, política, água, energia alternativa, meio ambiente, terremotos, vulcanismo, ciência espacial, conhecimento, ensino, eventos e outros.

Praia da Marinha
Esta praia está localizada no concelho de Lagoa, na região do Algarve, em Portugal. A Bacia do Algarve pertence à província geológica mais meridional do Portugal Continental e se estende em terra desde o Cabo de São Vicente, no extremo oeste, até ao rio Guadiana, na fronteira oriental luso-espanhola. As falésias da Praia da Marinha, esculpidas pela erosão, são constituídas por rochas carbonatadas, essencialmente biocalcarenitos com idade entre 24 milhões e 16 milhões de anos e com grande abundância de fósseis marinhos. O conteúdo fóssil pode ser facilmente rastreado nos lados rochosos das escadas que levam à Praia da Marinha. Destacam-se as concentrações de briozoários ramificados, sendo frequentes também grandes equinoides e bivalves. A intensa carstificação produziu uma costa recortada com grande diversidade de geoformas, como cavernas e arcos. Neste processo de erosão, a água do mar foi agente importante. A vegetação é predominantemente característica do clima mediterrâneo do Algarve, com grandes variações da disponibilidade de água. São encontradas plantas com zimbro, carrasco, palmeira-anã e muitas outras. Sua fauna é constituída principalmente por gaivota-de-patas-amarelas, corvo-marinho-de-crista, gaivina e garajau-comum. Entre os mamíferos, os morcegos se destacam. A Praia da Marinha foi distinguida com o título de "Praia Dourada" pelo Ministério do Ambiente português em 1988 devido aos seus valores naturais. É considerada uma emblemática praia de Portugal, uma das 10 mais belas da Europa e uma das 100 mais belas do mundo pelo guia turístico Michelin. Além de suas falésias, a transparência da água do mar fazem dela um cenário preferido por agências de publicidade.
(Crédito da imagem: Klugschnacker - fonte1 - fonte2 - fonte3)

28 de abril de 2022

Notícias em 28/04/2022

Assuntos do dia:
mineração, petróleo, produção, mercado, política, água, energia alternativa, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, asteroides, eventos e outros.

Arquipélago do Marajó
Este arquipélago está localizado no estado do PA, cercado pelos rios Amazonas e Tocantins e pelo oceano Atlântico. Sua maior ilha é a Ilha do Marajó, que os indígenas chamavam de Ilha Marinatambal e, nos tempos coloniais, recebeu o nome de Ilha Grande de Joannes. Durante o surto de gripe espanhola de 1918-1919, a Ilha de Marajó foi a única área com população significativa onde não se registraram casos da doença. O arquipélago do Marajó, com 49.602 km2, é o o maior arquipélago flúvio-marítimo da Terra, com cerca de 3 mil ilhas e ilhotas, subdivididas em 13 municípios. É uma Área de Proteção Ambiental formada pela confluência de duas grandes bacias hidrográficas, a do Rio Amazonas e a do Tocantins-Araguaia, constituindo o "Golfão Marajoára". Esta área faz parte da Bacia do Marajó (ou fossa tectônica ou rifte ou aulacógeno do Marajó), com cerca de 55.000 km2, situada no PA, na sua maior parte, e no AP. É uma bacia distensional intracontinental neocomiana, tipo aulacógeno. É composta por estratos sedimentares pré, sin e pós-rifte, sendo preenchida por sedimentos predominantemente arenosos, tendo se instalado em zonas de fraqueza da Faixa Paraguai-Araguaia. Em seu interior, são reconhecidas duas sequências rifte e quatro sub-bacias. O Arquipélago de Marajó está situado na região correspondente à Sub-Bacia de Mexiana, considerada genericamente um pediplano do Pleioceno. A geologia do Arquipélago do Marajó foi fortemente controlada pela tectônica, tendo sido separada do continente no Holoceno. Anteriormente, a calha do rio Tocantins cortava a região no sentido norte, em direção ao oceano, até que falhamentos desviaram seu curso para nordeste. Concomitante, a formação da calha do rio Pará, no sul da ilha, deu limites definitivos ao arquipélago. Estes eventos tectônicos recentes ocorreram simultaneamente ao processo de sedimentação, controlando o desenvolvimento de áreas de subsidência e os locais de acomodação dos novos depósitos. Grande parte do território é região de floresta ombrófila densa aluvial e de terra baixas. Possui clima equatorial úmido com um período seco anual. Sua paisagem nunca é a mesma, os campos do Marajó transformam-se em imenso alagado entre os meses de janeiro e junho, período de chuvas intensas. Outro destaque é a pororoca (ou mupororoca), o encontro das águas do Rio Amazonas com as do Atlântico, que acontece de maio a julho. O nome deste fenômeno se origina do tupi "poro'roka", que é o gerúndio do verbo "poro'rog", que por sua vez significa "estrondear". O arquipélago concentra o maior rebanho de búfalos do país. Garças, guarás e dezenas de outros pássaros procuram alimento ali. A biodiversidade está expressa no número de 862 espécies de vertebrados, que corresponde a 11% do total do Brasil em apenas 0,59% do território nacional. Presume-se a existência de quase 20 espécies de mamíferos aquáticos, incluindo duas espécies de peixe-boi. Há 17 espécies de tartaruga, sendo cinco delas marinhas. Abrigou, antes da colonização europeia que chegou no arquipélago ao final do século XV, florescentes sociedades complexas, organizadas em cacicados em tempos que remontam cerca de 3.500 anos de história anteriores aos europeus. Os indígenas marajoaras, de cultura avançada, habitaram a região entre os anos 450 e 1350 e deixaram como herança um importante patrimônio artístico e cultural, como a cerâmica marajoara, que é geralmente caracterizada pelo uso de pintura vermelha ou preta sobre fundo branco. Durante o período colonial, em 1640, foi criado o título de Barão da Ilha Grande de Joannes, sendo em 1754 substituído pelo Viscondado de Mesquitela ao ser transferida a ilha para a coroa portuguesa, mas nenhum indígena marajoara foi agraciado por estes títulos.
(Crédito da imagem: Roke - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4 - fonte5)

27 de abril de 2022

Notícias em 27/04/2022

Assuntos do dia:
economia, petróleo, produção, mercado, justiça, energia alternativa, meio ambiente, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, ciência espacial, tecnologia, eventos e outros.

A praia rosa Elafonisi
Esta praia fica na pequena Ilha Elafonisi, bem próxima à costa sudoeste da Ilha de Creta, na Grécia. Na maré baixa, é possível caminhar facilmente entre Creta e Elafonisi e, mesmo em maré alta, a água morna entre as duas atinge apenas um metro de altura. A cor da areia fina da praia Elafonisi vem das conchas de foraminíferos de cor rosa esmagadas, além de pequenos organismos vermelhos que vivem em corais e pequenas partes de outras vidas marinha microscópicas que revestem o fundo do mar circundante. A intensidade da cor rosa varia de acordo com o movimento da maré. Alguns dizem que é mais intensa na primavera e no início do verão. O vento contribui trazendo material para a praia das dunas locais. Elas são constituídas de areias calcárias, com calcita e alguma sílica. Foram formadas a partir de processos como a elevação do fundo do mar e a erosão das rochas calcárias, além do posterior fornecimento de material rochoso do mar. A região faz parte da área de dunas protegida Natura 2000, que abriga várias plantas, como o Androcymbium rechingeri, um pequeno e raro bulbo de floração de inverno e o narciso do mar. Animais raros vivem por lá e também as tartarugas marinhas, que usam a ilha para desovar. Além da cor da areia, outra cor é atração na região. A 5 km do local, no alto de falésias da costa oeste de Creta, encontra-se o Mosteiro Chrisoskalitissa, do século XVII. Diz uma lenda que um dos 90 degraus que levam ao mosteiro é dourado, mas esta cor só é visível aos cristãos mais devotos. Não é o caso da cor da areia de Elafonisi, que é visível para todos.
(Crédito da imagem: GetYourGuide - fonte1 - fonte2)

26 de abril de 2022

Notícias em 26/04/2022

Assuntos do dia:
economia, mineração, danos, petróleo, produção, mercado, energia alternativa, terremotos, vulcanismo, arqueologia, tecnologia, ciência espacial, conhecimento, eventos e outros.

Buraco das Araras
A Reserva Particular do Patrimônio Natural Buraco das Araras, com área de 29 hectares, localiza-se na Fazenda Alegria, no município de Jardim, MS, no extremo sul da Serra da Bodoquena. É uma grande dolina de abatimento situada no campo de dolinas Núcleo Curé. É uma zona de recarga de aquífero cárstico, sempre muito suscetível a contaminação por agentes poluidores. Faz parte da unidade geomorfológica Baixada Paraguaia, subunidade Planalto dos Alcantilados, estando contida na grande planície arenosa resultante da pediplanação dos arenitos da Formação Aquidauana. O Planalto dos Alcantilados é uma feição esculpida nos sedimentos devonianos e permo-carboníferos da Bacia do Paraná, distribuindo-se desde o vale do Rio Apa até o norte do estado do MS. A Província Espeleológica da Serra da Bodoquena, com 4.660 km2, está distribuída nas regiões do Planalto da Bodoquena e nas morrarias próximas a Corumbá. A Serra da Bodoquena é um estreito planalto, com 200 km de comprimento e largura variando de 10 a 70 km, que faz parte da unidade geotectônica Faixa de Dobramentos Paraguai. É formada em sua maioria de calcários e dolomitos, com relevo cárstico característico, marcante no Buraco das Araras. Este nome, obviamente, tem origem nas araras que nidificam no local. A região da dolina faz parte do Bioma do Cerrado, caracterizado por extensas formações de savanas.
(Crédito da imagem: Agência São Jorge - fonte)

25 de abril de 2022

Notícias em 25/04/2022

Assuntos do dia:
economia, produção, mercado, fiscalização, energia alternativa, meio ambiente, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, ciência espacial, eventos e outros.

Um granito sob a Grande Muralha
A Grande Muralha da China é um conjunto de fortificações construídas principalmente com terra compactada, madeira, tijolos e pedras. Está localizada a noroeste e norte de Pequim, na China, ziguezagueando para leste e oeste ao longo de montanhas ondulantes. Esta obra humana visível da Lua, teve sua construção iniciada no século VII aC. Inicialmente, estados vassalos sob a Dinastia Zhou construíram suas próprias muralhas no norte do país para fins de defesa contra tribos nômades das estepes da Eurásia, principalmente os mongóis. Com a unificação da China em 221 aC, o estado de Qin se juntou a este esforço para conter os invasores das tribos do norte e estendeu a construção para mais de 5.000 km. Após, a Grande Muralha foi renovada de tempos em tempos e uma grande renovação começou com a fundação da Dinastia Ming em 1368, levando 200 anos para ser concluída. Alcançando atualmente um total de mais de 6.000 km, ela se estende da passagem de Jiayu na província de Gansu, a oeste, e até a foz do rio Yalu na província de Liaoning, a leste. Serpenteia as Montanhas Yanshan, um cinturão dobrado de direção E-W na parte norte do Cráton do Norte da China. Este cráton foi afetado pela orogenia de Yanshan. Nesta região, uma extensão para oeste da bacia da Baía de Bohai, os principais eventos tectônicos ocorreram em três fases: (i) Jurássico Médio a Superior, (ii) Jurássico Superior-Cretáceo Inferior e (iii) Cretáceo Superior. A margem norte do Cráton do Norte da China é sustentada principalmente por rochas de embasamento cristalino arqueano. Esta margem experimentou forte espessamento e encurtamento da crosta relacionados à colisão entre o cráton siberiano e os continentes amalgamados do norte da China e da Mongólia após o fechamento do Oceano Paleo-Asiático oriental. O cinturão de Yanshan sofreu vários episódios de deformação mesozóica que resultaram em um magmatismo amplamente distribuído e na tectônica que remodelou completamente a topografia do leste do Cráton do Norte da China. A imagem acima mostra a seção Badaling da Grande Muralha e o granito mesozóico que dá sua contribuição nesta estratégia de defesa.
(Crédito da imagem: Beijing SHRIMP - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4)

24 de abril de 2022

Notícias em 24/04/2022

Assuntos do dia:
economia, mineração, mercado, água, garimpo, energia alternativa, meio ambiente, paleontologia, terremotos, vulcanismo, asteroides, eventos e outros.

Cascata do Rio São Marcos
Esta cachoeira está localizada na Serra Gaúcha, nas proximidades da cidade de São Marcos. Tem 10 metros de altura e 50 de largura. Possui quatro ou mais quedas d'água que se transformam em uma única nos períodos de cheia. É alimentada pelo Rio São Marcos, afluente do Rio das Antas e divisor geográfico entre as cidades de Caxias do Sul e São Marcos. A região faz parte da Encosta Superior do Nordeste com rochas basálticas pertencentes à Bacia do Paraná, Grupo São Bento, Formação Serra Geral, do Cretáceo. O vulcanismo ácido da região de São Marcos pode ter sido gerado por sucessivos derrames que atingiram uma espessura mínima de 240 metros. Estas rochas apresentam fenocristais subédricos a euédricos e ausência constituintes típicos de ignimbritos e reoignimbritos. Dados de litoquímica indicam que as lavas constituíram riodacitos do grupo Palmas e subgrupo Caxias do Sul. Sotoposto a este episódio ácido afloram seis unidades efusivas de rochas básicas, incluindo quatro derrames do tipo pahoehoe e dois do tipo a'a'. Bem depois deste período, a partir de 1885, o município de São Marcos teve seu povoamento inicialmente realizado por imigrantes italianos que chegaram às margens dos Rios São Marcos e das Antas. Em 1891, chegaram os poloneses e, posteriormente, imigrantes de outras etnias se estabeleceram na região.
(Crédito da imagem: Luís H. Fritsch - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4 - fonte5)

23 de abril de 2022

Notícias em 23/04/2022

Assuntos do dia:
economia, petróleo, mercado, gestão pública, política, energia alternativa, meio ambiente, geologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, ciência espacial, eventos e outros.

Vulcão Rincón de la Vieja
Este vulcão está localizado no noroeste da Costa Rica, a 25 km da cidade de Libéria, entre as províncias de Alajuela e Guanacaste, perto da fronteira com a Nicarágua. O complexo vulcânico Rincon de la Vieja é um estratovulcão com constituição andesítica de forma complexa e irregular. Mostra uma ampla gama de manifestações fluidas, como um lago quente de cratera hiperácida com atividade fumarólica, piscinas de ebulição e fontes termais. É formado por pelo menos nove fontes eruptivas ainda reconhecíveis, embora sua história indique sobreposição e destruição de vários edifícios vulcânicos ao longo de mais de um milhão de anos. Seu ponto mais elevado tem altitude de 1.916 m. O volume total estimado do material extravasado alcança cerca de 130 km³. Os produtos vulcânicos recentes (dos últimos 30.000 anos) correspondem a lavas e rochas piroclásticas de composição andesítica. É o maior centro vulcânico e o único ativo da Cordilheira de Guanacaste. A Costa Rica está localizada em uma área neotectônica complexa onde a subducção da placa de Cocos está ocorrendo ao longo da Fossa da América Central a uma taxa de 10 cm/ano. Esta subducção produziu intensa atividade vulcânica desde o Terciário Médio, principalmente no noroeste da Costa Rica. A atividade vulcânica neste país da América Central, nos últimos 25.000 anos, tem sido caracterizada principalmente por erupções freáticas e freato-magmáticas com raros eventos eruptivos plinianos. Uma lenda indígena conta que, enquanto isto, o cacique da tribo Curubandé descobriu que sua filha, a princesa Curubandá, estava apaixonada pelo príncipe Mixcoac, filho de um cacique inimigo. O pai de Curubandá não gostou nada desta história e jogou Mixcoac na cratera do vulcão ativo mais próximo. Devastada, Curubandá passou o resto de sua vida no alto da encosta do tal vulcão. Para amenizar sua dor, passou a estudar e entender muito sobre medicamentos naturais e, assim, desenvolveu poderes de cura para diversas doenças. A encosta do vulcão passou a ser conhecida como "Rincão da Velha" e as pessoas que procuravam curas medicinais sabiam que as encontravam naquele rincão. Mais tarde, quando os vulcanólogos precisaram dar um nome para o complexo vulcânico "Rincón de la Vieja", lembraram da lenda. Na imagem acima aparece o lago da sua cratera principal e, à direita, um cone inativo.
(Crédito da imagem: Federico Chavarría - fonte1 - fonte2 - fonte3)

22 de abril de 2022

Notícias em 22/04/2022

Assuntos do dia:
danos, petróleo, mercado, cooperação, infraestrutura, energia alternativa, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, eventos e outros.

Arquipélago de Abrolhos
Abrolhos está inserido na plataforma continental brasileira, a aproximadamente 60 km a leste da cidade de Caravelas, na BA. Ocupa a porção norte do banco de Abrolhos, no Oceano Atlântico. É uma Área de Proteção Ambiental que faz parte do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. Os navegadores portugueses no século XVII adotaram este nome, já que na época era muito comum usarem a expressão "abra os olhos" devido ao risco dos corais para as embarcações. Suas cinco ilhas, Siriba, Redonda, Santa Bárbara (a maior), Guarita e Sueste, estão distribuídas em uma área de 912 km². Estas ilhas são formadas por rochas vulcânicas e sedimentares pertencentes à Bacia sedimentar de Mucuri, pertencente ao Complexo Vulcânico de Abrolhos. Este complexo é constituído por uma província magmática basáltica, intraplaca, de caráter toleítico a alcalino, implantada sobre crosta continental estirada durante a fase de rifte. O magmatismo ocorreu entre 60-40 milhões de anos, estando correlacionado ao intervalo do Paleoceno ao Mesoeoceno. As rochas sedimentares aflorantes no arquipélago incluem arenitos grosseiros e conglomerados em canais, arenitos com estratificação concordante, siltitos e folhelhos. O complexo recifal de Abrolhos abrange a mais extensa área de recifes de coral do Brasil e do todo o oceano Atlântico Sul, abrangendo 6.000 km². Constitui um pouco menos de um por cento dos ecossistemas recifais do planeta Terra. São os maiores e os mais ricos recifes de corais do Brasil, tendo como principais espécies os corais negros, os hidro corais (corais-de-fogo), os corais pétreos e os octocorais. Sua fauna, na parte terrestre, é composta, principalmente, por aves, destacando-se atobá-branco, atobá-mascarado, atobá-marrom, fragata, benedito e grazina. Suas ilhas são o principal berçário para a baleia Jubarte no Atlântico Sul.
(Crédito da imagem: Equipe Tête-à-Tête - fonte1 - fonte2 - fonte3)

21 de abril de 2022

Notícias em 21/04/2022

Assuntos do dia:
mineração, petróleo, produção, mercado, fiscalização, energia alternativa, meio ambiente, geologia, mineralogia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, ciência espacial, eventos e outros.

Caverna de Fingal
Esta formação rochosa está localizada no extremo sul da desabitada Ilha de Staffa, nas Hébridas Interiores da Escócia. Ela já serviu de inspiração para muitos escritores e artistas, desde Júlio Verne ao Pink Floyd. Com 22 metros de altura, 82 metros de profundidade e paredes com colunas hexagonais de basalto, esta caverna marinha era bem conhecida dos antigos povos celtas irlandeses e escoceses pelo nome de Uamh-Binn ("Caverna da Melodia") devido à acústica de seu interior, um perfeito anfiteatro para o choque das ondas do mar. Uma lenda celta conta que ela está relacionada com a "Calçada dos Gigantes", do outro lado do mar, na Irlanda, também com basalto hexagonal. Elas seriam peças finais de uma ponte construída pelo gigante irlandês Fionn mac Cumhaill (ou Finn McCool) para que ele pudesse chegar à Escócia. Iria lá para lutar com Benandonner, seu gigantesco rival, mas este destruiu a ponte para que Fionn não o pudesse perseguir. A ligação entre estas duas estruturas, proposta pela lenda, é aceita pela geologia. As duas estruturas com basalto hexagonal foram produzidas pelo mesmo fluxo de lava do Paleoceno há cerca de 60 milhões de anos. Esta lava resfriou causando contrações que possibilitaram o padrão hexagonal de fraturas perpendiculares às superfícies de resfriamento. Na Caverna de Fingal, nota-se que uma camada superior de lava não resfriou desta maneira, não apresentando o mesmo padrão. A caverna foi descoberta pelo naturalista Sir Joseph Banks em 1772, na época em que era muito popular um poema sobre o herói chamado Fingal. Esta poesia foi supostamente traduzida de um antigo épico gaélico do século XVIII de autoria do poeta irlandês James Macpherson. Serviu de inspiração para Goethe, Napoleão e também para Banks, e o nome do herói foi usado para batizar a caverna. Diversos escritores e pintores se encarregaram de divulgar a Caverna de Fingal. Mesmo sem saber desta divulgação, uma colônia de papagaios-do-mar se hospeda na costa norte da Ilha de Staffa nos meses de verão. Inúmeras outras aves marinhas nidificam ou se alimentam na ilha, incluindo gansos, guillemots, razorbills, grandes mergulhadores do norte, fulmars e grandes skuas.
(Crédito da imagem: venturesail - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4)

20 de abril de 2022

Notícias em 20/04/2022

Assuntos do dia:
projeto, mineração, danos, barragem, petróleo, produção, mercado, fiscalização, política, energia alternativa, meio ambiente, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, ciência espacial, eventos e outros.

Cachoeira de Missão Velha
Esta cachoeira está localizada no Parque Natural Municipal Cachoeira de Missão Velha e dista 4 km da cidade de Missão Velha, no CE. No local afloram arenitos da Formação Cariri, que correspondem à base da estratigrafia da Bacia Sedimentar do Araripe. A Formação Cariri, com cerca de 420 milhões de anos, teve os sedimentos depositados em ambiente de sistemas fluviais entrelaçados. O arenito resultante apresenta icnofósseis e marmitas, além de estratificações plano-paralelas e cruzadas facilmente observadas nos blocos rochosos da cachoeira. Esta é abastecida pelo Rio Salgado, com uma queda d'água de aproximadamente 12 metros, em meio à vegetação densa, que ao longo das margens do rio inclui mandacarus e juremas, contrastando com a típica vegetação da caatinga. Até o século XVIII, indígenas Kariris construíram aldeamentos na região atraídos pela abundância da água. Parte dos habitantes da região são descendentes deste povo guerreiro que deixou como legado muitas histórias. Há ainda lendas como a que contam os mais velhos sobre a existência de uma mãe d'água que chama, com voz misteriosa, os banhistas para locais perigosos, levando-os à morte.
(Crédito da imagem: guialugaresturisticos - fonte1 - fonte2)

19 de abril de 2022

Notícias em 19/04/2022

Assuntos do dia:
projeto, mineração, danos, petróleo, produção, mercado, gestão pública, meio ambiente, geologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, ciência espacial, asteroides, eventos e outros.


Zabriskie Point
Zabriskie Point fica na porção leste do Parque Nacional Vale da Morte, na Califórnia, EUA. Este local foi nomeado em homenagem a Christian Brevoort Zabriskie que, no início do século XX, foi vice-presidente e gerente geral da Pacific Coast Borax Companym, empresa que minerava no Vale da Morte. Este vale possui excelente registro geológico, com inúmeras formações geológicas, sendo conhecido por seu cenário de erosão. Zabriskie Point, que faz parte da Cordilheira Amargosa, apresenta colinas que foram moldadas pela força da água. A região é constituída por sedimentos da Formação de Furnace Creek, que foram depositados em um lago que secou há cerca de 5 milhões de anos. Durante vários milhões de anos, lamas salinas, cascalhos de terras altas próximas e quedas de cinzas do então ativo campo vulcânico Black Mountain foram acumulados no fundo do lago. Boratos foram concentrados nestes leitos misturados com riolito alterado oriundo de campos vulcânicos próximos. Atualmente a Formação de Furnace Creek é composta por mais de 1.500 metros de lamito, siltito e conglomerado. Na parte central da imagem acima, a porção mais escura que se destaca localiza um dique de basalto entre as rochas sedimentares da região.
(Crédito da imagem: geotripperimages - fonte1 - fonte2)

18 de abril de 2022

Notícias de 13 a 18/04/2022

Assuntos do dia:
mineração, barragem, petróleo, produção, mercado, fiscalização, água, energia alternativa, meio ambiente, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, ciência espacial, asteroides, eventos e outros.


Cachoeira do Itiquira
Esta cachoeira está localizada no Parque Municipal do Itiquira, em Formosa, GO. Sua água cai em queda livre por 168 metros (a sétima maior queda livre do país) em rochas da Formação Serra do Paranã, constituindo sua seção-tipo. São quartzitos médios a grossos até conglomeráticos em camadas métricas internamente maciças ou laminadas. Ocorrem de forma mais comum silicificados e fraturados. Em áreas mais arrasadas, estas rochas são expostas em grandes blocos. São encontrados fácies de ortoquartzitos com grãos arredondados e esféricos e fácies de quartzitos feldspáticos com grãos mais angulosos. Os quartzitos desta formação apresentam acamadamento plano-paralelo, estratificação cruzada tabular, tangencial, revirada e acanalada, canais de corte e preenchimento e raras marcas onduladas. A região é conhecida por sua infinidade de cachoeiras, lagoas, grutas e cavernas. É conhecida como Berço das Águas por possuir nascentes de rios das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul: Amazonas, São Francisco e Paraná.
(Crédito da imagem: Diego Baravelli - fonte1 - fonte2 - fonte3)

12 de abril de 2022

Notícias em 12/04/2022

mineração, petróleo, mercado, gestão pública, cooperação, geologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, eventos e outros.

Montanhas Rochosas Canadenses
As Rocheuses Canadiennes (em francês), com seus xistos e calcários no oeste do Canadá, compreendem as Montanhas Rochosas de Alberta e da Colúmbia Britânica, no segmento canadense das Montanhas Rochosas da América do Norte. Esta parte oriental do Anel de Fogo do Pacífico inclui vários picos, como o Monte Robson (3.954 metros de altitude) e o Monte Colúmbia (3.747). Elas são delimitadas a leste pelas pradarias canadenses, a oeste pela Trincheira das Montanhas Rochosas e a norte pelo Rio Liard. Grande parte da sua extensão é protegida por parques nacionais e provinciais, vários dos quais constituem, em conjunto, um Patrimônio Mundial. É o lar de boa parte dos recursos energéticos e minerais do Canadá e principal fonte de água doce, sendo o último reduto de geleiras subárticas. Também é uma das últimas grandes áreas selvagens do continente. A origem da cordilheira norte-americana e sua afinidade com o cráton delimitador são assuntos de debate. Os mecanismos da orogênese estão enraizados em duas hipóteses concorrentes. A primeira atribui a Cordilheira a um orógeno acrecionário arquetípico. A segunda é uma nova hipótese que argumenta que ela é um produto colisional ocorrido, há mais de 100 milhões de anos, entre um microcontinente alóctone e a América do Norte cratônica. Alheios a isto tudo, por milênios os povos primitivos consideravam estas montanhas como lugares sagrados. Na imagem acima, aparece uma porção delas junto ao Lago Peyto.
(Crédito da imagem: Mokozza - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4 - fonte5)

11 de abril de 2022

Notícias em 11/04/2022

Assuntos do dia:
mercado, energia alternativa, meio ambiente, terremotos, vulcanismo, tecnologia, ciência espacial e outros.

Serra da Ibiapaba
A Área de Proteção Ambiental Serra da Ibiapaba (APASI) foi criada em 1996 e está situada na biorregião do complexo da Serra Grande, estendendo-se por sete municípios no estado do CE e vinte no PI. A APASI abrange dois grandes domínios morfo-estruturais do Nordeste brasileiro, os escudos cristalinos rebaixados e pediplanados e a bacia sedimentar do Maranhão-Piaui. O embasamento cristalino compreende o Complexo Granja, com predomínio de migmatitos, biotita-gnaisses, granitos grosseiros e quartzitos, formando relevos aplainados. A área sedimentar, que abrange o Planalto da Ibiapaba, a oeste da APASI, corresponde à sequência sedimentar paleozoica, incluindo as formações Serra Grande, Pimenteiras e Cabeças. Os conglomerados e arenitos da Serra Grande recobrem o Planalto e mergulham suavemente para oeste. O relevo da Serra da Ibiapaba (ou Chapada Ibiapaba) apresenta feições cuestiformes. Esta área foi erguida durante a divisão da Pangeia, no período Cretáceo, quando as rochas do embasamento se mostraram mais frágeis que as sedimentares. Então, aquelas foram erodidas, deixando conglomerados e arenitos ressaltados. Atualmente, é uma das regiões mais úmidas do estado do Ceará, onde diversos afluentes do rio Acaraú possuem nascentes.
(Crédito da imagem: siamesa - fonte1 - fonte2 - fonte3)

10 de abril de 2022

Notícias em 10/04/2022

Assuntos do dia:
mercado, energia alternativa, terremotos, vulcanismo, arqueologia, ciência espacial e outros.

Hanging Rock
Esta formação rochosa está localizada nas proximidades das cidades de Sidney e Katoomba, na Austrália. Hanging Rock é um bloco de arenito com cerca de 100 metros de altura e entre um e cerca 20 metros de espessura. Ele está praticamente destacado do penhasco adjacente e se projeta sobre o Vale Grose. Faz parte do Parque Nacional Blue Mountains, que é um Patrimônio Mundial da Unesco. As rochas deste parque, falhadas, dobradas, intrudidas e levemente metamorfoseadas, foram originalmente sedimentos marinhos depositados há 470-330 milhões de anos, durante os períodos Siluriano e Devoniano. Durante o Carbonífero, houve um grande soerguimento e um período de erosão. Após, houve a deposição da Sequência da Bacia de Sydney, em mar raso, com grande quantidade de sedimentos trazidos por córregos. Eles foram depositados em camadas horizontais e transformados em leitos rochosos de xistos, siltitos e lamitos. Ao todo, cerca de 500 metros de sedimentos marinhos foram depositados nesta época, entre 280 milhões e 250 milhões de anos atrás. Após, entre 250 milhões e 170 milhões de anos atrás, sedimentos arenosos foram depositados por grandes rios soterrando e afundando as camadas subjacentes. Este novos sedimentos formaram o Arenito Narrabeen e, acima deste, o Arenito Hawkesbury, somando ambos um total de 500 metros de espessura no centro da bacia. Há 170 milhões de anos, houve um soerguimento formando um platô de 1.000 metros de altitude. As camadas sob os arenitos se dobraram e os arenitos se fraturaram formando juntas verticais. Associada a esta elevação, aproveitando o fraturamento, por volta de 150 milhões de anos atrás, um vulcanismo produziu diatremas (chaminés vulcânicas brechadas). Mais recentemente, uma lava basáltica derramou por respiradouros e se espalhou pela paisagem. Com a dissecação do platô, através do vendo e da chuva e com alterações de temperatura, formou-se a topografia atual. Ainda atualmente, as rochas sob os arenitos, sendo menos resistentes, foram e continuam sendo facilmente erodidas fazendo com que blocos de arenitos colapsem. Aos poucos, as faces dos penhascos vão se atualizando, surgindo esculturas como as Três Irmãs, a Rocha Órfã e os Pagodes, assim como a Rocha Suspensa (Hanging Rock). Também contribuem para este processo agentes biológicos e ações humanas.
(Crédito da imagem: audleytravel - fonte)

9 de abril de 2022

Notícias em 09/04/2022

Assuntos do dia:
economia, mercado, fiscalização, água, energia alternativa, meio ambiente, terremotos, vulcanismo, tecnologia, ciência espacial, eventos, vagas e outros.

Morro do pico
O Morro do Pico, ao lado da praia da Conceição, é o ponto mais elevado da Ilha Fernando de Noronha, com 321 metros de altitude. Este pico se constitui em um relevo residual de um grande domo fonolítico. Ele vem se desfazendo com a queda de blocos devido às juntas verticais do domo. As rochas do arquipélago são vulcânicas e subvulcânicas subsaturadas, acentuadamente sódico-alcalinas. Representam dois episódios vulcânicos separados por um hiato erosivo. Estes episódios estão associados à movimentação da placa Sul-Americana, quando da formação da dorsal Meso-Atlântico. O mais antigo originou a Formação Remédios datada entre 12 milhões e 8 milhões de anos, com piroclastos principalmente associados a vulcanismo fonolítico, penetrados por diques, plugs e domos. Após estas rochas sofrerem erosão, expondo grandes corpos fonolíticos, elas foram recobertas pela Formação Quixaba, com idade entre 6,64 milhões e 1,81 milhões de anos. Neste evento foram produzidos derrames e priroclastos de composição ankaratrítica, acompanhados de alguns diques de nefelinito. Após, grandes oscilações glácio-eustáticas do Pleistoceno esculpiram a ilha, onde restaram os corpos rochosos mais resistentes, sobretudo fonólitos, ankaratritos e basanitos. Finalmente, consolidaram-se os calcarenitos da Formação Caracas.
(Crédito da imagem: photo pantai - fonte1 - fonte2 - fonte3)

8 de abril de 2022

Notícias em 08/04/2022

Assuntos do dia:
projeto, mineração, petróleo, mercado, cooperação, justiça, energia alternativa, paleontologia, terremotos, vulcanismo, tecnologia, ciência espacial, asteroides, conhecimento, eventos e outros.

Cachoeira Mealt
Esta cachoeira está localizada na Península de Trotternish, ao norte da Ilha de Skye, na Escócia. Ela tem 55 metros de queda d'água e é alimentada pelo lago Mealt. Este lago de água doce possui borda leste formada por falésias de basalto, de onde se avista o Estreito de Raasay. Estas falésias, que chegam a alcançar 90 metros de desnível, são conhecidas pelo nome de Creag an Fheilidh (em gaélico) que significa Kilt Rock (em inglês) porque lembram um kilt (um tipo de saia usada pelos escoceses) plissado. São colunas de basaltos assentados sobre uma base de arenito. Como atração extra, o local oferece ao turista a audição de um som "sinistro" que é produzido quando o vento passa pela cerca de proteção que há no mirante da região. O vento do mar entra nas tubulações da cerca e esta funciona como um órgão. Em dias claros, a Ilha de Lewis e até mesmo a Escócia continental podem ser vistas da Península de Trotternish.
(Crédito da imagem: peterdinsmore - fonte1 - fonte2)

7 de abril de 2022

Notícias em 07/04/2022

Assuntos do dia:
projeto, mineração, petróleo, produção, mercado, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, tecnologia, ciência espacial, eventos, vagas e outros.

Cachoeira Pedra Caída
Esta cachoeira fica no Santuário Ecológico Pedra Caída, no complexo turístico de mesmo nome. Está localizada no município de Carolina, sul do MA, no Parque Nacional da Chapada das Mesas. O nome Pedra Caída é atribuído aos índios Macamecrãs que habitavam a região e usavam o local para rituais, oferendas e liturgias aos seus deuses e pajés. O município de Carolina está inserido nos domínios da Bacia Sedimentar do Parnaíba, que foi implantada sobre riftes cambro-ordovicianos. Na área do município ocorrem rochas do Grupo Balsas (com as formações Piauí, Pedra de Fogo, Motuca e Sambaíba) e do Grupo Mearim (com a formação Mosquito). Alimentada pelo Rio Brejão, a cachoeira tem sua queda d'água de 46 metros em arenito no final de um cânion e forma uma piscina com profundidade entre 0,5 a 3,0 metros. Paredões verticais de 54 metros de altura individualizam o cânion, que foi instalado numa fenda com cerca de 4,0 metros de afastamento entre os blocos. Há vertentes de água que saem diretamente das faturas laterais no arenito sendo a água, neste caso, mais aquecida em comparação com aquela da cachoeira. O arenito da Formação Sambaíba está aqui representado na sua sucessão eólica, com estratificação cruzada de médio a grande porte (tabular e acanalada) nos paredões do cânion.
(Crédito da imagem: Documentodeviagem - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4)

6 de abril de 2022

Notícias em 06/04/2022

Assuntos do dia:
projeto, petróleo, mercado, gestão pública, fiscalização, energia alternativa, geologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, tecnologia, ciência espacial, eventos, vagas e outros.

Kynance Cove
Esta é uma enseada no lado leste de Mount's Bay, na Cornualha, Inglaterra, situada na península de Lizards. A geologia da Cornualha consiste tipicamente em ardósias pretas dobradas e granitos em blocos cinza pálido. Em Kynance Cove, no entanto, os penhascos são compostos de rochas verde-escuras e vermelhas, polidas por milhares de anos pelas ondas do Mar Celta. As rochas do complexo Lizards representam um fragmento ou fatia de componentes continentais e oceânicos que foram empurrados por obducção sobre rochas mais jovens. As rochas de Kynance Cove correspondem a peridotitos do manto superior, que foram serpentinizados pelo processo de alteração hidrotermal da água do mar. Este processo produz minerais argilosos como lizardita, saponita e crisotila. Outros minerais formados são clorita, tremolita e talco e são todos produzidos a partir da quebra dos minerais ferromagnesianos olivina e piroxênio. O ferro derivado da alteração hidrotermal desses minerais forma goethita e hematita. O peridotito em Kynance constitui a base da sequência ofiolítica de Lizards. Os serpentinitos multicoloridos que ocorrem na região lembram uma pele de cobra ou lagarto e daí vem o nome lizards ("lagartos"). A variedade de tipos de rochas em Lizards também produz uma ampla gama de cores nos seixos da praia. A região é desprovida de muitos altos topográficos com o relevo predominantemente sendo resultado de uma superfície de erosão antiga. Devido à natureza tóxica da serpentinita para a vegetação, a área possui uma flora distinta de plantas de crescimento lento. Esta enseada se tornou popular no início da era vitoriana, com muitos visitantes ilustres, incluindo a rainha Victoria e o príncipe Albert, além do poeta Alfred Tennyson.
(Crédito da imagem: Andy Wright - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4)

5 de abril de 2022

Notícias em 05/04/2022

Assuntos do dia:
mineração, petróleo, mercado, gestão pública, energia alternativa, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, tecnologia, ciência espacial, eventos e outros.

Cachoeira da Velha
A Cachoeira da Velha fica no Parque Estadual do Jalapão, em TO. Este parque, com uma área de 34.000 km², é uma unidade de conservação de proteção integral criada em 2001, localizada na região leste do estado do TO. Esta área está distribuída pelos municípios de Mateiros e São Félix do Tocantins, e tem vegetação predominantemente de cerrado ralo e de campo limpo com veredas. Na região do Jalapão, as rochas da Bacia Sanfranciscana estão restritas à Bacia do Rio Tocantins, na parte leste do estado. Elas são mesozóicas e equivalem a sedimentos clásticos (arenitos, siltitos e folhelhos) depositados essencialmente por sistemas eólicos. As estruturas principais são falhas normais e transcorrentes. O Grupo Urucuia, com rochas formadas por deposição eólica, tem alta importância para armazenamento de água subterrânea na região. Abastecida pelo Rio Novo, a Cachoeira da Velha tem grande volume de água mesmo na época da estiagem entre maio e setembro. Possui duas quedas em formato de ferradura com cerca de 100 metros de largura total. Seu desnível de 15 metros é causado por falha transcorrente sinistral. O nome da cachoeira, de acordo com os habitantes locais, deve-se a uma mulher que, depois de morrer, manteve seu espírito nas proximidades. Ela vivia nas proximidades da cachoeira e amava suas águas.
(Crédito da imagem: Cesar Monteiro - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4)

4 de abril de 2022

Notícias em 04/04/2022

Assuntos do dia:
mineração, mercado, energia alternativa, paleontologia, terremotos, vulcanismo, tecnologia, ciência espacial, asteroides e outros.

Brimham Rocks
Esta rochas são encontradas no Vale de Nidderdale, em North Yorkshire, no Reino Unido. Tudo isto surgiu quando, entre 430 milhões e 380 milhões de anos atrás, uma cordilheira foi criada no norte da Grã-Bretanha pela colisão das placas tectônicas Norte-americana e Eurásia. Quando essa cordilheira começou a se desgastar, areia e cascalho foram depositados pela erosão em um grande delta de rio que cobria metade de Yorkshire. As formas incomuns em Brimham Rocks, que podem alcançar cerca de 9 metros, são resultado de atividades mais recentes em termos geológicos. Durante a última era glacial, 18.000 anos atrás, as rochas de Brimham foram esculpidas pelo Millstone Grit (algo como "grão de pedra de moer"). Este é o nome dado aos ventos glaciais soprando de uma calota de gelo que cobria os Peninos, carregados de minúsculas partículas de areia e outros detritos. Diversas formas surgiram, como a Idol Rock (em primeiro plano, na imagem acima), que desafia a gravidade. Assim foi criado o vale de Nidderdale, onde as porções mais duras destas rochas resistiram aos jatos de areia gelados. Vento, chuva e geada ainda atacam as partes menos resistentes. Atualmente, a área é o lar de uma variedade de vida selvagem, como abelhas mineiras solitárias e besouro-tigre verde, bem como várias espécies de aves, como as petinhas-do-prado, a perdiz vermelha e os tentilhões. A flora é constituída por arbustos, como o urze e o mirtilo. Após a conquista normanda de 1066, a região passou a ser conhecida com o nome de Birnebeam, que significa "muito arborizada", porém era descrita como terra descartada. Em 1132, a Abadia Fountains foi fundada e os monges cistercienses levavam o gado para pastar em Brimham. Após a dissolução dos mosteiros em 1539, a terra passou para mãos privadas e ganhou interesse em 1786, quando o major Hayman Rooke visitou o local e declarou que as rochas foram esculpidas por druidas. Em 1970, o local foi doado ao National Trust e atualmente faz parte da Nidderdale Area of ​​Outstanding Natural Beauty ("Área de Beleza Natural Excepcional de Nidderdale"). Criadas pelos druidas ou pelo Millstone Grit, lá estão formas como a Esfinge, o Cão de Guarda, o Camelo, a Tartaruga e o Urso Dançarino, entre muitas outras, basta ter imaginação e se posicionar no ângulo adequado para vê-las. Em 1958, a área foi reconhecida como Sítio de Interesse Científico Especial (SSSI) e, em 1987, algumas de suas formas rochosas ganharam preciosos segundos de notoriedade no vídeo "You Win Again" dos Bee Gees.
(Crédito da imagem: Paul Lankin - fonte1 - fonte2 - fonte3)

3 de abril de 2022

Notícias em 03/04/2022

Assuntos do dia:
mineração, fiscalização, água, terremotos, vulcanismo e outros.

Pontal do Atalaia
O Pontal do Atalaia é um promontório localizado na porção sul do município de Arraial do Cabo, no RJ. Na imagem aparece a Praia Brava, no lado oeste do Pontal do Atalaia. A região do município de Arraial do Cabo está inserida na Faixa Ribeira e faz parte do segmento central da Província Mantiqueira, cuja formação se deu durante o ciclo Brasiliano, que resultou na formação do Gondwana. As rochas mais abundantes no Pontal do Atalaia são rochas do embasamento com idade aproximada de 2 bilhões de anos. Ocorrem corpos tabulares ígneos encaixados no embasamento ortognáissico e anfibolítico do Domínio Tectônico de Cabo Frio. Durante a formação do Gondwana, as rochas se dobraram, quebraram e seus minerais se orientaram em planos, em condições de pressão e temperatura elevadas típicas de ambientes colisionais. Formaram-se, assim, os gnaisses. Posteriormente, ainda durante a quebra do Gondwana, foi iniciada a formação do Alto Estrutural de Cabo Frio que separou as bacias de Campos e de Santos. Por volta de 130 milhões de anos atrás, com a abertura do Oceano Atlântico, foram produzidos diques e soleiras de diabásio. O magmatismo na região inclui uma série de intrusões tabulares constituídas tanto por rochas toleíticas, relacionadas com a abertura do Atlântico, quanto alcalinas, cuja gênese ainda é questão de debate na literatura.
(Crédito da imagem: near-beach - fonte1 - fonte2 - fonte3)

2 de abril de 2022

Notícias em 02/04/2022

Assuntos do dia:
economia, danos, petróleo, mercado, gestão pública, água, energia alternativa, meio ambiente, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, eventos e outros.

Quiraing
Quiraing, com seus penhascos, pináculos, declives e vales, é uma região da Península Trotternish, na Ilha de Skye, na Escócia. Seu nome em nórdico significa "dobra redonda", fazendo referência à história viking na ilha. Dizem que os ilhéus costumavam esconder seu gado dos invasores vikings nos muitos cantos e recantos de Quiraing. As rochas mais antigas da Península Trotternish têm 190-150 milhões de anos e foram depositadas nas águas e nas margens de mares relativamente rasos e quentes durante o Jurássico. Esses mares rasos eram muito diferentes das águas do Atlântico Norte que corroem as costas de Skye hoje. Muitos fósseis são encontrados nas rochas sedimentares marinhas do Jurássico (argilitos, siltitos, arenitos e calcários) da ilha, como amonites, belemnites, braquiópodes e bivalves. Répteis marinhos (ictiossauros e plesiossauros) e peixes também cruzaram essas águas como principais predadores. Enormes degraus de pedra se destacam em toda a extensão da península de Trotternish, no topo das rochas jurássicas. Esta pilha de rochas representa as lavas que extravasaram quando o Atlântico Norte se abriu há cerca de 55 milhões de anos. Nesta região, uma grande variedade de tipos de rochas vulcânicas pode ser vista com sedimentos intercalados. A paisagem selvagem da península inclui dois grupos espetaculares de deslizamentos de terra pós-glaciais, sendo um deles em Storr e o outro em Quiraing. Enormes blocos de rocha vulcânica deslizaram devido ao seu peso ter fraturado as rochas jurássicas subjacentes, causando movimentações. Outros blocos caíram nas lacunas que foram sendo geradas. A zona interna dos deslizamentos de terra é um labirinto de blocos de rochas vulcânicas inclinados, pináculos intemperizados, contrafortes e uma diversificada arquitetura rochosa. Trotternish é a maior área contínua de deslizamentos de terra nas Ilhas Britânicas. As movimentações de blocos em Quiraing ainda não foram interrompidas. A estrada local precisa ser reparada anualmente porque há regiões que ainda sofrem deslizamentos com movimentos de alguns centímetros a cada ano.
(Crédito da imagem: Helen Hotson - fonte1 - fonte2)

1 de abril de 2022

Notícias em 01/04/2022

Assuntos do dia:
danos, petróleo, mercado, água, energia alternativa, meio ambiente, geologia, terremotos, vulcanismo, conhecimento, eventos e outros.

Parque Estadual do Ibitipoca
O Parque Estadual do Ibitipoca (PEI), com área de 1.488 hectares, é uma unidade de conservação de proteção integral criada em 1973. Está localizado no distrito de Conceição do Ibitipoca, no município de Lima Duarte (incluindo também o município de Santa Rita do Ibitipoca), na Zona da Mata, no sudeste de MG. Seu nome significa, em tupi-guarani, "serra estourada" devido provavelmente à grande incidência de descargas elétricas na região. Possui um dos mais expressivos conjuntos de cavernas em quartzito no mundo, com cerca de 40 grutas mapeadas. Dentre os principais circuitos do PEI está o Circuito das Águas, com destaque para o Lago das Miragens, a Ponte de Pedra, a Cachoeira dos Macacos e a Prainha, além do Paredão de Santo Antônio (imagem acima). Há quem diga que vê a imagem de Santo Antônio neste paredão, daí seu nome. O PEI ocupa o alto da Serra de Ibitipoca (uma extensão da Serra da Mantiqueira), cujo pacote estratigráfico corresponde à Sequência Carrancas, com grande ocorrência de quartzitos, variando apenas o tipo de estrutura e o tamanho dos grãos. É frequentemente encontrado um quartzito de granulometria grossa, conhecido localmente com sal grosso, que sustenta as partes mais elevadas do parque. A região constitui uma faixa de grande complexidade litológica-estrutural associada às áreas de dobramentos no Cinturão Orogênico do Atlântico. Situado no local onde se dividem as bacias do Rio Grande e do Rio Paraíba do Sul, o PEI se destaca topograficamente em relação às áreas vizinhas, com uma topografia entre montanhosa a escarpada, com altitudes que variam de 1.050 a 1.784 metros. Sua fauna é rica, com espécies ameaçadas de extinção, como a onça parda, o lobo guará e o primata guigó. Aparecem também o macaco barbado, o sauá (sagui), o papagaio do peito roxo, o coati, o andorinhão-de-coleira falha, entre outros. Dentre os anfíbios, encontra-se uma espécie de perereca, a Hyla de Ibitipoca, identificada pela primeira vez na região. Sua flora diversificada inclui orquídeas, bromélias, candeias, líquens e samambaias. São muito comuns as barbas-de-velho, uma espécie de líquen verde-água, que pende dos galhos das árvores. Os campos rupestres constituem uma grande extensão de vegetação do parque.
(Crédito da imagem: Trilhando a Dois - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4 - fonte5)

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