"O presente é a chave para o passado"
James Hutton

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13 de dezembro de 2022

Notícias em 13/12/2022

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Boca do Inferno
A Boca do Inferno é uma antiga gruta que teve desmoronamento do teto. Está localizada na costa oeste da vila de Cascais, em Portugal. Faz parte de um lapiaz que se estende desde o Farol de Santa Marta até o Forte da Cresmina, no distrito de Lisboa, no Parque Natural de Sintra-Cascais.
 Há evidências de estalactites e estalagmites que foram quebradas. Este geossítio foi esculpido em camadas maciças e espessas de calcários dolomíticos e dolomitos do Cretáceo Inferior (Hauteriviano), tendo carstificação intensa ocorrida no Quaternário. Algumas cavidades abertas são preenchidas por um material chamado "terra rossa", que supostamente teria sido depositado no chão da gruta como resultado da erosão do calcário. Há cavidades que correspondem a veios que foram completamente erodidos. Observam-se também, níveis ferruginosos com seixos rolados de pequenas dimensões, que correspondem a antigas praias quaternárias com evidências de oscilações do nível do mar.
Além dos aspetos cársticos, ao longo desta porção do litoral de Cascais, é possível observar uma sequência estratigráfica que vai do Valanginiano superior ao Barremiano. Encontra-se conteúdo fossilífero, destacando-se raros amonites, além de ostreídeos, dentes de peixes e gastrópodes.
O nome "Boca do Inferno" tem origem no som forte produzido pela água do mar ao golpear a rocha violentamente no local. Foi cenário do primeiro filme português ao estilo "lumiére", com o título "A Boca do Inferno", de 1896, produzido pelo inglês Henry W. Short. Também é cenário da lenda que conta a história de um feiticeiro que mandou buscar uma bela jovem para ser sua esposa. Naturalmente, o desejo da jovem não era o mesmo do feiticeiro, que, por isto, a prendeu em uma torre e colocou lá um guardião. O problema é que a beleza e a juventude do guardião não eram as mesmas do feiticeiro. Então, os jovens fugiram em direção ao litoral no cavalo branco do feiticeiro. Este, sabendo da fuga, fez os rochedos se abrirem e o cavalo, o guardião e a jovem foram engolidos pelo mar. Era a Boca do Inferno que se abria para nunca mais fechar. Em dias de tempestade, o próprio local parece lamentar a tragédia que testemunhou.
(Crédito da imagem: Beatriznog10 - fonte1 - fonte2 - fonte3)

Assuntos do dia
projeto, danos, petróleo, mercado, energia alternativa, meio ambiente, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, tecnologia, ciência espacial, eventos e outros.

12 de dezembro de 2022

Notícias em 12/12/2022

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Cavernas de Aggtelek Karst e Slovak Karst
Este é um sistema de cavernas localizado a 236 quilômetros de Budapeste, no norte da Hungria, cruzando a fronteira húngaro-eslovaca, no Parque Nacional Aggtelek. É Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1995.
O Parque Nacional Aggtelek, com mais de 20.000 ha, fica na região de Aggtelek Karst, que faz parte do Gömör-Torna Karst. São aproximadamente 1.200 cavernas, das quais 273 estão na área do parque. A mais famosa delas é a Caverna Baradla ou Domica, vista na imagem acima. Seu nome é Baradla na Hungria, mas ela serpenteia por 25 km e, destes, 5,6 km estão no subsolo da Eslováquia, sendo então chamada de Domica.
Na região, o leito rochoso do Triássico Inferior é composto por ardósias impermeáveis, resistentes, argilosas e margosas, além de arenitos. Encontram-se também camadas com mais de um quilômetro de espessura do Triássico Médio e Superior, com calcários fracamente resistentes com alguma dolomita originários de sedimentos calcários de mar raso.
Estas cavernas começaram a ser esculpidas há cerca de 2 milhões de anos. Foram erodidas pela água de riachos que dissolveu as rochas. Posteriormente, o carbonato de cálcio da água gotejante construiu lentamente espeleotemas de formas variadas. A imaginação dos exploradores que as descobriram deram nomes expressivos a estas formas, como Cabeça de Dragão, Tigre, Língua de Sogra, Câmara com Colunas e Salão dos Gigantes. Represas de travertino também são encontradas.
As cavernas foram usadas como refúgio desde os tempos pré-históricos. Arqueólogos desenterraram joias de ouro e equipamentos de combate do início da Idade do Ferro, bem como ferramentas e louças feitas de pedra e ossos de animais da Nova Idade da Pedra, que ocorreu de 6.000 a 7.000 anos atrás.
O ecossistema destas cavernas possui um ar quase estéril, proporcionando um lar para mais de 500 troglóbios e troglófilos que as habitam, muitos deles só podem ser encontrados aqui.
Os processos cársticos produziram uma rica diversidade de estruturas e habitats importantes do ponto de vista biológico, geológico e paleontológico. Enquanto estes processos continuam a se desenvolver sob condições de clima temperado, sedimentos e formas de relevo fósseis fornecem ampla evidência de condições climáticas subtropicais e tropicais do Cretáceo Superior e do início do Terciário, bem como atividade denudacional periglacial do Quaternário. Ao longo de dezenas de milhões de anos, a área fornece uma excelente demonstração de ambiente cárstico em climas tropical e glacial, o que é muito incomum e provavelmente é melhor documentada aqui do que em qualquer outro lugar do mundo.
Há hoje na Caverna Baradla, uma Sala de Concertos, com acústica apropriada para receber espetáculos de música clássica e popular.
(Crédito da imagem: Jojo - fonte1 - fonte2 - fonte3)

Assuntos do dia
economia, mineração, danos, petróleo, mercado, energia alternativa, meio ambiente, mineralogia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, tecnologia, ciência espacial, eventos e outros.

9 de dezembro de 2022

Notícias em 09/12/2022

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Arquipélago de Galápagos
Este arquipélago está localizado a 1.000 km a oeste da costa do Equador, com treze ilhas principais e centenas de afloramentos rochosos menores, totalizando 127 ilhas e ilhotas próximas ao Círculo de Fogo do Pacífico. Cada ilha é formada por um único vulcão, exceto a Ilha Isabela, que tem seis, embora eles se juntem acima do nível do mar.
Galápagos está situado na placa tectônica de Nazca que se movimenta para leste atualmente a uma taxa entre 6 e 8 cm/ano. Ela se afasta das placas de Cocos e do Pacífico e colide com a placa Sul-Americana nos Andes. Este movimento acontece sobre o hotspot, relativamente estacionário, que formou o arquipélago e que fica na convergência das dorsais Carnegie e Cocos.
As ilhas San Cristóbal e Española, a leste, são as mais antigas e Isabela e Fernandina, mais a oeste, são as mais jovens. A Ilha Española, com rochas datadas em cerca de 3,25 milhões de anos, foi tão corroída pela erosão que não há mais evidência do seu vulcão original. Enquanto o ponto mais alto da Ilha San Cristóbal, por exemplo, tem altitude de 730 m, na Ilha Fernandina a maior elevação chega a 1.476 m. As ilhas mais jovens têm rochas com apenas 750.000 anos aproximadamente.
Uma evolução na morfologia dos vulcões e na composição do magma começou a acontecer por volta de 1 milhão de anos atrás. Em decorrência, os vulcões mais a leste têm encostas íngremes e são encimados por grandes caldeiras, ao contrário das ilhas mais a oeste, cujos vulcões não possuem caldeira. Os vulcões mais a oeste extravasaram magmas relativamente menos primitivos, afetados pelo alto suprimento diretamente sobre a pluma do manto.
As rochas do arquipélago são compostas em grande parte por basalto e, como é característico deste tipo de rocha vulcânica, as erupções tendem a extravasar lava em vez de produzir explosões de cinzas e detritos. Dois tipos de fluxo são encontrados: aa (mais viscoso) e pahoehoe (com textura mais lisa e retorcida). No arquipélago são ocorrem túneis de lava (quando a lava esfria é formada uma crosta, enquanto a porção mais quente continua fluindo no interior até restar um tubo oco que pode se estender por quilômetros) e crateras (quando câmaras de magma ficam vazias e têm o teto desabado).
Galápagos é o arquipélago mais estudado no mundo devido principalmente ao interesse pelo seu ecossistema. O primeiro a chegar no arquipélago foi o frade dominicano Fray Tomás de Berlanga (1487-1551), bispo do Panamá. Em 1535, ele descobriu Galápagos ao ser desviado do seu caminho por correntes marítimas. No século XVII, piratas e bucaneiros usaram o arquipélago como ponto estratégico, pois ficava longe o suficiente para fugas necessárias, mas não tão longe de rotas comerciais e cidades costeiras. Em 1835, na rota de retorno pelo Pacífico, após passar pelo sul da América do Sul, Chares Darwin (1809-1882) fez sua famosa visita às Ilhas Galápagos e o que viu ajudou a entender a seleção natural das espécies. No final do século XVIII, foi a vez de baleeiros passarem a visitá-la já que a região tinha o que eles procuravam.
A extraordinária diversidade de flora e fauna se originou a partir de espécies que chegaram ao arquipélago pelo ar (voando ou sendo sobradas) ou pelo mar (nadando ou flutuando em alguma "jangada" natural), além, é claro, da interferência humana. A situação ensolarada equatorial das ilhas (algumas ficam acima ou no equador, mas a maioria está no hemisfério sul), combinada com as frias correntes oceânicas de Humboldt e Cromwel, possibilitou uma mistura incomum de espécies de clima tropical e temperado.
Na imagem acima, é possível ver caranguejos Sally Lightfoot destacados pela cor avermelhada sobre o basalto escuro da costa da Ilha Santa Cruz do Arquipélago de Galápagos. Ao fundo, aparece o farol Punta Estrada.
(Crédito da imagem: David Stanley - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4 - fonte5 - fonte6)

Assuntos do dia
mineração, danos, petróleo, mercado, política, energia alternativa, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, ciência espacial, asteroides, eventos, vagas e outros.

1 de dezembro de 2022

Notícias em 01/12/2022

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Cerro de los Siete Colores
Este cerro está localizado em Purmamarca, no departamento de Tubaya da província de Jujuy, na Argentina.
Do Pré-Cambriano ao Cambriano Inferior, rochas da Formação Puncoviscana, de ambiente marinho profundo, sofreram dobramentos e metamorfismo durante a orogenia Assíntia. Simultaneamente ocorreram várias intrusões ao longo da Cordilheira Oriental, uma das subdivisões da Cordilheira Andina. Subsequente soerguimento seguido de erosão e denudação, juntamente com transgressão do Cambriano, produziram a deposição dos sedimentos do Grupo Mesón em ambiente próximo à costa. Eles recobriram em discordância angular as rochas da Formação Puncoviscana.
O pacote predominantemente de conglomerados, arenitos, quartzitos, argilitos e siltitos do Grupo Mesón foi exposto pela ação tectônica e por processos erosivos. Este pacote corresponde a antigos leques aluviais recortados que cobrem a margem direita do vale da Quebrada de Purmamarca e são encontrados no Cerro de los Siete Colores.
As cores destas rochas são produto de lento processo geológico durante uma sedimentação ao longo de milhões de anos envolvendo diversos minerais em várias camadas. Destacam-se as seguintes cores: rosa (em argilitos, fangolitos e arenitos), esbranquiçada (em calcário), marrom e roxo (em arenitos ricos em carbonato de cálcio contendo chumbo), vermelha (em argilitos contendo ferro), verde (em filitos e ardósias contendo óxido de cobre), marrom terroso (em fanglomerados contendo manganês) e amarelo mostarda (em arenitos calcários contendo enxofre).
Uma teoria alternativa para a origem das cores do cerro está fundamentada em antigo tédio das crianças da aldeia com a cor opaca da paisagem. Então, em 7 noites seguidas, elas usaram uma rica paleta de cores de forma criativa.
O nome Purmamarca, no idioma aymara poderia ser traduzido como "aldeia de terra virgem" ou "aldeia do deserto". É composto por "purma" ("campo sem sementes" ou "deserto") e "marca" ("aldeia").
Por volta do ano 1470, a região fez parte do Império Inca, quando diversos grupos de indígenas viviam da agricultura de irrigação. Entre 1535 e 1600, aconteceram os primeiros contatos com a colonização espanhola. Estabeleceram-se, então, grandes propriedades que evoluíram com força de trabalho indígena. Com a independência da Argentina, em 1816, começou o declínio econômico e agrícola da região devido principalmente ao êxodo rural.
(Crédito da imagem: Augusto Sarita - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4 - fonte5 - fonte6)

Assuntos do dia
danos, barragem, mercado, gestão pública, política, energia alternativa, meio ambiente, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, tecnologia, ciência espacial, eventos e outros.

30 de novembro de 2022

Notícias em 30/11/2022

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Ilha de Santa Helena
Esta ilha faz parte do Território Ultramarino Britânico, juntamente com as ilhas Ascensão e Tristão da Cunha, no Atlântico Sul. Sua capital é Jamestown. É a segunda posse mais antiga do Reino Unido, depois das Bermudas, tendo sido colonizada pelos ingleses a partir de 1659.
Este conjunto de ilhas tem origem vulcânica a partir de hotspots. Embora estejam localizadas ao longo da dorsal Meso-Atlântico, no Atlântico Sul, não fazem parte dela. A medida que o Atlântico foi se expandindo, com a fragmentação do Gondwana, o hotspot que formou Santa Helena também teria sido responsável pela Linha dos Camarões, que inclui montes submarinos e as ilhas de Pagalu, São Tomé, Príncipe e Bioko.
A Ilha de Santa Helena é um vulcão escudo extinto que já foi muito maior. Atualmente, o ponto mais elevado da ilha é o Pico de Diana, com cume a 820 m de altitude, mas as elevações máximas já estiveram entre 1.200 e 1.500 m. Um volume de cerca de 20 km³ foi removido por erosão, ao esculpir profundos vales. Apenas 5% deste vulcão é visível, estando os 95% restantes abaixo do nível do mar, cuja profundidade é de 4,4 km na região.
Há 14 milhões de anos, a Ilha Santa Helena emergiu e, até 11 milhões de anos atrás, fluxos de lava subaérea foram depositadas. Formava-se o centro eruptivo do nordeste. Brechas submarinas e matacões de até 1,4 m de diâmetro de basalto e traquito com matriz verde-acastanhada são desta época. Após, a atividade eruptiva foi deslocada para o sudeste, inicialmente ficando centralizada na área da Baía Sandy. Foram formadas quatro unidades distintas, cada uma composta por um fluxo de lava sobreposto por camada piroclástica, com camadas sedimentares entre as de lava. Por volta de 9 milhões de anos, houve breve pausa nas erupções e a atividade vulcânica do sudoeste se deslocou ligeiramente para o atual cume da ilha. Lavas irromperam e, em alguns locais, preencheram canais erosivos. Há cerca de 8 milhões, diques e stoks de traquito intrudiram construindo formas que têm resistido à erosão, como Lot, Lot's Wife and Daughters, the Ass's Ears e Frightus Rock. Finalmente, uma pequena e última quantidade de lava irrompeu por volta de 7 milhões de anos atrás.
Em 1502, a Ilha de Santa Helena foi descoberta pelo navegador galego João da Nova (c.1460-1509), quando passava por ali a caminho da Índia. No início da ocupação humana, a ilha foi usada como local de exílio para criminosos ou prisioneiros de guerra e recebeu seu mais famoso residente, o general e monarca francês Napoleão Bonaparte (1769-1821). Ele ficou por lá de 1815, depois da derrota em Waterloo, até sua morte em 1821.
Charles Darwin a visitou em 1836 e, em 1844, escreveu "Observações geológicas sobre as ilhas vulcânicas", onde descreveu corretamente uma sequência basal de derrames de lava submarina, subjacente a uma série de derrames de lava basáltica, com traquitos intrusivos.
A densa floresta subtropical, que provavelmente existiu no interior da Ilha de Santa Helena, foi destruída pela introdução de cabras e de vegetação importada. Como resultado, a árvore Corda (Acalppha rubrinervis) e a Oliveira de Santa Helena (Nesiota elliptica) estão extintas e muitas outras plantas endêmicas estão ameaçadas.
A imagem acima mostra a baía Sandy, no sul da Ilha de Santa Helena, junto à região chamada Portão do Caos, com as cores do material resultante da erosão das rochas. As lavas do escudo inferior do centro eruptivo do sudeste afloram nesta região. Embora os ventos alísios alcancem a ilha, a topografia ajuda a manter esta baia com um clima calmo e ameno. É uma área árida, mas com locais bem cultivados, com plantações de café e banana.
(Crédito da imagem: StHelenaIsland.info - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4)

Assuntos do dia
mineração, danos, petróleo, mercado, fiscalização, política, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, ciência espacial e eventos.

24 de novembro de 2022

Notícias em 24/11/2011

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Vale de Núria
Este vale está situado no norte da Catalunha, nas proximidades da cidade de Queralbs, na Espanha, junto à fronteira com a França. É cercado por picos que se elevam a quase 3.000 metros de altitude, com desníveis de cerca de 1.000 m. Destes picos nascem vários rios, inclusive o Rio Núria que percorre o vale.
O Vale de Núria encontra-se na zona axial dos Pireneus, na encosta sul, onde afloram as rochas mais antigas deste sistema montanhoso. São rochas metamórficas da unidade Carançà, predominantemente gnaisses. Estes gnaisses e outras rochas de idade Cambro-ordoviciano constituem o extremo sul do Maciço Canigó-Carançá. Sofreram deformações causadas pela Orogenia Herciniana, incluindo metamorfismo regional e clivagem afetada por várias gerações de dobras de dimensões variadas. Posteriormente, a Orogenia Alpina produziu uma série de sobreposições de estruturas que causaram deslocamentos nas rochas locais. São observadas falhas normais NW-SE com desníveis verticais significativos, provavelmente do Neógeno.
As características destas rochas metamórficas e as descontinuidades do maciço rochoso condicionam a morfologia do relevo do Vale de Núria. Degraus estruturais são típicos na região, com a formação de terraços e patamares de ordem métrica.
Risco de queda de rochas também é uma característica presente. Este fenômeno resulta de processo evolutivo no qual participam diversos fatores, incluindo litológicos, de descontinuidades e geodinâmicos externos, como quebras causadas por variação de temperatura e crescimento de raízes. A orientação de alguns taludes verticais e certos conjuntos de descontinuidades produzem movimentação de blocos individualizados de variadas dimensões.
A região é visitada frequentemente com objetivos didáticos por alunos e professores de geologia da Universidade de Barcelona.
O trem de cremalheira azul de histórica ferrovia da região é o único meio de transporte para acessar o vale, além, é claro, de uma trilha para caminhada.
(Crédito da imagem: Pere López - fonte1 - fonte2 - fonte3)

Assuntos do dia
projeto, danos, petróleo, mercado, energia alternativa, terremotos, vulcanismo, ciência espacial, eventos e outros.

12 de outubro de 2022

Notícias em 12/10/2022

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Lomba dos Pianos
A Lomba dos Pianos está localizada no concelho de Sintra, distrito de Lisboa, em Portugal, no Parque Natural de Sintra-Cascais. Esta rocha foi explorada pela antiga pedreira Lomba dos Pianos (ou Samarra), localizada em um planalto próximo à Praia de Samarra, junto aos limites entre as freguesias de São João das Lampas e Terrugem.
A Lomba dos Pianos consiste em uma soleira sub-horizontal de traquibasalto melanocrático microganular do Cretáceo Superior. Inserida nas falésias costeiras de Sintra, ela se estende por cerca de 3 km, com 20 m de espessura máxima. Está disposta de forma concordante entre camadas de calcários e margas do Cretáceo (Albiano – Cenomaniano médio), que são metamorfizadas por ela. Apresenta disjunção esferoidal e prismática que dão origem ao seu nome devido à semelhança com um órgão de tubos. 
Faz parte do Complexo Vulcânico de Lisboa, que ocorre entre Lisboa e Mafra e apresenta derrames basálticos acompanhados principalmente por tufos, piroclastos e brechas vulcânicas. Este complexo surgiu há cerca de 72 milhões de anos, formando chaminés, derrames e soleiras.
Quanto à fauna, região da Lomba dos Pianos permite a ocorrência de nidificação ripícola, incluindo aves como falcão peregrino, bufo-real e águia de bonneli, além de corvo-marinho-de-crista e melro-azul. Para a flora, a situação é complicada, já que o local sofre muito com o vento e o substrato dificulta a adaptação de muitas plantas. Apesar disto, na área abandonada da pedreira são encontrados chorão-das-praias e cana-do-reino.
(Crédito da imagem: ManaSyn - fonte1 - fonte2 - fonte3)

Assuntos do dia
danos, mercado, gestão pública, política, energia alternativa, meio ambiente, paleontologia, terremotos, vulcanismo, ciência espacial, asteroides, eventos e outros.

27 de setembro de 2022

Notícias em 27/09/2022

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Cascata Véu de Noiva
Esta cachoeira está localizada na estrada de acesso ao Morro da Igreja, em Urubici, SC.
Suas águas deslizam por 62 m sobre rochas basálticas da Formação Serra Geral, criando com sua espuma branca a imagem semelhante a um véu de noiva, daí seu nome. As águas desta cachoeira seguem até o vale da cidade de Urubici, através do rio de mesmo nome, que é afluente do Rio Canoas.
No local, são encontrados pássaros da fauna local, como curiós, sabiás, tico-ticos, pica-paus, gaturamos e capitães-do-mato.
Uma lenda local conta que havia duas tribos de indígenas guaranis em Urubici, uma no distrito de Painel e outra na localidade de Santa Tereza. Na primeira vivia Bici, caçador forte, valente e muito respeitado. O chefe da outra tribo tinha uma filha chamada Agray, moça linda de cabelos pretos e longos. Numa das visitas que uma tribo fez à outra, Bici e Agray se apaixonaram e marcaram casamento. No dia do casamento, o indígena Cauã, que também amava Agray, louco de ciúmes, emboscou e matou Bici. Agray chorou muito e, então, a Lua, com pena da jovem, transformou seus cabelos em um negro e brilhante bloco de basalto e suas lágrimas, na água corrente muito branca que desliza até hoje na Cascata Véu de Noiva.
(Crédito da imagem: Marco Gonzalez - fonte1 - fonte2 - fonte3)

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danos, petróleo, mercado, energia alternativa, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, asteroides, eventos e outros.

26 de setembro de 2022

Notícias de 24 a 26/09/2022

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Falésia Fóssil da Costa da Caparica
Esta falésia está localizada nos concelhos de Almada (nas freguesias de Caparica, Charneca da Caparica e Costa da Caparica) e de Sesimbra (na freguesia do Castelo), em Portugal. É o elemento natural mais característico desta região e se estende por 13 km em uma área de 1551,55 ha, na faixa do litoral, entre a Costa da Caparica e a Lagoa de Albufeira.
Insere-se na unidade morfoestrutural da Bacia Sedimentar do Tejo e Sado, sendo constituída por arenitos e argilitos de variadas cores, mas com predomínio de tonalidade ocre. Tem idade de até 15 milhões de anos, sendo de origem flúvio-marinha. Sua história começa no início do Terciário, quando uma depressão tectônica foi progressivamente preenchida por sedimentos que formaram estratos sub-horizontais com conteúdo fossilífero (gastrópodes, lamelibrânquios e peixes tropicais do Mioceno, indicativos de mares ou correntes quentes), em períodos de sucessivas e alternadas transgressões e regressões marinhas. No local, são encontradas rochas do Mioceno médio (Serravaliano) ao Holoceno, incluindo (da base para o topo):
1. Argilitos da Formação Xabregas, do Mioceno médio (Serravaliano);
2. Calcários e arenitos indiferenciados das formações Marvila e Grés de Grilos, do Mioceno médio ao Mioceno superior (Serravaliano a Tortoniano inferior);
3. Arenitos, calcários e argilitos intercalados de Areolas de Braço de Prata, Areolas de Cabo Ruivo e Depósitos de Ribeira da Lage, do Mioceno superior (Tortoniano);
4. Arenitos da Formação de Santa Marta, do Plioceno;
5. Conglomerados de Belverde, do Pleistoceno; e
6. Dunas antigas e areias eólicas indiferenciadas e outros depósitos do Holoceno.
Esta falésia é dita fóssil porque há muitos milhares de anos se encontra inerte em relação a ação erosiva marinha. Ela testemunha uma época em que a linha de costa estava posicionada mais no interior do continente, embora ela seja encontrada também em locais (como o da imagem acima) mais próximos do mar. Desde 1984 é designada Paisagem Protegia da Arriba Fóssil da Costa da Caparica.
Possui locais favoráveis para alimentação, reprodução e repouso de aves de rapina, como a águia-de-asa-redonda, o peneireiro-comum, o mocho-galego e a coruja-do-mato. A fauna se completa com outros animais, como rato do campo, coelho, perdiz e pintassilgo.
Está associada à Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos, também conhecida por Pinhal do Rei, que tem vegetação semeada por ordem do rei Dom João V (1689-1750) com o objetivo de impedir a progressão das dunas para o interior.
A origem do nome "caparica" tem várias versões. A versão etimológica mais aceita é a de origem no latim "cappar", que deriva do grego "kapparis" e que significa "alcaparra". A versão popular associa este nome a uma lenda local envolvendo uma menina (ou uma senhora idosa) que usava uma "capa rica".
(Crédido da imagem: Zito Colaço - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4)

Assuntos do dia
danos, petróleo, produção, mercado, política, energia alternativa, geologia, mineralogia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, tecnologia, eventos e outros.

12 de setembro de 2022

Notícias de 10 a 12/09/2022

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Caverna de Woolshed
Esta caverna está localizada na costa oeste da Península de Eyre, no sul da Austrália, nas proximidades da cidade de Talia. Ela faz parte do conjunto conhecido como Cavernas de Talia, que pertencem ao sistema terrestre de Newlands. A Península de Eyre faz parte do Cráton Gawler e é o lar de algumas das rochas mais antigas da Austrália, com idades de cerca de 2,44 bilhões de anos. Na região, ao longo do sopé da costa, granitos resistentes do embasamento mantêm promontórios robustos e amplos terraços. Eles funcionam como uma primeira defesa contra a erosão marinha, protegendo as camadas muito mais jovens acima. Na costa norte da Praia da Talia, uma segunda defesa é realizada por um arenito resistente de granulação grosseira, pertencente às Blue Range Beds, com estratificação cruzada e camadas finas ocasionais de siltito. Tem aproximadamente 1,55 bilhão de anos (Mesoproterozóico). Este arenito é recoberto por caliche (também descrito como calcrete ou eolianito – no Brasil, os eolianitos ocorrem ao longo de quase toda a costa noroeste do CE, sendo formados por pacotes de rocha sedimentar arenosa, quartzo-bioclástica, com cimento de carbonato de cálcio). O caliche australiano pertence à Formação Bridgewater e tem menos de 2 milhões de anos. A erosão diferencial está desnudando e rebaixando este caliche, que é mais macio, produzindo rampas de arenito resistente suavemente mergulhantes esculpidas por processos costeiros. Simultaneamente, acontece a formação de cavernas como a Caverna de Woolshed, cujo teto ainda é sustentado por caliche. A erosão ao longo de linhas de fraqueza no arenito subjacente e o rebaixamento do caliche, além de cavernas e falésias, desenvolveram espiráculos, fendas, pequenas baías crenuladas e promontórios. As falésias costeiras tem uma altura de cerca de 10 m acima de plataformas costeiras de arenitos com declives de 10 a 15 graus. À Caverna de Woolshed (imagem acima) não se tem acesso durante a maré alta, estando ela e as outras Cavernas de Talia em ambiente geomórfico de alta energia. Para compor o ambiente, há aves abundantes, predominando papagaios de New Holland e de Port Lincoln. À beira-mar, o predomínio é de tarambolas e ostraceiros. Também há águias marinhas de barriga branca que aparecem raramente e longe da vista. A Península Eyre tem uma história que se pode resumir através de mares selvagens, naufrágios e frutos do mar.
(Crédito da imagem: Josie Kelsh - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4)

Assuntos do dia
danos, mercado, política, água, energia alternativa, geologia, mineralogia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, tecnologia, ciência espacial, eventos e outros.

28 de agosto de 2022

Notícias em 28/08/2022

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Caverá e a Cuesta de Haedo
O estado do RS se subdivide em cinco macrozonas: Planalto, Depressão Central, Escudo Sul-Riograndense, Planície Costeira e Cuesta de Haedo. Cuesta é uma forma de relevo assimétrica onde as camadas têm mergulho fraco e intercalam níveis mais e menos resistentes à erosão, produzindo uma topografia praticamente plana, mas gradiente suave de um lado e mais escarpado de outro. A Cuesta de Haedo, antigamente denominada Cuesta Basáltica de Haedo, é uma província geomorfológica, encontrada no sudoeste do RS e no nordeste do Uruguai. No RS, tem divisa ao norte com o Planalto e à leste com a Depressão Central. Caracteriza-se por baixo planalto com leve caimento leste/oeste, em relevo homoclinal, assimétrico, com front voltado para leste e caimento suavemente em direção ao Rio Uruguai. No Brasil, está situado entre as cidades de Uruguaiana, Alegrete, Rosário do Sul, Santana do Livramento e Quaraí. No Uruguai, abrange os departamentos de Artigas, Salto, Paysandú e, em parte, os departamentos de Rivera, Tacuarembó e Durazno. Suas típicas feições tabulares suaves e de dimensões reduzidas, conhecidas localmente como coxilhas, estão associadas fitogeograficamente ao bioma pampa. A Cuesta de Haedo tem sua origem no desenvolvimento do Rio Ibicui, que iniciou um processo de entalhamento e favoreceu a expansão de outros cursos d'água, como o Rio Santa Maria. A partir de uma fase epirogênica (Pós-Cretáceo), houve um soerguimento das rochas que contribuiu, com concomitante processo erosivo, para a formação da depressão central e, com a participação do Rio Ibicuí, para a individualização da Cuesta de Haedo. No total, esta província geomorfológica alcança uma área de 60.000 km² sobre arenitos eólicos avermelhados médios e finos da Formação Botucatu (Jurássico) e rochas basálticas da Formação Serra Geral (Jurássico-Cretáceo). Apresenta altitude média de 100 m, variando de 70 m até cerca de 320 m em áreas isoladas, como no Cerro Palomas, em Santana do Livramento. Há um retrabalhamento contínuo que produz destaques para relevos testemunhos e aspectos de serras, como a Serra do Caverá (imagem acima), nos limites entre Rosário do Sul, Alegrete e Santana do Livramento. Na Revolução de 1923, entre os legalistas chimangos e os revolucionários maragatos, o Caverá foi um santuário para o caudilho maragato Honório Lemes da Silva (1864-1930), conhecido como "o Leão do Caverá". O nome "caverá" tem origem em uma lenda que conta que este era um território dos índios minuanos, entre os quais se destacava o guerreiro Camaco. Este guerreiro tinha uma paixão não correspondida pela princesa Ponaim. Um dia, Ponaim disse que só se casaria com Camaco se ele trouxesse o brilhante pelo do cervo Berá para forrar o leito nupcial. Daí se originou o nome caverá derivado de "caa-berá" ("caa" = "mato" e "berá" = "brilhante"). Para suavizar o suspense ao modo de uma coxilha, porém com um final abrupto como uma cuesta, conto que Camaco saiu destemido atrás de Berá, mas nunca mais voltou.
(Crédito da imagem: Sandro Anhaia - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4 - fonte5 - fonte6)

Assuntos do dia
danos, petróleo, energia alternativa, meio ambiente, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia e ciência espacial.

27 de agosto de 2022

Notícias em 27/08/2022

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Cachoeira Yumbilla
Esta cachoeira está localizada nas proximidades das cidades de Cuispes e Chachapoyas, na província de Bongará, na região norte amazônica do Peru. Situa-se no maciço Cerro Panhuayco, que faz parte da Cordilheira Oriental, no leste dos Andes peruanos. O acesso à cachoeira é difícil. Escondida no Bosque de Cataratas Gigantes de Cuispes, também não é fácil encontrar uma posição de onde se visualize completamente sua queda d'água que acontece em quatro ou cinco etapas. É alimentada pelo córrego Yumbilla que nasce na Caverna San Francisco, de grande extensão, com 250 m de comprimento em sua área já explorada. A água da Cachoeira Yumbilla cai com grande potência devido ao alto desnível, embora flua em relativa pequena quantidade. Nos períodos de seca, pode ser interrompida completamente. É considerada a quinta cachoeira mais alta do mundo com 895,5 m de queda, tendo se tornado conhecida internacionalmente apenas a partir do final de 2007 quando o Instituto Geográfico do Peru realizou um levantamento geográfico na região. A água da Cachoeira Yumbilla cai sobre arentos quartzosos do Grupo Goyllarisquizga (Jurássico Superior-Cretáceo Inferior), cuja resistência permitiu a formação de grandes desníveis topográficos na região. Na porção antes da queda, há uma planície onde ocorrem calcários e margas da Formação Chúlec. A área ao redor da cachoeira é coberta por vegetação de floresta tropical, com bromélias, orquídeas e samambaias arbóreas. São vistos pássaros como o galo-da-rocha andino e o colibri espatuletail, além de mamíferos como o urso de óculos e o macaco lanudo de cauda amarela. A palavra "Yumbillo" vem da língua quíchua e, supostamente, significa "coração apaixonado".
(Crédito da imagem: Paulo Tomaz - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4)

Assuntos do dia
mineração, danos, petróleo, mercado, energia alternativa, meio ambiente, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo e asteroides.

6 de agosto de 2022

Notícias em 06/08/2022

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Dobras no Cânion Kings
Este cânion faz parte do Parque Nacional Kings Canyon, fundado em 1940. Este parque oferece uma ótima visão da geologia de Sierra Nevada, nos EUA. Outra atração o mármore com dobras intrincadas (da imagem acima) que pertence ao Terreno Kings (ou Kaweah), em cujas rochas se desenvolveram também as cavernas encontradas no cânion, como a Caverna Boiden. O Cânion Kings, com seus desfiladeiros de mármore e quartzito, além de lamitos e argilitos de uma mar há muito desaparecido, é um dos cânions mais profundos da América do Norte. As rochas da região foram enterradas, aquecidas e torcidas em uma série de dobras, que se destacam no mármore da imagem acima. O Terreno Kings foi varrido para uma zona de subducção que existiu ao largo da Califórnia Central nos tempos triássico-jurássicos. Ele inclui, além das rochas já citadas, outras como arcósias, margas, calcarenitos, xistos e filitos. Ocorrem fósseis esparsos, principalmente crinóides e amonites. O Parque Nacional Kings Canyon tem outra atração, ele abriga a maior árvore da Terra, a General Grant.
(Crédito da imagem: callanbentley - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4)

Assuntos do dia
mineração, danos, petróleo, mercado, justiça, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, tecnologia, ciência espacial, asteroides, ensino e outros.

14 de junho de 2022

Notícias em 14/06/2022

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Cabo Woolamai
O Cabo Woolamai está localizado na Ilha Phillip, no estado de Victoria, na costa sul da Austrália. Seu nome foi dado pelo explorador e cirurgião da marinha britânica George Bass (1771-1803). Ele achou que a forma do cabo se parecia com um wollamai ("pargo" na língua aborígine). Geologicamente, o cabo faz parte do sistema Tombolo, que inclui uma massa predominantemente granítica e um complexo de rochas vulcânicas. O corpo principal do cabo é constituído pelo Granito Cabo Woolamai, um granito rosa grosseiro, porfirítico e rico em potássio. Há cerca de 360 milhões de anos, o magma abriu caminho e formou uma grande bolha nas profundezas da Terra. Esta massa esfriou lentamente para formar o granito rosa. Quando foi exposto em superfície, os rios e as ondas do mar o esculpiram produzindo o promontório que se vê em Cabo Woolamai. O granito, na Ilha Phillip, está bem exposto nas falésias costeiras e na costa sudoeste, em pináculos. A erosão, facilitada por fissuras profundas, produziram pilhas de rochas e grandes seixos típicos da costa sul. Woolamai Hill, com 112 m, é o ponto mais elevado da Ilha Phillip. No restante, a terra firme de Cabo Woolamai é coberta por areias calcárias e quartzosas e porções ocasionais de calcarenito. O Granito Cabo Woolamai pode ser visto em monumentos e marcos comemorativos na Ilha Phillip e em San Remo, na Austrália. Em Victoria, a diversidade do ambiente de tempestades na costa sul contrastam com a costa protegida da Passagem Oriental. Os primeiros a conhecer a Ilha Phillip foram os aborígenes da tribo Bunurong que passavam a temporada de caça de muttonbird (um tipo de cagarra) na região. Cape Woolamai abriga a maior colônia da ave Ardenna tenuirostris (cagarra de cauda curta). Em 1868, os primeiros europeus fizeram uma tentativa de assentamento sem muito sucesso devido às condições de seca com colheitas fracas. Alguns persistiram plantando a flor comestível Chicory que se tornou simbólica para a Ilha. Hoje, a Praia de Woolamai é importante destino de surf e faz parte da Reserva Nacional de Surf, tendo as ondas mais famosas da Austrália para praticantes experientes. Outra atração turística da ilha é a Penguin Parade, onde pode ser encontrada uma colônia dos menores pinguins do mundo que, na verdade, passam boa parte do tempo nadando em águas profunda, caçando peixes e outros pequenos animais.
(Crédito da imagem: Richard Goh - fonte1 - fonte2 - fonte3)

Assuntos do dia
projeto, mineração, danos, petróleo, mercado, gestão pública, fiscalização, política, energia alternativa, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, ciência espacial, asteroides, eventos e outros.

6 de junho de 2022

Notícias em 06/06/2022

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Arquipélago das Malvinas
Este arquipélago (também conhecido como Falklands) é constituído por ilhas do Atlântico Sul, com cerca de 8.000 km² e com soberania disputada entre o Reino Unido e a Argentina. Sua história é conhecida sob as visões destas duas nações e também da França e da Espanha. Para os britânicos, o arquipélago foi descoberto em 1592 pelo navegador britânico John Davis (1550-1605). Em 1594, outro britânico, Sir Richard Hawkins (1562-1622), batizou as ilhas com o nome de Hawkins's Maidenland. Os franceses contestaram dizendo que Hawkins teria avistado a Patagônia da região de Puerto Deseado e não Les Îles Malouines. Em 1690, mais um inglês, John Strong (1654-1693), batizou as ilhas com o nome de Falkland Sound. Em 1763, o francês Louis Antoine de Bougainville (1729-1811) tomou posse das ilhas em nome do Rei Luís V. Em 1765, o inglês John Byron (1723-1786) tomou posse das ilhas em nome do Rei Jorge III e construiu um assentamento permanente em Port Egmont. A Espanha recusou-se a tudo isto, lembrando o Tratado de Tordesilhas, e declarou sua soberania, pois antes de Bougainville e de Byron havia sido firmado um pacto em 1761 com a coroa francesa. Em 1767, o arquipélago ficou sob a dependência do Governo e Capitania Geral de Buenos Aires. Port Egmont foi rebatizado como Puerto Soledad, mas as discussões continuaram. Para não fugir ao padrão, sua localização também é contestada em relação aos tempos em que fazia parte do Gondwana, O mais aceito, porém, é que ficasse entre o extremo sul da África e a ilha de Madagascar. Com a fragmentação do Gondwana, a microplaca das Malvinas, girando cerca de 180º, chegou à posição atual. Felizmente não há dúvida alguma de que atualmente as Malvinas pertencem à Placa Sul-Americana, situando-se ao norte da falha de Magalhães. As rochas mais antigas do arquipélago são encontras no Cabo Belgrano, com cerca de 1,1 bilhão de anos. Ali, rochas metamórficas são cruzadas por diques de composição basáltica do Mesozóico. As rochas mais abundantes são do Paleozóico pertencentes ao Grupo Gran Malvina. São quartzitos, arenitos marinhos e xistos, tanto do ambiente marinho quanto do ambiente continental. No topo da coluna estratigráfica aparecem rochas sedimentares continentais. Os fósseis são numerosos nos dois ambientes representados. As costas são muito sinuosas e escarpadas, com numerosos braços de mar que penetram profundamente no arquipélago. Há também muitas colinas arredondadas pela forte erosão eólica. Da mesma forma, devido aos ventos fortes, a vegetação é densa e arbustiva, baixa e atrofiada. Não há árvores e crescem somente ervas e alguns arbustos. Economicamente, quanto a recursos geológicos continentais, os depósitos de turfa são considerados uma fonte significativa de hidrocarbonetos, embora de baixo valor calórico. Nas bacias do entorno foram encontrados petróleo e gás de valor econômico limitado. Desde 1833, o Reino Unido detinha a posse do território. Em 1982, a Argentina invadiu o arquipélago, buscando recuperá-lo, e o conflito chamado Guerra das Malvinas causou 907 mortes. Sem tomar partido e suportando os ventos fortes, uma colônia de Eudyptes chrysocome (conhecidos como pinguins-saltadores-da-rocha) pode ser vista (na imagem acima) na Ilha Trinidad (ou Saunders), que é a quarta maior do arquipélago.
(Crédito da imagem: Ben Tubby - fonte1 - fonte2)

Assuntos do dia
projeto, mineração, danos, petróleo, mercado, infraestrutura, energia alternativa, meio ambiente, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, tecnologia, ciência espacial e eventos.

30 de maio de 2022

Notícias em 29 e 30/05/2022

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Yushan
O Monte Yushan está localizado a leste de Alishan e Chiayi na Cordilheira Central de Taiwan. É conhecido também como "Montanha de Jade", porque principalmente no inverno, de longe, parece uma pedra branca brilhante. Durante o domínio de Taiwan por parte do Japão, o Imperador Meiji lhe deu o nome de "Monte Niitaka" ou "Niitakayama" ("Nova Alta Montanha") porque Yushan é mais alto que o Monte Fuji. Após, com o domínio chinês, a montanha passou a ser chamada de "Xingaoshan" (pronúncia mandarim para "Niitakayama"), que aos poucos se transformou em "Yushan". Durante um século, foi conhecido no ocidente como Monte Morrison em homenagem ao capitão do cargueiro americano USS Alexander, que o mencionou em seu diário naval em 1857. Menções orientais mais antigas aparecem em relatório de 1805. Elas descrevem os nativos locais como selvagens que cortavam a cabeça dos intrusos para manter exclusivas para sua caça a área ao redor da montanha. Somente a partir de 1874, começaram a surgir estradas para tornar a região mais acessível. Ainda deu tempo, no entanto, para que os aborígenes criassem muitas lendas. Uma delas, contada pelos povos Bunun e Tsou, diz que a montanha nasceu depois que as águas recuaram devido a luta em que um caranguejo derrotou uma enguia gigante que entupia um grande rio. Para o povo Kanakanavu, quem derrotou a enguia foi um porco. Os geólogos contam uma história diferente. No final do Paleozoico, há cerca de 250 milhões de anos, a região era um leito marinho coberto por silte e areia. As placas tectônicas da Eurásia e do Mar das Filipinas se encontraram e a primeira se movimentou sobre a segunda. A pressão causou dobramentos e elevou a paisagem, fazendo com que diversas montanhas se elevassem mais de 3.000 metros. Nesta movimentação, nasceram o arenito metamórfico e o xisto de Yushan e ele se tornou o pico mais alto de Taiwan e do leste da Ásia. A cordilheira assim formada tem cinco picos mais destacados: o Monte Yushan (ou Pico Principal, com 3.952 metros), o Pico Leste (3.853), o Pico Norte (3.833), o Pico Sul (3.711) e o Pico Oeste (3.582). Considerando que o oceano no lado leste de Taiwan atinge profundidades de mais de 4.000 metros, a cordilheira alcança, no total, um desnível de cerca de 8.000 metros. Registros de 1900, indicam que as primeiras pessoas a chegar ao topo de Yushan foram os antropólogos japoneses Torii Ryūzō e Ushinosuke Mori. Neste embalo, a Marinha Imperial Japonesa, no ataque a Pearl Harbor em 1941, usou o grito de guerra "ニイタカヤマボレ", transliterado "Niitakayama Nobore" ("Escalar o Monte Niitaka"), afinal sua altitude sempre foi levada a sério. Em 1967, uma estátua de bronze de Yu You-ren, político que fazia parte do governo da República da China, foi inaugurada no cume do Monte Yushan. Ela tinha 3 metros de altura e, assim, completaria a altitude 4.000 metros, já que havia uma medição de 1957 que estabelecia 3.997 metros para Yushan. Porém, em 1996, ativistas pela independência de Taiwan jogaram a tal estátua (já devidamente decaptada) em uma ravina para nunca mais ser encontrada. Além desta estátua perdida, no Parque Nacional de Yushan, há 130 espécies de pássaros, 28 de mamíferos, 17 de répteis, 12 de anfíbios e 186 de borboletas. Abriga um terço das espécies endêmicas de Taiwan, como o urso preto, o serow de Formosa e o muntjac de Reeves. Este repositório de espécies raras fez com que a região fosse apelidada de "A Arca" pelos acadêmicos. Indo além, a mitologia Bunun diz que a montanha é um refúgio para seus ancestrais escaparem do dilúvio primordial. O que se sabe é que, de todas as áreas atravessadas pelo Trópico de Câncer, apenas Yushan contém florestas tropicais, subtropicais, temperadas e alpinas. Em 1985, o Parque Nacional Yushan foi estabelecido para preservar a riqueza do ecossistema, bem como o patrimônio cultural. Ele contém a maior área selvagem remanescente em Taiwan e também é valorizado por suas florestas virgens e pela diversidade da fauna, com muitas espécies endêmicas. Em geral, à medida que a altitude aumenta, as florestas de folhas largas perenes são gradativamente substituídas por florestas caducas e por florestas de coníferas. Nos picos das montanhas, subsistem apenas musgos e, em alguns locais, gramíneas. Com todas estas histórias e características, o Monte Yushan é muito reverenciado desde os tempos do povo Bunun e ainda mantém seu prestígio. Em 2005, o monte apareceu em notas de mil do dólar taiwanês e, em 2007, o Observatório Lulin da Universidade Central Nacional nomeou um asteroide recém descoberto com o nome de Yushan. Parecem homenagens justas, afinal, para a antiga mitologia chinesa, Yushan é a residência da Rainha Mãe do Oeste.
(Crédito da imagem: Kalling - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4 - fonte5 - fonte6)

Assuntos do dia
mineração, danos, petróleo, mercado, justiça, energia alternativa, geologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, tecnologia, ciência espacial, eventos e outros.

26 de maio de 2022

Notícias em 26/05/2022

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Ilha Jeju
Esta ilha fica ao sul da Coreia do Sul. Seu destaque é o Sunrise Peak, um patrimônio natural mundial da Unesco localizado no lado leste da ilha. É uma relíquia do vulcão Seongsan Ilchulbong, cujo nome significa algo como "colina do castelo de onde se assiste o nascer do sol". O cone (ou "oreum" no dialeto jeju) deste vulcão se sobressai com 179 metros de altura e diâmetro de 570 metros. É composto por uma mistura de brecha, tufo lapilli e tufo acamadado. Foi formado por atividade freatomagmática, tendo o magma quente entrado em contato com as águas rasas do mar no final do Pleistoceno (120.000 a 40.000 anos atrás). Os fluxos de basalto foram alimentados por tubos, que atualmente constituem cavernas. As estruturas externas do cone foram erodidas pela ação das ondas, dando-lhe a forma atual. Ficaram visíveis seções escarpadas que expõem estruturas internas e estratificação, permitindo que todo o processo eruptivo seja bem entendido. Tem a origem e a evolução características de um vulcão de escudo de lava basáltica monogenética formado a partir de um ponto quente de placa tectônica continental. Com idade mais antiga que a deste cone, há uma cratera circular que foi formada a cerca de 500 metros a sudeste. Seus vestígios não são visíveis, ela está submersa a uma profundidade de 10 metros e tem diâmetro semelhante ao cone do Seongsan Ilchulbong. A ilha Jeju possui diversas espécies de plantas, incluindo samambaias, orquídeas, plantas parasitas e plantas herbáceas. São encontradas mais de 300 espécies de algas marinhas no ecossistema que contorna o cone. Toda primavera, centenas de cerejeiras florescem por toda a ilha de Jeju e também são encontradas flores amarelas de canola.
(Crédito da imagem: getyourguide - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4 - fonte5)

Assuntos do dia
danos, petróleo, mercado, gestão pública, política, energia alternativa, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, tecnologia, ciência espacial, eventos e outros.

11 de maio de 2022

Notícias em 11/05/2022

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Praia da Luz
Esta praia está localizada na costa oeste do concelho de Lagos, na cidade de Faro, em Algarve, Portugal. Nasceu como uma pequena aldeia de pescadores e se transformou em área turística. É protegida das construções em larga escala pelas leis do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. A Praia da Luz possui três atrações principais: a areia branca, as falésias rochosas e a Rocha Negra. As falésias se estendem desde a Ponta de Almádena e mostram uma sequência estratigráfica completa, com todos os níveis visíveis, que vai do Jurássico Superior (Titoniano) ao Cretácico Inferior (Aptiano). É possível observar de baixo para cima: (i) 15 metros de dolomitos maciços que passam a 40 metros de calcários microfossilíferos; (ii) 35 metros de calcários, margas e conglomerados, com clastos negros, estruturas fenestradas muito microfossilíferas, incluindo a Anchispirocyclina lusitanica (Egger) do Berriasiano; (iii) 75 metros de calcários, margas e dolomitos, também muito microfossilíferos, incluindo a Choffatella sp., que correspondem ao Valanginiano-Barremiano; e (iv) 28 metros de arenitos e calcários com Palorbitolina lenticularis e Nerinea algarbiensis, por vezes orientadas por paleocorrentes, do Aptiano. Esta sequência conta um pouco da história geológica de Algarve, um período de cerca de 120 milhões de história com avanços e recuos do mar. Os estratos de sedimentos finos, como as margas (de tons verde, vermelho e violeta), depositaram-se em ambientes mais afastados da linha de costa. Ao contrário, os arenitos (em tons de amarelo) foram depositados próximos da linha de costa, num ambiente semelhante a uma praia. Mais a leste (em direção à direita na imagem acima), no limite da Praia da Luz, uma barreira rochosa escura, a Ponta das Ferrarias popularmente chamada de Rocha Negra, representa restos de um vulcão, ativo há cerca de 70 milhões da anos. Nestes tempos, a Península Ibérica continuava a ser uma "jangada de pedra". Estava ainda relativamente isolada do resto do continente europeu e cada vez mais longe do continente americano, como consequência do afastamento das placas tectônicas na abertura do Oceano Atlântico.
(Crédito da imagem: Lacobrigo - fonte1 - fonte2 - fonte3)

Assuntos do dia
projeto, mineração, danos, petróleo, produção, mercado, fiscalização, água, energia alternativa, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, ciência espacial, asteroides, eventos, vagas e outros.

3 de maio de 2022

Notícias em 03/05/2022

Assuntos do dia:
danos, petróleo, mercado, gestão pública, fiscalização, justiça, energia alternativa, meio ambiente, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, tecnologia, ciência espacial, asteroides, eventos e outros.

Cachoeira da Usina
Esta cachoeira está localizada no município de Campestre da Serra, no RS. É alimentada pelo Rio Guacho e tem uma queda d'água de 30 metros de altura, formando uma piscina natural. Suas águas seguem por corredeiras através do Cânion do Rio Guacho (ou Cânion da Usina) com destino ao Rio as Antas. Na região da cachoeira e do cânion, afloram rochas basálticas da Formação Serra Geral. O município de Campestre da Serra, originalmente se chamava "Vila Korff", em homenagem ao seu primeiro colonizador. Posteriormente recebeu o nome atual devido à existência de um pequeno campo cercado de matas na região. Está inserida nos Campos de Cima da Serra, situados na região nordeste do RS onde predominam campos e florestas, principalmente a Ombrófila Mista. O município de campestre da Serra faz parte da microrregião Transição, onde é encontrado um mosaico justamente entre campos e florestas. O solo decorrente da rocha basáltica confere à região boa fertilidade. Com elevado risco de extinção, o veado-campeiro e o leão-baio são típicos da fauna local.
(Crédito da imagem: viagensecaminhos - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4 - fonte5)

26 de abril de 2022

Notícias em 26/04/2022

Assuntos do dia:
economia, mineração, danos, petróleo, produção, mercado, energia alternativa, terremotos, vulcanismo, arqueologia, tecnologia, ciência espacial, conhecimento, eventos e outros.

Buraco das Araras
A Reserva Particular do Patrimônio Natural Buraco das Araras, com área de 29 hectares, localiza-se na Fazenda Alegria, no município de Jardim, MS, no extremo sul da Serra da Bodoquena. É uma grande dolina de abatimento situada no campo de dolinas Núcleo Curé. É uma zona de recarga de aquífero cárstico, sempre muito suscetível a contaminação por agentes poluidores. Faz parte da unidade geomorfológica Baixada Paraguaia, subunidade Planalto dos Alcantilados, estando contida na grande planície arenosa resultante da pediplanação dos arenitos da Formação Aquidauana. O Planalto dos Alcantilados é uma feição esculpida nos sedimentos devonianos e permo-carboníferos da Bacia do Paraná, distribuindo-se desde o vale do Rio Apa até o norte do estado do MS. A Província Espeleológica da Serra da Bodoquena, com 4.660 km2, está distribuída nas regiões do Planalto da Bodoquena e nas morrarias próximas a Corumbá. A Serra da Bodoquena é um estreito planalto, com 200 km de comprimento e largura variando de 10 a 70 km, que faz parte da unidade geotectônica Faixa de Dobramentos Paraguai. É formada em sua maioria de calcários e dolomitos, com relevo cárstico característico, marcante no Buraco das Araras. Este nome, obviamente, tem origem nas araras que nidificam no local. A região da dolina faz parte do Bioma do Cerrado, caracterizado por extensas formações de savanas.
(Crédito da imagem: Agência São Jorge - fonte)

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