"O presente é a chave para o passado"
James Hutton

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15 de dezembro de 2022

Notícias em 15/12/2022

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Arquipélago de Socotra
O Arquipélago de Socotra (ou Socotorá) é constituído por quatro ilhas, incluindo Socotra (95% da área terrestre do arquipélago) e outras três menores, Abd Al Kuri, Samha e Darsa, além de duas pequenas pilhas de rochas marítimas. Está situado no norte do Oceano Índico, na costa sudeste do Iêmen e suas ilhas são separadas por mares relativamente rasos, mas entre elas e o continente africano há uma trincheira profunda, ainda que estreita.
A plataforma de Socotra é formada por embasamento do Pré-Cambriano submerso. Constitui uma microplaca de granito de origem continental, com 700-800 milhões de anos de idade, como parte do continente afro-árabe. O arquipélago corresponde a antigo fragmento da parte central do Gondwana e ficava relativamente perto da Índia, até que eventos tectônicos do Mesozoico levaram ao rompimento do Gondwana Oriental. A Plataforma Socotra permaneceu próxima do sul da Arábia até o rifting oceânico do Golfo de Aden no Oligoceno-Mioceno. Cerca de seis milhões de anos atrás, o pequeno pedaço de terra se aproximou do lado da Península Arábica e foi quebrado em quatro ilhas, formando o arquipélago. As flutuações do nível do mar provavelmente permitiram uma ligação terrestre entre as ilhas e o Chifre da África em vários momentos, particularmente durante as glaciações dos últimos 150.000 anos.
Socotra consiste de rochas graníticas que afloram nas Montanhas Haggeher, que se formaram como parte do complexo do embasamento do Pré-Cambriano. Margeando as Haggeher, há planaltos de calcário com até 1.000 m de altitude (no caso do Planalto Diksam). Estes calcários foram depositados durante várias transgressões marinhas no Cretáceo, no Paleoceno e no Eoceno. Eles predominam na Ilha de Socotorá com áreas fortemente carstificadas e extensos sistemas de cavernas. No centro (Bacia de Zahr), no sul (Planície de Noged) e no norte da ilha, estes planaltos são limitados por planícies costeiras compostas por areias quaternárias e recifes de coral elevados. As ilhas menores são constituídas principalmente por falésias calcárias.
Nos últimos seis milhões de anos, um ecossistema único surgiu no arquipélago, fazendo-o merecer o apelido de "Galápagos do Oceano Índico". Mais de 30% das plantas, 90% dos répteis e quase todos os moluscos não podem ser encontrados em nenhum outro lugar do mundo. Apesar do seu isolamento, este arquipélago é habitado desde a antiguidade. Uma ruína de cidade, datada do Século II, foi encontrada na Ilha de Socotra.
A característica principal do Arquipélago de Socotra são as árvores suculentas e tolerantes à seca, como a "Sangue de Dragão", que parece um disco voador invertido, e a Adenium socotranum, que parece uma pata de elefante (vistas na imagem acima), crescem em planaltos rochosos de granito e calcário, contribuindo para o paisagismo. Aves como o estorninho de Socotra, o pássaro solar de Socotra e o grosbeak de Socotra, como os nomes indicam, são endêmicos. Os morcegos são o único mamífero nativo da ilha.
(Crédito da imagem: Straight - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4 - fonte5)

Assuntos do dia
mineração, barragem, petróleo, produção, mercado, política, água, energia alternativa, meio ambiente, paleontologia, terremotos, vulcanismo, tecnologia, ciência espacial, eventos e outros.

14 de dezembro de 2022

Notícias em 14/12/2022

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Pedra Furada de Banzaê
Esta geoforma está localizada 4 km a nordeste da sede municipal de Banzaê, na BA.
Ela foi esculpida em rochas da Formação Marizal, que é representada por platôs, mesas, mesetas, pilares, pináculos e arcos, geoformas bastante expressivas na região entre Banzaê e São João da Fortaleza, na BA
Na região de Banzaê, as coberturas residuais estão associadas às rochas sedimentares daquela unidade estratigráfica, que assumem posição topográfica mais elevada. São arenitos alaranjados, rosados e bege-amarelados, subarcoseanos médios a grossos e arenitos finos, com pouca participação da fração argila. São encontrados níveis conglomeráticos subordinados, intercalados com folhelhos castanhos-avermelhados e róseos, além de siltitos e conglomerados polimíticos clasto-sustentados com matriz areno-argilosa e seixos com alta esfericidade e arredondamento provenientes do embasamento e de rochas da bacia do Tucano.
Estratificações cruzadas acanaladas, plano-paralelas e cruzadas planar são frequentes na Formação Marizal. Normalmente, a estratificação dos arenitos é marcada pela variação granulométrica. Muitas vezes se observa granodecrescência ascendente nas camadas, com níveis conglomeráticos na base das estruturas acanaladas e arenito médio no topo. Marcas onduladas ocorrem localmente.
As rochas da Formação Marizal foram depositadas há cerca de 100 milhões de anos, em ambiente de clima árido com ocorrência de dunas e sistema de drenagem amplamente ramificado formando lagos. Estas rochas representam a fase final do preenchimento da bacia sedimentar Recôncavo-Tucano-Jatobá, formada no processo de fragmentação do Pangea com a abertura do Atlântico Sul. Toda a parte central da Bacia de Tucano é coberta por rochas da Formação Marizal, cujo nome tem origem nos arenitos e conglomerados que ocorrem na Serra do Marizal. Suas rochas são consideradas uns dos melhores reservatórios para água subterrânea do estado da BA.
A Pedra Furada resulta de distintos processos de desgaste associado às fraturas da Formação Marizal. Assim também são modelados os paredões, bem como a variedade de sedimentos finos e grossos determinam diferentes resistências às ações do vento e da chuva permitindo a erosão diferencial.
Lendas, registros históricos e achados arqueológicos indicam que a região foi ocupada desde os tempos pré-históricos. Documentos do século XVI comprovam a ocupação indígena na área e outros documentos atestam a passagem de Lampião e seu bando por este território. Antônio Conselheiro, com seu movimento religioso que culminou na Guerra de Canudos, também passou pela região.
O município de Banzaé, localizado em faixa de transição entre o agreste e a caatinga, tem seu nome originado do Tupi e significa "Terra de Valentes". Sua história teve início no século XVIII, com os indígenas Kiriris e se tornou vila na segunda metade do século XIX. Por volta de 1910, o povoamento foi intensificado por viajantes vindos do estado do SE.
(Crédito da imagem: Núcleo de Turismo, Banzaê - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4)

Assuntos do dia
projeto, mineração, petróleo, mercado, gestão pública, fiscalização, cooperação, energia alternativa, meio ambiente, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, ciência espacial, eventos e outros.

13 de dezembro de 2022

Notícias em 13/12/2022

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Boca do Inferno
A Boca do Inferno é uma antiga gruta que teve desmoronamento do teto. Está localizada na costa oeste da vila de Cascais, em Portugal. Faz parte de um lapiaz que se estende desde o Farol de Santa Marta até o Forte da Cresmina, no distrito de Lisboa, no Parque Natural de Sintra-Cascais.
 Há evidências de estalactites e estalagmites que foram quebradas. Este geossítio foi esculpido em camadas maciças e espessas de calcários dolomíticos e dolomitos do Cretáceo Inferior (Hauteriviano), tendo carstificação intensa ocorrida no Quaternário. Algumas cavidades abertas são preenchidas por um material chamado "terra rossa", que supostamente teria sido depositado no chão da gruta como resultado da erosão do calcário. Há cavidades que correspondem a veios que foram completamente erodidos. Observam-se também, níveis ferruginosos com seixos rolados de pequenas dimensões, que correspondem a antigas praias quaternárias com evidências de oscilações do nível do mar.
Além dos aspetos cársticos, ao longo desta porção do litoral de Cascais, é possível observar uma sequência estratigráfica que vai do Valanginiano superior ao Barremiano. Encontra-se conteúdo fossilífero, destacando-se raros amonites, além de ostreídeos, dentes de peixes e gastrópodes.
O nome "Boca do Inferno" tem origem no som forte produzido pela água do mar ao golpear a rocha violentamente no local. Foi cenário do primeiro filme português ao estilo "lumiére", com o título "A Boca do Inferno", de 1896, produzido pelo inglês Henry W. Short. Também é cenário da lenda que conta a história de um feiticeiro que mandou buscar uma bela jovem para ser sua esposa. Naturalmente, o desejo da jovem não era o mesmo do feiticeiro, que, por isto, a prendeu em uma torre e colocou lá um guardião. O problema é que a beleza e a juventude do guardião não eram as mesmas do feiticeiro. Então, os jovens fugiram em direção ao litoral no cavalo branco do feiticeiro. Este, sabendo da fuga, fez os rochedos se abrirem e o cavalo, o guardião e a jovem foram engolidos pelo mar. Era a Boca do Inferno que se abria para nunca mais fechar. Em dias de tempestade, o próprio local parece lamentar a tragédia que testemunhou.
(Crédito da imagem: Beatriznog10 - fonte1 - fonte2 - fonte3)

Assuntos do dia
projeto, danos, petróleo, mercado, energia alternativa, meio ambiente, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, tecnologia, ciência espacial, eventos e outros.

12 de dezembro de 2022

Notícias em 12/12/2022

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Cavernas de Aggtelek Karst e Slovak Karst
Este é um sistema de cavernas localizado a 236 quilômetros de Budapeste, no norte da Hungria, cruzando a fronteira húngaro-eslovaca, no Parque Nacional Aggtelek. É Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1995.
O Parque Nacional Aggtelek, com mais de 20.000 ha, fica na região de Aggtelek Karst, que faz parte do Gömör-Torna Karst. São aproximadamente 1.200 cavernas, das quais 273 estão na área do parque. A mais famosa delas é a Caverna Baradla ou Domica, vista na imagem acima. Seu nome é Baradla na Hungria, mas ela serpenteia por 25 km e, destes, 5,6 km estão no subsolo da Eslováquia, sendo então chamada de Domica.
Na região, o leito rochoso do Triássico Inferior é composto por ardósias impermeáveis, resistentes, argilosas e margosas, além de arenitos. Encontram-se também camadas com mais de um quilômetro de espessura do Triássico Médio e Superior, com calcários fracamente resistentes com alguma dolomita originários de sedimentos calcários de mar raso.
Estas cavernas começaram a ser esculpidas há cerca de 2 milhões de anos. Foram erodidas pela água de riachos que dissolveu as rochas. Posteriormente, o carbonato de cálcio da água gotejante construiu lentamente espeleotemas de formas variadas. A imaginação dos exploradores que as descobriram deram nomes expressivos a estas formas, como Cabeça de Dragão, Tigre, Língua de Sogra, Câmara com Colunas e Salão dos Gigantes. Represas de travertino também são encontradas.
As cavernas foram usadas como refúgio desde os tempos pré-históricos. Arqueólogos desenterraram joias de ouro e equipamentos de combate do início da Idade do Ferro, bem como ferramentas e louças feitas de pedra e ossos de animais da Nova Idade da Pedra, que ocorreu de 6.000 a 7.000 anos atrás.
O ecossistema destas cavernas possui um ar quase estéril, proporcionando um lar para mais de 500 troglóbios e troglófilos que as habitam, muitos deles só podem ser encontrados aqui.
Os processos cársticos produziram uma rica diversidade de estruturas e habitats importantes do ponto de vista biológico, geológico e paleontológico. Enquanto estes processos continuam a se desenvolver sob condições de clima temperado, sedimentos e formas de relevo fósseis fornecem ampla evidência de condições climáticas subtropicais e tropicais do Cretáceo Superior e do início do Terciário, bem como atividade denudacional periglacial do Quaternário. Ao longo de dezenas de milhões de anos, a área fornece uma excelente demonstração de ambiente cárstico em climas tropical e glacial, o que é muito incomum e provavelmente é melhor documentada aqui do que em qualquer outro lugar do mundo.
Há hoje na Caverna Baradla, uma Sala de Concertos, com acústica apropriada para receber espetáculos de música clássica e popular.
(Crédito da imagem: Jojo - fonte1 - fonte2 - fonte3)

Assuntos do dia
economia, mineração, danos, petróleo, mercado, energia alternativa, meio ambiente, mineralogia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, tecnologia, ciência espacial, eventos e outros.

7 de dezembro de 2022

Notícias em 07/12/2022

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Duna consolidada de Oitavos
Esta duna está localizada junto ao litoral, a oeste de Cascais, em Portugal.
É uma duna fóssil que se destaca sobre a morfologia suave da região, moldada em rochas carbonatadas do Cretáceo Inferior, dolomitizadas e parcialmente carsificadas. Estas rochas pertencem à Formação de Cabo Raso, do Hauteriviano, ou às formações de Cabo Raso e Guincho indiferenciadas, do Hauteriviano ao Barreminiano Inferior. 
As acumulações eólicas destas formações constituem uma elevação alongada na direção NNW-SSE, situada a cerca de 250 m da linha de costa, com cerca de 500 m de extensão e uma largura máxima de 140 m. Elas assentam em inconformidade sobre formações com litologias e estratigrafias diversas, que muitas vezes fazem parte de substrato paleozoico, mesozoico ou cenozoico. Também podem ser encontradas sobre depósitos de idade plio-quaternária indiferenciados.
Estas rochas se apresentam normalmente bem consolidadas por cimento carbonatado e, algumas vezes, com certo grau de carstificacao. São encontradas estratificações oblíquas e cruzadas bem desenvolvidas, características da deposição eólica. As laminações internas indicam que elas foram preferencialmente originadas por ventos predominantemente de N ou NW ou ainda de WNW.
A duna consolidada de Oitavos tem uma idade entre 33 mil e 30 mil anos. Neste período, na região, ocorreu evento climático de aquecimento que propiciou condições ambientais propicias à formação deste tipo de consolidação. Ela é constituía por arenito silicicoso com cimento carbonatado. Sua granulometria é variada e, algumas vezes, chega a ser grosseira contendo muitos fragmentos de conchas. Possui estratificação oblíqua regular, com inclinação de cerca de 30º SSE, visível no flanco de sotavento da duna, exposto por escavação realizada para exploração de areia.
Sob este arenito, encontra-se uma areia média, heterométrica e com muitas conchas, coberta por areia fina e mais argilosa, com muitas conchas.
Os sedimentos eólicos consolidados do Quaternário, que ocorrem ao longo do litoral oeste de Portugal, possuem frequentemente deformação frágil, possivelmente de origem tectônica. Fraturas são visíveis em descontinuidades mais ou menos irregulares.
Na região, a flora é caracterizada por vegetação arbustiva que propicia a ocorrência de avifauna específica, como a toutinegra-de-cabeça-preta, a felosa-do-ato e o pintarroxo-comum. O coelho-bravo é o mamífero mais abundante.
O nome da duna tem origem em um forte localizado nas proximidades, conhecido como "Forte de São Jorge de Oitavos". Ele recebeu esta denominação para distinguir de outro "Forte de São Jorge". Não se conhece a origem do complemento "Oitavos", mas se sabe que este forte foi construído no século XVII destinado à atividade defensiva e era guarnecido por três soldados e dois artilheiros que eram substituídos de oito em oito dias, mas talvez isto não queira dizer nada...
(Crédito da imagem: jbento70 - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4)

Assuntos do dia
mineração, petróleo, mercado, gestão pública, fiscalização, energia alternativa, meio ambiente, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, ciência espacial, eventos e outros.

5 de dezembro de 2022

Notícias em 05/12/2022

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Lago Abbe
O Lago Abbe (ou Abhé) atravessa a fronteira entre Djibuti e a Etiópia, no interior da Depressão de Afar, na África. É o maior e último de uma cadeia de seis lagos alimentados pelo Rio Awash.
A depressão de Afar é uma região agreste e escassamente povoada, abrangendo partes da Etiópia, da Eritreia e de Djibuti. Ela marca a junção tríplice de três riftes: o rifte do sul do Mar Vermelho (entre as placas da Núbia e da Arábia), o rifte do Golfo de Aden (entre as placas da Arábia e da Somália) e o rifte principal da Etiópia (entre as placas de Núbia e da Somália). A medida que a placa da África se divide nas placas da Núbia e da Somália, vai surgindo um novo oceano, assim como surgiu o Mar Vermelho a partir da separação das placas da África e da Arábia. Em alguns milhões de anos, o oceano Índico romperá as terras altas costeiras e inundará a Depressão de Afar, criando um novo oceano. A região chamada Chifre da África será transformada, então, em uma grande ilha.
Antes disto, a tensão causada pela separação entre as placas da Núbia e da Somália criou, ao redor do Lago Abbe, um cenário com uma aparência apocalípitica semelhante a do fictício Tatooine, um planeta desértico de Star Wars. À medida que as duas placas vão se afastando, a crosta acima delas se afinou e rachou e o magma subiu ao longo dos pontos de fraqueza. No oceano, este processo produziria uma expansão do fundo do mar, mas na depressão de Afar, o magma encontrou o solo seco em ambiente de rifting continental.
É neste ambiente que está localizado Abbe, um lago hipersalino e alcalino dessecante, com 10 km de largura e 15 km de comprimento. Seus tons escuros verde-azulados emprestam alguma cor a uma terra dominada por marrons e pretos. Coberto por aglomerados de chaminés fumegantes, Abbe produz uma vasta paisagem seca de salinas que absorve a água do Rio Awash no seu percurso final. Nesta topografia completamente nivelada, as exceções são o Monte Dama Ali, um pequeno vulcão-escudo adormecido predominantemente basáltico, e as chaminés, com até 60 m de altura, visíveis a quilômetros de distância.
Estes depósitos carbonáticos, semelhantes a chaminés, estão dispostos em fileiras nas margens do Lago Abbe. Foram construídos em ambiente subaquático, quando o nível da água era mais elevado. São constituídos por camadas concêntricas alternadas de calcita e de sílica com calcita de baixo Mg. Estas camadas resultam da rápida precipitação de carbonato durante a mistura de fluidos hidrotermais com a água do lago.
Apesar do clima infernal na região do Lago Abbe, pastores nômades Afar vivem na área juntamente com uma surpreendente população de flamingos. Na imagem acima, burros e cabras são vistos nas proximidades do lago.
(Crédito da imagem: NARA & DVIDS Public Domain Archive - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4 - fonte5)

Assuntos do dia
mercado, política, energia alternativa, meio ambiente, geologia, mineralogia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, tecnologia, ciência espacial, asteroides, conhecimento e eventos.

1 de dezembro de 2022

Notícias em 01/12/2022

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Cerro de los Siete Colores
Este cerro está localizado em Purmamarca, no departamento de Tubaya da província de Jujuy, na Argentina.
Do Pré-Cambriano ao Cambriano Inferior, rochas da Formação Puncoviscana, de ambiente marinho profundo, sofreram dobramentos e metamorfismo durante a orogenia Assíntia. Simultaneamente ocorreram várias intrusões ao longo da Cordilheira Oriental, uma das subdivisões da Cordilheira Andina. Subsequente soerguimento seguido de erosão e denudação, juntamente com transgressão do Cambriano, produziram a deposição dos sedimentos do Grupo Mesón em ambiente próximo à costa. Eles recobriram em discordância angular as rochas da Formação Puncoviscana.
O pacote predominantemente de conglomerados, arenitos, quartzitos, argilitos e siltitos do Grupo Mesón foi exposto pela ação tectônica e por processos erosivos. Este pacote corresponde a antigos leques aluviais recortados que cobrem a margem direita do vale da Quebrada de Purmamarca e são encontrados no Cerro de los Siete Colores.
As cores destas rochas são produto de lento processo geológico durante uma sedimentação ao longo de milhões de anos envolvendo diversos minerais em várias camadas. Destacam-se as seguintes cores: rosa (em argilitos, fangolitos e arenitos), esbranquiçada (em calcário), marrom e roxo (em arenitos ricos em carbonato de cálcio contendo chumbo), vermelha (em argilitos contendo ferro), verde (em filitos e ardósias contendo óxido de cobre), marrom terroso (em fanglomerados contendo manganês) e amarelo mostarda (em arenitos calcários contendo enxofre).
Uma teoria alternativa para a origem das cores do cerro está fundamentada em antigo tédio das crianças da aldeia com a cor opaca da paisagem. Então, em 7 noites seguidas, elas usaram uma rica paleta de cores de forma criativa.
O nome Purmamarca, no idioma aymara poderia ser traduzido como "aldeia de terra virgem" ou "aldeia do deserto". É composto por "purma" ("campo sem sementes" ou "deserto") e "marca" ("aldeia").
Por volta do ano 1470, a região fez parte do Império Inca, quando diversos grupos de indígenas viviam da agricultura de irrigação. Entre 1535 e 1600, aconteceram os primeiros contatos com a colonização espanhola. Estabeleceram-se, então, grandes propriedades que evoluíram com força de trabalho indígena. Com a independência da Argentina, em 1816, começou o declínio econômico e agrícola da região devido principalmente ao êxodo rural.
(Crédito da imagem: Augusto Sarita - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4 - fonte5 - fonte6)

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danos, barragem, mercado, gestão pública, política, energia alternativa, meio ambiente, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, tecnologia, ciência espacial, eventos e outros.

28 de novembro de 2022

Notícias em 28/11/2022

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Ilha das Pedras Brancas
Esta ilha, também conhecida como Ilha do Presídio ou Ilha da Pólvora, está localizada no Rio (ou Lago) Guaíba, 2,4 km a leste de Porto Alegre e 2,2 km a oeste da cidade de Guaíba, no RS. Com 140 m de comprimento e entre 30 e 80 m de largura, é considerada patrimônio ambiental e histórico que a Associação Amigos do Meio Ambiente, o Movimento Pró-Cultura de Guaíba e a Prefeitura Municipal de Guaíba buscam preservar. Em 2014, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE).
Com forma levemente elíptica, a Ilha das Pedras Brancas tem seu eixo maior orientado a N40ºE, concordante com o sistema regional de falhamentos do Escudo Sul-Riograndense. Ao contrário das demais ilhas do delta do Rio Jacuí, que são formadas por sedimentos flúvio-lacustres recentes, esta é constituída por um conjunto de lajeados e matacões de rocha granítica. Esta rocha têm idade entre 500 milhões e 560 milhões de anos, sendo bem mais antigas que a formação do corpo d'água do Guaíba, que é do Quaternário. 
A rocha da ilha é um sienogranito equigranular médio, de coloração rósea, com textura fanerítica, composto por feldspato alcalino, quartzo e biotita, pertencente à Suíte Granítica Dom Feliciano, do Proterozóico Superior. Esta rocha foi moldada pela ação do intemperismo e pelas transgressões e regressões do nível do mar que afetou a porção leste do RS. 
O nome "Pedras Brancas" é o mesmo nome do antigo 9º distrito de Porto Alegre. Este distrito se emancipou em 1926 dando origem ao município de Guaíba. Não se sabe se o distrito herdou o nome da ilha ou vice-versa, mas, de qualquer forma, a motivação deste nome foram as pedras de cor clara encontradas na região.
Em 1835, a Ilha das Pedras Brancas foi estratégica para os revolucionários acampados nas proximidades. Posteriormente, foi posto de observação dos imperialistas. Em 1857, foram construídas duas casas para armazenar munição, embora estes depósitos não tivessem condições ideais de armazenamento por causa da umidade da ilha. De qualquer forma, ela passou a ser conhecida também pelo nome de Ilha da Pólvora. Em 1956, foi construído um presídio, dando origem ao nome Ilha do Presídio. Ele funcionou até 1973, sendo reativado de 1980 a 1983. Abrigou presos políticos (alguns famosos) nas décadas de 1960 e 1970, durante o regime militar. 
Nesta ilha são encontradas espécies com proibição de corte, como figueiras e corticeiras-do-banhado, e outras que produzem frutos comestíveis, como a arumbéva e a tuna, além de muitas espécies de briófitas, pteridófitas e líquens que cobrem as rochas. A avifauna é variada sendo possível avistar garças-brancas, bem-te-vis, biguás e urubus-cabeça-preta, entre outras.
(Crédito da imagem: Ricardo Orlandini - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4)

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23 de novembro de 2022

Notícias em 23/11/2022

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Mosteiro Sant Miquel del Fai
No ano de 997, os Condes de Barcelona concederam as terras da igreja de Sant Miquel e arredores ao fidalgo Gombau de Besora para que ele fundasse o mosteiro que se vê na imagem acima. Foi construído na Área Natural de Sant Miquel del Fai, no lado oeste das falésias de Bertí, acima do vale do Tenes, no município de Sant Quirze Safaja, na Catalunha, Espanha.
Nesta região, a água do Rio Tenes e, principalmente, de seu mais importante afluente, o Rio Rossinyol, com a ajuda das chuvas e das neves derretidas, esculpiram a rocha, construindo cavernas, pequenas piscinas naturais e cachoeiras. Estas águas, que nascem no planalto de Moianès, ao atingir a região do mosteiro, formam várias quedas, num desnível total de cerca de 300 metros. A seguir, abrem caminho entre as falésias do Vale do Fai em busca da planície de Vallesana.
Na imagem acima é possível ver, à esquerda do mosteiro, uma das piscinas (originalmente natural) no caminho das águas do Rio Rossinyol que seguem para a próxima queda.
As falésias de Bertí não dependeram de um fidalgo, foram construídas pela orogenia Alpina, durante o Paleoceno-Eoceno inferior. Elas marcam a fronteira entre a Serra do Pré-Litoral Catalão e a Bacia do Ebro, nas proximidades da Cordilheira Costeira Catalã. Estas falésias são constituídas por rochas sedimentares do Paleógeno e, na região, também são encontrados travertinos do Quaternário ainda em processo de formação.
Na parte superior das falésicas, ocorrem rochas cinzentas detríticas e carbonáticas de origem marinha. São arenitos com cimento calcário com ou sem níveis de microconglomerados, além de arenitos bioclásticos com cimento calcário e margas. A parte inferior é composta por rochas detríticas vermelhas de origem continental. São conglomerados, arenitos e folhelhos.
Conjuntos de diaclases verticais afetam todas estas rochas, produzindo importante controle estrutural do relevo e condicionando a circulação preferencial das águas superficiais e subterrâneas. Na região são encontradas feições associadas à tectônica de cavalgamento.
As falésias de Bertí constituem o limite biogeográfico entre as planície mediterrânea e a região montanhosa. Para completar a paisagem, na base delas, predominam matagais de estepes e urzes. Acima, nos planaltos que compõem a região de Moianès, há bosques de carvalhos, pinheiros escoceses e um bosque de faias de Sauva Negra.
(Crédito da imagem: SBA73 - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4)

Assuntos do dia
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21 de novembro de 2022

Notícias em 21/11/2022

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Falésias Fósseis da Ilha Maria
Esta ilha fica na costa leste da Tasmânia, na Austrália. Suas falésias se elevam a mais de 100 m acima do nível do mar e permitem que a erosão marinha exponha fósseis variados e bem preservados.
Seus leitos de calcário foram formados no início do Permiano, há pouco menos de 300 milhões de anos. Quando a Tasmania ainda fazia parte do Gondwana, ocorreu uma transgressão do mar e vales profundos semelhantes a fiordes foram esculpidos. Mares rasos penetraram em grande parte do interior da Austrália e, neles, camadas de lamito e siltito começaram a se acumular. Enquanto isto, a vida marinha florescia com predomínio de moluscos bivalves. Com a regressão marinha, estes animais morreram e suas conchas se acumularam e se comprimiram nas camadas de calcário. Estas falésias são um local especial pelo fato de que a vida marinha nesta parte do mundo conseguiu prosperar em um ambiente polar.
Erodidas por correntes de água e gelo, muitas rochas, geralmente arredondadas e lisas, na região, atualmente são indícios da época de glaciação do Permiano. São encontrados tilitos de cor cinza escuro em camadas basais e lamitos com dropstones (fragmentos isolados de rochas). Estes foram carregados pelas geleiras e, quanto o gelo derreteu, foram depositados e incorporados no fundo do mar raso local.
O Supergrupo Parmeener, do Permiano, está exposto nas Falésias Fósseis. Ele é dividido em uma sequência inferior totalmente marinha e uma sequência superior de água doce. A sequência inferior é predominantemente composta por calcário fossilífero e arenito de granulação grossa. 
A deposição de estratos na porção inferior do Supergrupo Parmeener ocorreu dentro da Bacia intracratônica da Tasmânia. Estes estratos, acumulados nas proximidades de um alto paleogeográfico, são subdivididos em Zona Errática Inferior, Calcário Darlington e Zona Errática Superior. 
As Falésias Fósseis têm relevância também histórica para a Ilha Maria. No início da década de 1920, uma fábrica de cimento foi aberta e transformou brevemente a ilha em um centro industrial, mas também, com a extração do Calcário Darlington, muitos registros fósseis foram perdidos.
Na imagem acima, as Falésias Fósseis são vistas ao fundo e, em primeiro plano, observa-se uma região de pradaria da Ilha Maria.
(Crédito da imagem: BlueDoors - fonte1 - fonte2 - fonte3)

Assuntos do dia
projeto, mineração, petróleo, mercado, cooperação, energia alternativa, meio ambiente, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, ciência espacial, asteroides, conhecimento, eventos e outros.

18 de novembro de 2022

Notícias em 18/11/2022

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Pedra Furada
Esta formação rochosa, que lembra uma grande esponja feita de pedra, está localizada no distrito de Setúbal, em Portugal.
Consiste em um morro rochoso de arenito ferruginoso do Plioceno, com cerca de 12 m de comprimento, 8 m de largura e 18 m de altura. Contém inúmeros tubos verticais de secção arredondada ou irregular, de 3 a 20 cm de diâmetro, compostos por concreções ferruginosas, geralmente ocos, contendo areia solta. São visíveis, nesta rocha, estruturas de estratificação oblíqua planar e várias superfícies intraformacionais de duricrostas. Na base, há uma gruta, idêntica às de ambiente cárstico, e seu teto contém numerosos tubos, alguns oblíquos e outros horizontais. A morfologia peculiar e a ferruginização da Pedra Furada são atribuídas ao escape de águas contidas nas areias finas. A Pedra Furada se destaca no terreno arenoso que a circunda e que também resulta da consolidação de areias por hidróxido de ferro.
Em 1837, Wilhelm Ludwig von Eschwege (1777-1855), o barão de Eschwege, realizou a primeira descrição da Pedra Furada e escreveu "... é devida a vegetais que foram envolvidos nas dissoluções ferruginosas a roda delas mais que em outras partes, apodrecendo com o tempo o seu núcleo vegetal, tomando o seu lugar uma areia fina que se introduziu pelo orifício e apresentando-se por fim como como configuração de canudos debaixo de diferentes formas...".
Em "Comunicações dos Serviços Geológicos", de 1916, é possível ler que "a Pedra Furada é um exemplar geológico muito raro senão único e que deve, por isso mesmo, ser conservado à vista de todos os visitantes ilustrados". Havia já a preocupação de vandalismos e a orientação de "que nela procurem a explicação do modo como se formou". Em 1978, foi classificada como lapiás.
Desde 2003, esta rocha foi integrada ao Museu Nacional de História Natural de Portugal.
Durante a invasão espanhola de 1580, havia o medo de os setubalenses fossem abandonados pelos governantes portugueses. Para tranquilizar a população, um deles disse: "que os buracos da Pedra Furada aumentem se a gente vos deixar ficar sós". No entanto, os setubalenses foram abandonados e sucumbiram às tropas espanholas. Os buracos da Pedra Furada aparentemente não aumentaram desde então, mas há quem garanta que em sua gruta vive a Moura Encantada que, por vezes, aparece sob a forma de uma serpente.
(Crédito da imagem: Acscosta - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4)

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mineração, barragem, petróleo, mercado, política, energia alternativa, meio ambiente, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, tecnologia, conhecimento, ensino, eventos e outros.

17 de novembro de 2022

Notícias em 17/11/2022

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O Arco da Tasmânia
Conhecido como "The Arch", esta estrutura rochosa constituída pelo famoso dolerito da Tasmânia, está localizada na Austrália, em Eaglehawk Neck, na Península da Tasmânia, no Parque Nacional da Tasmânia.
O dolerito da Tasmânia é uma rocha do Jurássico, com cerca de 180 milhões de anos, correlacionável a formações semelhantes na Antártica e na África do Sul. Quanto houve a fragmentação do Gondwana, grandes quantidades de lava subiram das profundezas da terra através de pontos fracos na crosta terrestre. Ela resfriou lentamente entre camadas de rochas sedimentares, formando grandes cristais e produzindo uma rocha muito resistente. Na Tasmânia, formou muitas montanhas e falésias costeiras. Este dolerito influenciou o desenvolvimento da Tasmânia, contribuindo para localização de estradas, ferrovias, minas, agricultura e, até mesmo, na localização de habitats únicos para plantas e animais.
Apesar de ser uma rocha muito dura, o dolerito da Tasmânia tem um ponto de fraqueza revelado na mais recente Idade do Gelo. Ele estava na latitude adequada para sofrer com a erosão causada pelos processos de congelamento-degelo. Esta fraqueza é observada, por exemplo, no Arco da Tasmânia, onde o ar salgado e as ondas do mar esculpiram a forma atual atingindo juntas verticais. O que era uma caverna marinha acabou se transformando no arco atual cujo teto está a 52,7 m acima do nível do mar.
A Península da Tasmânia já abrigou prisioneiros, mas atualmente serve como um refúgio para os observadores da natureza, tendo "The Arch" como uma das suas atrações turísticas.
O Parque Nacional da Tasmânia protege diversas florestas e o litoral do Cabo Surville até as baías Waterfall e Fortescue e do Cabo Hauy até o Cabo Pillar e Cabo Raoul. Incorpora também várias ilhas, incluindo as ilhas Fossil e Hippolyte Rocks, além da Ilha da Tasmânia. Ele faz parte da Área Importante de Aves do Sudeste da Tasmânia, de relevância ecológica devido a sua avifauna, como o papagaio rápido e o pardalote de quarenta pintas. O parque abriga uma grande variedade de animais terrestres e marinhos e várias espécies de plantas raras.
(Crédito da imagem: Jerrye & Roy Klotz - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4 - fonte5)

Assuntos do dia
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16 de novembro de 2022

Notícias em 16/11/2022

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Caverna Alambari de Baixo
Esta caverna está localizada no Núcleo Ouro Grosso do município de Iporanga, em SP, na região do Alto Vale do Ribeira, em longo vale ladeado por serras, como a Serra dos Motas e a Serra dos Camargos.
O Alto Vale do Ribeira abrange parte do sudeste de SP e do nordeste do PR, correspondendo à bacia hidrográfica do Rio Ribeira do Iguape. Pertence à porção meridional do Cinturão Ribeira, um compartimento tectônico da Província Mantiqueira, do final do Neoproterozoico e do início do Paleozoico. É uma província do Escudo Atlântico Brasileiro, resultante da Orogenia Colisional Brasiliano-Pan Africana. Neste contexto, afloram rochas do Proterozoico com relevo cárstico e rico patrimônio espeleológico.
Em seus cerca de 755 m de extensão e 40 m de desnível, a Caverna Alambari de Baixo é ricamente ornamentada com espeleotemas. Seu interior é marcado por dois níveis de condutos, um superior seco e um inferior que abriga o córrego Alambari, da sub-bacia do Rio Betari, pertencente a bacia do Rio Ribeira do Iguape. Na caverna, são encontradas passagens arcadas por túneis de teto rebaixado e algumas com águas represadas que atingem mais de 1 m de profundidade. Na porção final, o córrego Alambari subterrâneo é direcionado a um conduto com cerca de 60 m de comprimento que exibe morfologia freática.
A litologia da caverna é constituída por metacalcarenitos e metacalcilutitos impuros e margosos da Formação Bairro da Serra, com níveis filíticos sulfetados e presença de pirita. O desenvolvimento principal coincide com o bandamento e o padrão litológico regional NE-SW. Feições vadosas predominam, verificando-se, em alguns pontos, forte influência da superfície deposicional da rocha encaixante. Sedimentos finos depositados no piso do salão principal e em outras porções da caverna podem estar associados à fase de entulhamento do vale do Rio Betari provavelmente causado por alterações do nível do mar durante o último período glacial (10 mil a 20 mil anos atrás).
Rochas conglomeráticas calcificadas junto ao teto são encontradas na entrada da caverna. Neste local, estalactites calcíticas predominam. São também observados sedimentos pelíticos nas porções superficiais dos depósitos clásticos e de conglomerados ao longo dos meandros do córrego subterrâneo. No primeiro salão, junto a blocos abatidos é possível observar uma cortina de escorrimento inclinada depositada antes do desmoronamento daqueles blocos.
Em 1907, a Caverna Alambari de Baixo foi descoberta e descrita pelo naturalista, zoólogo, espeleólogo, arqueólogo e pesquisador alemão Sigismund Ernst Richard Krone (1861-1017), conhecido como Major Ricardo, considerado incentivador da espeleologia brasileira.
(Crédito da imagem: Ana Taemi - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4)

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15 de novembro de 2022

Notícias em 15/11/2022

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Serrania de la Macarena
Este sistema montanhoso colombiano faz parte do Escudo da Guiana e está situado no Departamento de Meta, a leste da Cordilheira dos Andes. Forma uma faixa N-S com comprimento de cerca de 120 km, largura de 30 km e altitude média de aproximadamente 1.600 m. Em 1948, a região foi declarada Reserva Natural Nacional e, em 1951, foi constituído o Parque Natural Serrania de la Macarena que protege 6.200 km² da serra e seus arredores.
Durante o Cretáceo, la Macarena se formou como parte de uma série de soerguimentos de rochas do Proterozóico Superior. Esta região elevada ficava na borda ocidental do Escudo Sul-Americano do Pré-Cambriano e se estendia da Colômbia, passando pelo Brasil, alcançando a Venezuela e as Guianas. Constituída por arenitos macios, logo a erosão esculpiu uma série de montanhas. Quando a placa tectônica do Pacífico colidiu com a Sul-Americana, surgindo os Andes, os rios Amazonas e Orinoco passaram a fluir para leste levando junto boa parte da cordilheira. Restaram algumas regiões elevadas e, dentre elas, a Serrania de la Macarena, que estava localizada mil km a oeste. Nesta serrania, são encontradas as rochas mais antigas da Colômbia. São rochas quartzíticas datadas em 1,461 bilhão de anos. 
A serrania possui petróglifos de culturas antigas, como os de Angosturas I e II no Rio Guayabero. E é justamente um afluente deste rio que torna a região famosa. É o Rio Caño Cristales, conhecido como "Rio das Cinco Cores" ou "Arco-íris líquido", localizado na província de Meta. Suas cores são causadas pela planta Macarenia clavigera, da família Podostemaceae, encontrada no leito deste rio. Durante um período entre as estações chuvosas e secas, quando a água está em determinado nível, esta planta se agarra ao quartzito e reveste o fundo do rio com um vermelho brilhante, transmitindo para a água manchas amarelas, verdes, azuis, com diversas tonalidades intermediárias.
Nesta serrania acontece o encontro da flora e da fauna de três regiões: Amazônia, Orinoquía (ou Llanos Orientales) e Andes. Os vários patamares bioclimáticos com temperaturas entre 12 e 25ºC favorecem a conservação de habitat único em uma pequena região com grande biodiversidade, tendo várias espécies endêmicas. São 48 espécies de orquídeas e 2.000 de outras flores, folhagens e plantas. Sua fauna inclui tamanduás, tigres, pumas, veados, macacos, 500 espécies de aves, 1.200 espécies de insetos e 100 espécies de répteis.
(Crédito da imagem: Mario Carvajal - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4)

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14 de novembro de 2022

Notícias em 14/11/2022

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Curling e Ailsa Craig
Curling é uma modalidade esportiva semelhante à bocha, sendo conhecida também como "xadrez do gelo" por ter quase a mesma complexidade deste jogo de tabuleiro. O Curling consiste em lançamentos de pedras de maneira que a posição das mesmas deem aos competidores mais ou menos por pontos. O Canadá é a principal potência deste esporte, mas a Escócia é o berço do Curling.
As pedras de Curling devem absorver muito pouca água, pois ela pode congelar, expandir, fraturar grãos minerais e produzir buracos. Tais buracos, nas pedras, tornam a superfície rugosa e o deslizamento delas no Curling fica comprometido, diminuirá o desempenho dos atletas em uma competição. Por esta razão, estas pedras precisam ser constituídas de um granito especial que é encontrado em poucos locais da Terra, como a pedreira de Granito Trefor, na costa do País de Gales, e Ailsa Craig.
Ailsa Craig é uma pequena ilha de 99 ha, com cerca de 1,2 km de diâmetro, com falésias que se elevam até 340 m de altitude. Está localizada na parte externa do estuário de Firth, na costa oeste da Escócia. O que se vê hoje é o que restou de um plutão magmático que fica dentro dos limites projetados do Midland Valley e tem cerca de 61 milhões de anos. É constituído por arfvedsonita-aegirina-microgranito rico em álcalis, que foi intrudido por enxames de diques verticais de olivina-dolerito toleítico a alcalino (crinanítico) com margens basálticas. As rochas alcalinas que formam estas intrusões possuem grande resistência e estabilidade química e, portanto, sobrevivem à erosão para formar feições topográficas proeminentes. Estas características talvez expliquem em parte a sobrevivência de blocos erráticos levados por transporte glacial e encontrados até 500 km distantes da Ilha Ailsa Craig. Também são estas qualidades do seu microgranito, que são muito apreciadas no Curling.
Desde 1851, a Kays of Scotland fabrica pedras de Curling a partir dos granitos Ailsa Craig. Desde 1924, abastece os Jogos Olímpicos de Inverno e, desde 2006, é fornecedora exclusiva para estes mesmos jogos.
Indiferentes a tudo isto, inúmeras aves marinhas nidificam nas falésias de Ailsa Craig. Enormes colônias de gansos se concentram nas mais altas costas a oeste e sul da ilha e, além deles, estão sempre presentes guillemots, razorbills, kittiwakes e uma variedade de outras espécies.
(Crédito da imagem: August Schwerdfeger - fonte1 - fonte2 - fonte3)

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10 de novembro de 2022

Notícias em 10/11/2022

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Morro Dois Irmãos
Esta formação rochosa está localizada em Monte Santo de Minas, MG.
É um morro testemunho com topo plano e paredão vertical de rochas sedimentares com cores avermelhadas pertencentes à Formação Aquidauana. Ela registra eventos glaciais ocorridos no Carbonífero e no Permiano da Bacia do Paraná. É caracterizada por arenitos de granulação variável, lamitos e diamictitos, com abundância de material argiloso, de ambiente fluvial e lacustre, com cores típicas próximas ao vermelho do tijolo.
No Morro Dois Irmãos foi encontrada a seguinte seção colunar, de baixo para cima:
(i) 20 m de lamito marrom avermelhado, com laminação incipiente, com clastos dispersos e na base pequenas deformações locais.
(ii) cerca de 7 m de diamictito maciço com predominância de silte e presença de clastos com dimensões variáveis (alguns alcançando 40 cm).
(iii) cerca 3 m de arenito médio, de cor creme avermelhada, com matriz siltosa, clastos dispersos (quartzo e quartzito) e estratificação acanalada.
(iv) cerca de 17,5 m de arenito com clastos polimíticos dispersos, de cor creme avermelhada, sendo, (a) na base, arenito fino com feições de deformação, (b) na porção intermediária, uma porção encoberta de cerca de 5 m e, (c) no topo, arenito é médio a grosso, mal selecionado, com estratificação incipiente e intercalações de lamito;
(v) cerca de 4 m de arenito muito fino, de cor creme avermelhada, com matriz argilosa e estratificação plano paralela.
(vi) cerca de 20 m de arenito muito fino, de cor creme avermelhada, micáceo, com matriz argilosa e estratificação cruzada (sendo localmente maciço).
O nome da Formação Aquidauana vem do rio de mesmo nome que corre no MS e significa "rio estreito" no vocabulário dos indígenas da etnia Guaicuru.
(Crédito da imagem: Gisele Menegasse - fonte1 - fonte2 - fonte3)

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8 de novembro de 2022

Notícias em 08/11/2022

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Three Sisters
As Três Irmãs, localizadas na escarpa norte do Vale Jamison, nas proximidades do mirante Echo Point, fazem parte do Parque Nacional das Montanhas Azuis de Nova Gales do Sul. Estão próximas também à cidade de Katoomba, no sudeste da Austrália. Cada "irmã" recebe um nome (da esquerda para a direita na imagem acima): Meehni (922 m de altitude), Wimlah (918 m) e Gunnedoo (906 m).
As Montanhas Azuis eram chamadas de "Montanhas Carmarthen" ou de "Montanhas Landsdowne", mas uma neblina azul que às vezes é vista ao redor delas logo lhe deram o nome definitivo.
Durante o Siluriano e o Devoniano, a região das atuais Montanhas Azuis estava no fundo do mar e recebeu grande carga de sedimentos. No Devoniano Superior, os sedimentos já estavam sendo depositados em ambientes mais rasos. Eles acabaram se transformando em folhelhos e arenitos. No Carbonífero, houve soerguimento que expôs estas rochas. Então, os córregos que desaguavam neste mar raso da Bacia de Sydney carregavam enormes quantidades de sedimentos que se transformaram em leitos rochosos de folhelhos, siltitos e lamitos. Em áreas pantanosas ao redor das margens desta bacia, vegetação morta foi enterrada com o sedimento e acabou produzindo camadas de carvão, conhecidas como Illawarra Coal Measures. Durante o Triássico, rios volumosos começaram a despejar grandes quantidades de areia sobre os folhelhos, soterrando-os. Formaram-se, assim, os arenitos Narraben. Na sequência, novos sedimentos arenosos foram depositados e vieram a se transformar nos arenitos Hawkesbury. Há cerca de 170 milhões de anos, houve mais um soerguimento, com deformação das rochas, produzindo falhamentos e dobras. Já se iniciava a formação do platô que constituiria as Montanhas Azuis. A partir de 150 milhões de anos, ocorreram atividades vulcânicas que produziram uma série de necks, com o magma fluindo pelas rachaduras dos arenitos e folhelhos existentes. Mais recentemente, derrames de lavas basálticas se espalharam pela região. O platô das Montanhas Azuis foi dissecado, surgindo vales profundos e desfiladeiros esculpidos por ação de vento, chuva e alteração de temperatura. Assim se destacaram os picos mais resistentes e, dentre eles, Three Sisters. Estas formações rochosas e outras semelhantes nas Montanhas Azuis devem seus formatos pontiagudos principalmente ao padrão de junções verticalizadas do arenito Hawkesbury. A quantidade de ferro em algumas camadas, tornando-as mais resistentes à erosão, também colaboram para a forma final.
Three Sisters desempenham importante papel na história dos aborígenes da região, contribuindo para diversas lendas. Conta uma destas lendas que as irmãs Meehni, Wimlah e Gunnedoo se apaixonaram por três irmãos de uma tribo vizinha. Como havia uma lei tribal que proibia esta paixão, os três irmãos tiveram a ideia de raptar as irmãs para fazê-las sua noivas. O que conseguiram foi iniciar uma grande guerra entre as duas tribos. Para evitar a união proibida, o feiticeiro da tribo das irmãs decidiu transformá-las em pedras. O plano era reverter o feitiço posteriormente, mas o feiticeiro não teve tempo para isto, pois foi morto em uma das batalha. Como consequência, as irmãs continuam como pedras até hoje.
Em 2014, Three Sisters foram declaradas "Lugar Aborígene" na Área de Patrimônio Mundial das Montanhas Azuis. Esta declaração é um reconhecimento ao significado cultural, social e histórico para a comunidade aborígine local.
(Crédito da imagem: Diliff - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4 - fonte5 - fonte6)

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7 de novembro de 2022

Notícias em 07/11/2022

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Unicorn Point
Unicorn Point está localizado na parte sul da Ilha Antelope, a maior ilha do Lago Great Salt de Utah, nos EUA.
Este, que é o maior lago de água salgada do Hemisfério Ocidental, é remanescente do grande e antigo Lago Bonneville que, entre 10 mil e 30 mil anos atrás, cobria uma área de cerca de 51 mil km², abrangendo parte dos atuais estados de Utah, Nevada e Idaho. Atualmente, o Lago Great Salt tem 120 km de comprimento, 56 km de largura e profundidade máxima de 10 m.
Dois terços da Ilha Antelope são compostos de rochas do Complexo Cânion Farmington. São rochas, que originalmente eram sedimentares formadas há 2,5 bilhões de anos ou mais. Estas rochas, outrora enterradas na profundeza da Terra, há cerca de 1,7 bilhão de anos foram aquecidas a temperaturas extremas, deformadas, intrudidas, soerguidas e expostas como granitos, gnaisses, xistos, quartzitos, migmatitos, anfibolitos e pegmatitos.
As rochas de Unicorn Point estão entre elas. São gnaisses com quartzo e feldspato, que se distinguem por suas bandas resultantes de processos metamórficos. São desgastadas pela erosão e mostram formas como a da imagem acima, às vezes arredondadas e outras vezes ásperas e afiadas..
As formações geológicas da Ilha Antelope são preservadas através do Parque Estadual de Utah criado em 1981.
Os povos Fremont foram os primeiros a viverem neste ilha, que mais tarde recebeu indígenas da tribo Ute. Eles chamavam a ilha de "Parebina" (que significa "criadouro de antílopes"). A partir de 1843, com a chegada dos primeiros exploradores, o nome atual foi adotado.
Uma das muitas lendas da região conta que os primeiros exploradores pensaram que o Lago Great Salt, com seu elevado teor de sal (12% em média, entre os 5% dos oceanos e os 35% do Mar Morto), era uma extensão do Oceano Pacífico ou que havia um rio ligando o lago ao oceano.
Atualmente na Ilha Antelope, há abundante vida selvagem, incluindo bisões, antílopes, veados, linces, coiotes e alces. Os pântanos do Lago Great Salt abrigam grande número de aves migratórias. Peixes vivem nos pântanos e em enseadas de água doce, mas nenhum sobrevive nas águas salgadas do lago.
(Crédito da imagem: Antelope Island State Park - fonte1 - fonte2 - fonte3)

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4 de novembro de 2022

Notícias em 04/11/2022

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Morro do Yeye
Também conhecido como Morro do Cabrito, esta geoforma está localizada na fronteira dos municípios de Paverama, Tabaí, Montenegro e Triunfo, no RS.
Na região do Morro do Yeye, há ocorrências de pacotes sedimentares pertencentes à Bacia do Paraná, incluindo as formações Rosário do Sul, Botucatu e Serra Geral. A Formação Rosário do Sul possui arenitos médios e finos a muito finos, de ambiente fluvial, com estratificação cruzada. A Formação Botucatu é composta por arenitos bimodais médios a finos, localmente grosseiros, com grãos de quartzo fosco, arredondados a sub-arredondados e bem selecionados, com estruturas de ambiente eólico. São geralmente róseos com frequente presença de cimento silicoso ou ferrugino. A Formação Serra Geral é constituída predominantemente por rochas de origem vulcânica, principalmente em derrames basálticos.
O Morro do Yeye está localizado na Microrregião Colonial da Encosta da Serra Geral. Tem cerca de 270 m de altitude no topo e cerca de 230 de altura. Possui escarpas íngremes e topo relativamente plano, sendo um morro testemunho típico da Depressão Central do RS. É o resultado de antiga área ocupada pelo planalto atacada pela erosão. É constituído pelo arenito Botucatu com basalto da Formação Serra Geral no topo. O arenito se apresenta fendilhado, com ressaltos e covas.
Devido à sua conformação, o Morro do Yeye abriga rica diversidade da flora e da fauna locais. É um local muito procurado para escaladas, especialmente a partir da década de 1980. Há registros de que o pastor luterano e montanhista alemão Wilhelm Edel teria sido o primeiro a chegar ao cume do Morro do Yeye na década de 1950, acompanhado de Adalberto Schmidt, um morador local.
Os primeiros habitantes da região foram indígenas de etnia tupiguarani, há cerca de dois mil anos atrás. A região foi usada como passagem de guarnições farroupilhas durante a Revolução Farroupilha (1835-1845). Elas utilizavam morros como o Morro do Yeye como pontos de observação.
O nome "Yeye" (e suas variações: "Ye-Ye", "Ieiê" e outras) tem origem no nome de antigo proprietário das terras que circundam o morro. Já, o nome "Morro do Cabrito" se deve a uma lenda que conta que teria existido um cabrito de ouro no topo do morro, pois seria um local propício para esconder este tipo de tesouros, ainda que raramente na forma de cabritos.
(Crédito da imagem: CJ Marchioro - fonte1 - fonte2 - fonte3)

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2 de novembro de 2022

Notícias em 02/11/2022

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Slioch
Este maciço, com 981 m de altura, localizado em Wester Ross, é uma montanha das Terras Altas da Escócia. 
Na região do atual noroeste da Escócia, formaram-se os gnaisses do embasamento Lewisiano, cujas rochas originais graníticas surgiram há 3,1-2,8 bilhões de anos foram transformadas em gnaisses há cerca de 2,7 bilhões de anos, provavelmente há 40 km de profundidade. Após soerguido, este gnaisse foi erodido em colinas e vales onde corriam rios antigos. Estes rios foram os responsáveis pelo transporte e pela deposição dos sedimentos que se transformaram no Arenito Torridoniano (ou Grupo Torridoniano), que constitui o Maçico Slioch.
O Arenito Torridoniano foi depositado há cerca de 1 bilhão de anos e repousou horizontalmente ou com suave inclinação sobre o Lewisiano, na margem leste do supercontinente Laurentia durante o final do Mesoproterozóico e início do Neoproterozóico. Sua deposição pode estar associada a uma fase prolongada de extensão crustal que precedeu a abertura do Oceano Iapetus do Neoproterozóico. O contato entre o Torridoniano e o embasamento é uma inconformidade que é considerada o melhor exemplo de superfície de discordância do Pré-Cambriano nas Ilhas Britânicas.
O Grupo Torridoniano é uma sequência de 6 km de espessura de rochas sedimentares arenosas do Proterozoico, amplamente desenvolvidas no nordeste das Terras Altas da Escócia, especialmente em um distrito de Glasgow, chamado Loch Torridon, que deu nome ao Grupo. São principalmente arenitos, arcóseos e folhelhos vermelhos e de cor chocolate, com conglomerados grosseiros localmente na base. 
Slioch está situado a sudeste do Lago Loch Maree, que aparece em primeiro plano na imagem acima. Este lago contém mais de 60 ilhas, incluindo a misteriosa Isle Maree onde há um poço sagrado, uma árvore dos desejos cravejada de moedas e um cemitério histórico onde descansam o príncipe Olaf e sua amada. A desgraça se abateu sobre este casal por causa de uma confusão de bandeiras brancas e negras que deveriam ser hasteadas para avisar um ao outro de que tudo estava bem ou estava tudo mal. Ao estilo Romeu e Julieta, cada um acabou indo desta para outra vida por vontade própria e por motivos equivocados quando o preto e o branco das bandeiras foram inadequadamente utilizados.
(Crédito da imagem: Helen Burns - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4 - fonte5)

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