"O presente é a chave para o passado"
James Hutton

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17 de novembro de 2022

Notícias em 17/11/2022

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O Arco da Tasmânia
Conhecido como "The Arch", esta estrutura rochosa constituída pelo famoso dolerito da Tasmânia, está localizada na Austrália, em Eaglehawk Neck, na Península da Tasmânia, no Parque Nacional da Tasmânia.
O dolerito da Tasmânia é uma rocha do Jurássico, com cerca de 180 milhões de anos, correlacionável a formações semelhantes na Antártica e na África do Sul. Quanto houve a fragmentação do Gondwana, grandes quantidades de lava subiram das profundezas da terra através de pontos fracos na crosta terrestre. Ela resfriou lentamente entre camadas de rochas sedimentares, formando grandes cristais e produzindo uma rocha muito resistente. Na Tasmânia, formou muitas montanhas e falésias costeiras. Este dolerito influenciou o desenvolvimento da Tasmânia, contribuindo para localização de estradas, ferrovias, minas, agricultura e, até mesmo, na localização de habitats únicos para plantas e animais.
Apesar de ser uma rocha muito dura, o dolerito da Tasmânia tem um ponto de fraqueza revelado na mais recente Idade do Gelo. Ele estava na latitude adequada para sofrer com a erosão causada pelos processos de congelamento-degelo. Esta fraqueza é observada, por exemplo, no Arco da Tasmânia, onde o ar salgado e as ondas do mar esculpiram a forma atual atingindo juntas verticais. O que era uma caverna marinha acabou se transformando no arco atual cujo teto está a 52,7 m acima do nível do mar.
A Península da Tasmânia já abrigou prisioneiros, mas atualmente serve como um refúgio para os observadores da natureza, tendo "The Arch" como uma das suas atrações turísticas.
O Parque Nacional da Tasmânia protege diversas florestas e o litoral do Cabo Surville até as baías Waterfall e Fortescue e do Cabo Hauy até o Cabo Pillar e Cabo Raoul. Incorpora também várias ilhas, incluindo as ilhas Fossil e Hippolyte Rocks, além da Ilha da Tasmânia. Ele faz parte da Área Importante de Aves do Sudeste da Tasmânia, de relevância ecológica devido a sua avifauna, como o papagaio rápido e o pardalote de quarenta pintas. O parque abriga uma grande variedade de animais terrestres e marinhos e várias espécies de plantas raras.
(Crédito da imagem: Jerrye & Roy Klotz - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4 - fonte5)

Assuntos do dia
mineração, petróleo, mercado, infraestrutura, energia alternativa, meio ambiente, geologia, mineralogia, terremotos, vulcanismo, tecnologia, ciência espacial, eventos e outros.

14 de novembro de 2022

Notícias em 14/11/2022

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Curling e Ailsa Craig
Curling é uma modalidade esportiva semelhante à bocha, sendo conhecida também como "xadrez do gelo" por ter quase a mesma complexidade deste jogo de tabuleiro. O Curling consiste em lançamentos de pedras de maneira que a posição das mesmas deem aos competidores mais ou menos por pontos. O Canadá é a principal potência deste esporte, mas a Escócia é o berço do Curling.
As pedras de Curling devem absorver muito pouca água, pois ela pode congelar, expandir, fraturar grãos minerais e produzir buracos. Tais buracos, nas pedras, tornam a superfície rugosa e o deslizamento delas no Curling fica comprometido, diminuirá o desempenho dos atletas em uma competição. Por esta razão, estas pedras precisam ser constituídas de um granito especial que é encontrado em poucos locais da Terra, como a pedreira de Granito Trefor, na costa do País de Gales, e Ailsa Craig.
Ailsa Craig é uma pequena ilha de 99 ha, com cerca de 1,2 km de diâmetro, com falésias que se elevam até 340 m de altitude. Está localizada na parte externa do estuário de Firth, na costa oeste da Escócia. O que se vê hoje é o que restou de um plutão magmático que fica dentro dos limites projetados do Midland Valley e tem cerca de 61 milhões de anos. É constituído por arfvedsonita-aegirina-microgranito rico em álcalis, que foi intrudido por enxames de diques verticais de olivina-dolerito toleítico a alcalino (crinanítico) com margens basálticas. As rochas alcalinas que formam estas intrusões possuem grande resistência e estabilidade química e, portanto, sobrevivem à erosão para formar feições topográficas proeminentes. Estas características talvez expliquem em parte a sobrevivência de blocos erráticos levados por transporte glacial e encontrados até 500 km distantes da Ilha Ailsa Craig. Também são estas qualidades do seu microgranito, que são muito apreciadas no Curling.
Desde 1851, a Kays of Scotland fabrica pedras de Curling a partir dos granitos Ailsa Craig. Desde 1924, abastece os Jogos Olímpicos de Inverno e, desde 2006, é fornecedora exclusiva para estes mesmos jogos.
Indiferentes a tudo isto, inúmeras aves marinhas nidificam nas falésias de Ailsa Craig. Enormes colônias de gansos se concentram nas mais altas costas a oeste e sul da ilha e, além deles, estão sempre presentes guillemots, razorbills, kittiwakes e uma variedade de outras espécies.
(Crédito da imagem: August Schwerdfeger - fonte1 - fonte2 - fonte3)

Assuntos do dia
mineração, barragem, petróleo, mercado, infraestrutura, meio ambiente, terremotos, vulcanismo, arqueologia, tecnologia, ciência espacial, asteroides, eventos e outros.

7 de novembro de 2022

Notícias em 07/11/2022

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Unicorn Point
Unicorn Point está localizado na parte sul da Ilha Antelope, a maior ilha do Lago Great Salt de Utah, nos EUA.
Este, que é o maior lago de água salgada do Hemisfério Ocidental, é remanescente do grande e antigo Lago Bonneville que, entre 10 mil e 30 mil anos atrás, cobria uma área de cerca de 51 mil km², abrangendo parte dos atuais estados de Utah, Nevada e Idaho. Atualmente, o Lago Great Salt tem 120 km de comprimento, 56 km de largura e profundidade máxima de 10 m.
Dois terços da Ilha Antelope são compostos de rochas do Complexo Cânion Farmington. São rochas, que originalmente eram sedimentares formadas há 2,5 bilhões de anos ou mais. Estas rochas, outrora enterradas na profundeza da Terra, há cerca de 1,7 bilhão de anos foram aquecidas a temperaturas extremas, deformadas, intrudidas, soerguidas e expostas como granitos, gnaisses, xistos, quartzitos, migmatitos, anfibolitos e pegmatitos.
As rochas de Unicorn Point estão entre elas. São gnaisses com quartzo e feldspato, que se distinguem por suas bandas resultantes de processos metamórficos. São desgastadas pela erosão e mostram formas como a da imagem acima, às vezes arredondadas e outras vezes ásperas e afiadas..
As formações geológicas da Ilha Antelope são preservadas através do Parque Estadual de Utah criado em 1981.
Os povos Fremont foram os primeiros a viverem neste ilha, que mais tarde recebeu indígenas da tribo Ute. Eles chamavam a ilha de "Parebina" (que significa "criadouro de antílopes"). A partir de 1843, com a chegada dos primeiros exploradores, o nome atual foi adotado.
Uma das muitas lendas da região conta que os primeiros exploradores pensaram que o Lago Great Salt, com seu elevado teor de sal (12% em média, entre os 5% dos oceanos e os 35% do Mar Morto), era uma extensão do Oceano Pacífico ou que havia um rio ligando o lago ao oceano.
Atualmente na Ilha Antelope, há abundante vida selvagem, incluindo bisões, antílopes, veados, linces, coiotes e alces. Os pântanos do Lago Great Salt abrigam grande número de aves migratórias. Peixes vivem nos pântanos e em enseadas de água doce, mas nenhum sobrevive nas águas salgadas do lago.
(Crédito da imagem: Antelope Island State Park - fonte1 - fonte2 - fonte3)

Assuntos do dia
projeto, petróleo, produção, mercado, gestão pública, infraestrutura, água, energia alternativa, meio ambiente, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, tecnologia, ciência espacial, conhecimento, eventos e outros.

11 de agosto de 2022

Notícias em 11/08/2022

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Complexo Santa Quitéria
O complexo granitoide Santa Quitéria representa um arco magmático continental localizado no noroeste da Província de Borborema, no CE. Este arco neoproterozoico possui forma sinuosa, com eixo maior na direção NNE-SSW e comprimento de cerca de 220 km. Ele se instalou, por subducção, na placa cavalgante representada pelo Domínio Ceará Central. O arco magmático está inserido em um contexto de convergência e colisão resultantes de sucessivos episódios tectometamórficos, com formação de granitos de subducção e colisão, embricamento tectônico e metamorfismo reverso, transcorrências, anetexia, magmatismo granítico pós-tectônico e depósitos vulcano-sedimentares molássicos. É produto de evolução de vários arcos magmáticos, desde um arco juvenil (há 870-800 milhões de anos) até a colisão continental (há 625-600 milhões de anos). O arco magmático Santa Quitéria é composto por uma série de corpos com composição de sienogranitos a quartzos monzodioritos, com diferentes intensidades de migmatização (diatexitos e metatexitos) e deformações. A presença de magmatismo com afinidade mantélica e diatexitos sugerem que a manifestação magmática evoluiu em ambiente colisional, associada ao processo de rompimento da placa tectônica durante a amalgamação da porção oeste do supercontinente Gondwana. Na imagem acima, observa-se um biotita gnaisse migmatizado com granada e bandas dobradas encontrado na borda leste do arco magmático Santa Quitéria, no município de Apuiarés, CE. Aliás, o nome desta cidade tem origem nos indígenas Tapuaias, que habitavam a região, e significa "raiz com gosto de fruta" ("apu" = "raiz, origem" e "are" = "gosto de fruta"). Uma origem bem diferente tem o substantivo "gnaisse". Ele vem do inglês "gneiss", que deriva do alemão "gneis", que já era usado por Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832). A palavra alemã deriva do termo de mineração "Geneuß", possivelmente vindo do tcheco "hniso" e do russo "gnisdo", significando "ninho", fazendo referência aos agregados minerais em forma de ninho na rocha.
(Crédito da imagem: Alexis Lourenço e Ticiano Santos - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4 - fonte5)

Assuntos do dia
mineração, petróleo, mercado, fiscalização, infraestrutura, energia alternativa, meio ambiente, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, tecnologia, ciência espacial, asteroides, conhecimento, eventos e outros.

25 de julho de 2022

Notícias em 25/07/2022

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Dobras caledonianas
Estas dobras são encontradas em Saltstraumen, um pequeno canal natural nas proximidades de Bodø, no norte da Noruega. Elas pertencem ao Grupo Bodø e são constituídas predominantemente por biotita xistos quartzo-feldspáticos que gradam, ao aumentar a quantidade de calcita, para mármores impuros. Elas são cortadas por veios tardios de quartzo e pegmatito. O Grupo Bodø sofreu vários períodos de deformações que produziram complexos dobramentos durante a Orogenia Caledoniana. Há 490-390 milhões de anos, esta orogenia foi produto da colisão das placas tectônicas Laurentica, Avalonia e Báltica, ou somente Laurentica e Báltica no caso da Escandinávia. Houve uma colisão acrecionária como a que acontece na costa do Chile atualmente. Assim, a subducção da placa Laurentia, após o fechamento do Oceano Iapetus, produziu uma área com rochas metamórficas conhecida como Cinturão de Dobras Caledoniano. A cunha acrecionária, entre Laurentia e Báltica, consistiu principalmente de areia e lama. Na subducção, formaram-se também outros sedimentos, como calcários a partir de bancos de calcita ao largo da costa. Alguns destes sedimentos sofreram metamorfismo de fácies xisto azul, sob baixas temperaturas e altas pressões. Outros foram afetados por metamorfismo de fácies xisto verde, com temperaturas mais elevadas e pressões relativamente mais baixas. Quando a colisão chegou ao final e a subducção cessou, ocorreu metamorfismo de fácies anfibolito. A cunha acrecionária foi comprimida e contorcida e as rochas derreteram através de anatexia, processo metamórfico que acontece com elevadas temperaturas em grandes profundidades. Algumas delas, altamente metamorfisadas, foram espremidas de volta à superfície, sofrendo metamorfismo regressivo. Na imagem acima, a estratificação proeminente foi causada por erosão diferencial, quando provavelmente houve dissolução das camadas ricas em mármore. Como a vida imita a arte (desta vez, a arte geológica), nas proximidades de Bodø, uma corrente é produzida pela maré que é considerada a muito forte do mundo causa redemoinhos na água do canal de Saltstraumen. Formam-se turbilhões muito semelhantes às dobras caledonianas.
(Crédito da imagem: Battleboy - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4)

Assuntos do dia
mineração, barragem, petróleo, mercado, infraestrutura, energia alternativa, meio ambiente, geologia, mineralogia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, ciência espacial, eventos e outros.

21 de julho de 2022

Notícias em 21/07/2022

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Am Buachaille
Esta pilha marinha está localizada em Highland, na Escócia, na costa noroeste de Sutherland, na ponta do promontório Rubh' a Bhuachaille, a oeste da baía de Sandwood. As rochas da região fazem parte principalmente do conjunto de rochas identificadas pela denominação de O Torridoniano, termo cunhado em 1892. Este conjunto é constituído por arenitos e conglomerados bem estratificados. Sua origem nos remete ao final do Pré-Cambriano, entre 1 bilhão e 750 milhões de anos, no noroeste do que é hoje Highland. Naqueles tempos, o Gnaisse Lewisiano teve provavelmente seu último ciclo erosivo. Acumularam-se, então, sedimentos na bacia foreland Caledoniana que, posteriormente, transformaram-se em O Torridoniano. Em Highland, estas rochas sedimentares são comumente avermelhadas ou marrom-avermelhadas, originadas de depósitos em ambientes fluviais ou, mais raramente, lacustres rasos, com acúmulos locais de seixos-brechas. Sua grande espessura e os indicadores paleoambientais sugerem que aqueles sedimentos se acumularam em bacias submersas, provavelmente definidas por falhamentos na forma de riftes. Falhamentos estes considerados de estágio inicial do evento que mais tarde produziu o Oceano Iapetus, separando as placas tectônicas Laurentia e Báltica. Em O Torridoniano é encontrada uma discordância onde rochas de idade de cerca de 960 milhões de anos (identificadas como Torridoniano Inferior ou Grupo Stoer) estão em contato com outras de idade de cerca de 770 milhões de anos (do Torridoniano Superior ou Grupo Torridon). As paleolatitudes destas rochas diferem em aproximadamente 45º. Como o Grupo Stoer foi amplamente erodido, frequentemente o Grupo Torridon tem contato direto com gnaisses do embasamento, conforme acontece na costa noroeste de Sutherland. Nesta região, O Torridoniano forma falésias com até 90 m de altura e também pilhas marinhas como Am Buachaille ("O Pastor" em gaélico escocês), que tem 65 m de altura. Ela foi escalada pela primeira em 1968 vez pelo montanhista, médico e escritor escocês Tom Patey (1932-1970) e pelo montanhista britânico Ian Clough (1937–1970).
(Crédito da imagem: Manico - fonte1 - fonte2 - fonte3)

Assuntos do dia
mineração, petróleo, produção, mercado, fiscalização, infraestrutura, política, energia alternativa, meio ambiente, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, tecnologia, ciência espacial, eventos e outros.

13 de julho de 2022

Notícias em 13/07/2022

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Loch Ard Gorge
Esta parte do litoral oeste de Victória, na Austrália, pertence ao Parque Nacional de Port Campbell. As falésias de cerca de 30 m de altura e as cavernas costeiras de Loch Ard estão sob constante ataque da erosão eólica e marinha. São constituídas pelo calcário Port Campbel, um calcário marinho macio e poroso do Mioceno. As cavernas marinhas também apresentam características cársticas, sendo provável que a erosão marinha tenha alcançado vazios cársticos pré-existentes e os tenha ampliado. As duas principais cavernas, Pearce e Carmichael, contêm numerosos espeleotemas de calcita e a câmara final da Caverna Pearce é particularmente bem decorada com estalactites curtas, algumas colunas e pisos de flowstone. Um córrego subterrâneo flui na parte de trás da Caverna Pearce e deságua na praia. O acesso à Caverna Carmichael  não é possível na maré alta.  Ela possui estalactites de calcita, prateleiras e estalagmites compostas por areia cimentada. A areia cimentada também ocorre sob os fluxos de calcita na Caverna Pearce e como prateleiras nas paredes. Durante o Mioceno, aproximadamente há 20 milhões de anos, esta costa marinha ficava cerca de 100 km mais para o interior da posição atual. Esqueletos de animais marinhos, principalmente moluscos e algas ricas em cálcio, foram sendo depositados no fundo do mar daquela época. Aproximadamente 5 milhões de anos atrás, no Plioceno, o mar baixou e expôs seus sedimentos em uma vasta planície que se estendeu de Victória à Tasmânia. Mais recentemente, as águas voltaram a subir, cobrindo parcialmente a planície, e as rochas que se formaram foram esculpidas, sendo modeladas as falésias que são vistas na costa atual. A água da chuva também tem colaborado para moldar a paisagem ao entrar nas rachaduras das rochas e contribuir com a ação do mar. O local recebeu o nome do navio Loch Ard que naufragou em 1878, ao encalhar na vizinha Ilha Muttonbird. Ele estava quase no final de uma viagem da Inglaterra a Melbourne com 54 passageiros e tripulantes. As duas das principais cavernas locais, citadas, levam os nomes dos únicos sobreviventes deste naufrágio, o aprendiz de navio Tom Pearce, com 15 anos, e uma irlandesa que emigrava com a família, Eva Carmichael, com 17 anos. Eles conseguiram se abrigar nas cavernas de Loch Ard, após Pearce conseguir socorrer Carmichael e até que pastores locais conseguissem realizar o resgate final.
(Crédito da imagem: Diliff - fonte1 - fonte2 - fonte3)

Assuntos do dia
projeto, mineração, mercado, gestão pública, infraestrutura, energia alternativa, meio ambiente, paleontologia, terremotos, vulcanismo, tecnologia, ciência espacial, eventos e outros.

6 de julho de 2022

Notícias em 06/07/2022

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Chapadão da Praia da Pipa
A Praia da Pipa está localizada no município de Tibau do Sul, na costa leste do RN. Do Eoceno até o final do Plioceno, na região, houve longo período de erosão e denudação, com acúmulo de algum sedimento na plataforma continental e no Platô de Pernambuco. Em seguida, ocorreu a deposição dos sedimentos que deram origem às rochas sedimentares siliciclásticas da Formação Barreiras, com idades do Mioceno ao Pleistoceno. Constituíram arenitos, por vezes conglomeráticos ou síltico-argilosos, argilitos e conglomerados. Os afloramentos destas rochas separam a região costeira da sublitorânea e alcançam as proximidades do mar sob a forma de falésias. No topo destas falésias, a Formação Barreiras pode apresentar uma feição geomorfológica denominada Tabuleiro Costeiro. É uma área exposta frequentemente à abrasões marinha, eólica e pluvial, além de interferência antrópica, apresentando superfície praticamente plana, com suave inclinação em direção ao oceano. Eventualmente, não possui cobertura vegetal devido a causas como desmatamentos, agentes eólicos e drenagem pluvial. Os Tabuleiros Costeiros são conhecidos localmente como chapadas ou chapadões, como aquele da imagem acima, na Praia da Pipa.
(Crédito da imagem: Gustavo Cordeiro - fonte1 - fonte2)

Assuntos do dia
projeto, mineiros, petróleo, mercado, infraestrutura, política, garimpo, energia alternativa, meio ambiente, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, asteroides, conhecimento, eventos e outros.

2 de julho de 2022

Notícias em 02/07/2022

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Pontão do cânion Boa Vista
Este platô separa as ravinas profundas do Cânion Boa Vista (em primeiro plano na imagem acima) das do Cânion Realengo (atrás do platô). Ao fundo à direita aparece uma parte do Cânion Amola Faca (ou Cânion da Encerra). Estes cânions constituem a divisa natural entre o RS, na parte superior com o município de São José dos Ausentes, e SC, na parte inferior com os municípios Morro Grande e Timbé do Sul. O Cânion Boa Vista, em destaque na imagem acima, tem aproximadamente 3 km de largura e mais de 500 m de profundidade. Nele estão localizadas duas das mais altas cachoeiras do Brasil, a Cachoeira da Boa Vista e a Cachoeira Diagonal. Esta região faz parte do Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul, com suas escarpas sinuosas numa sucessão de cânions que se estendem por aproximadamente 250 km, com desníveis que chegam até 1.300 metros. A região é considerada patrimônio geológico nacional, abrangendo parte dos parques nacionais Aparados da Serra e Serra Geral. Representando uma escarpa de borda de planalto, a Serra Geral tem sua formação provavelmente a partir do final do Cretáceo e ao longo de todo o Terciário, produzindo grandes desníveis na topografia. Seu soerguimento epirogênico ocorreu concomitante à erosão regressiva das suas escarpas ao longo do Cenozoico. Atualmente, nesta área dos cânions Boa Vista, Realengo e Amola Faca, afloram as rochas do fácies Caxias da Formação Serra Geral, produzidas por derrames de composição intermediária a ácida, constituindo riodacitos a riolitos. A região revela rico patrimônio cultural material e imaterial, legado dos povos que por aqui passaram ou ainda residem, enfatizando a cultura indígena e de lusitanos, vicentistas, açorianos, italianos, alemães e seus descendentes. Alia-se a tudo isto a biodiversidade do Bioma Mata Atlântica.
(Crédito da imagem: viagensecaminhos - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4)

Assuntos do dia
economia, barragem, petróleo, mercado, gestão pública, cooperação, infraestrutura, política, energia alternativa, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, tecnologia, ciência espacial, eventos e outros.

25 de junho de 2022

Notícias em 25/06/2022

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Wilpena Pound
Wilpena Pound é um anfiteatro natural, com uma área de aproximadamente 136 km², localizado no Parque Nacional Ikara-Flinders Ranges, no sul da Austrália. "Pound" é uma antiga palavra inglesa que designa um recinto onde o gado fica confinado geralmente por paredes de pedra, sendo adequado para o formato de Wilpena. Esta formação rochosa também é conhecida como "Ikara", nome dado pelo antigo povo Adnyamathanha e que significa "local de encontro". Fazendo parte da Cordilheira Flinders, Wilpena Pound teve seus sedimentos depositados há mais de 650 milhões de anos em um vale profundo conhecido como Geossinclinal de Adelaide. As dobras e falhas que formaram a cordilheira surgiram há cerca de 540 milhões de anos e, desde então, o intemperismo tem moldado as colinas ondulantes e as escarpas irregulares de Flinders, com seus arenitos e quartzitos. Em Wilpena Pound é encontrado o arenito vermelho Bonney recoberto pelo Quartizito Rawnsley, ambos do período Ediacarano. Os primeiros humanos ocuparam esta região há mais de 40.000 anos, apesar do ambiente hostil e árido. O povo Adnyamathanha, descendente daqueles pioneiros caçadores-coletores, praticava pintura em ocre e carvão e suas obras estão espalhadas por toda a cordilheira, sendo encontradas pinturas rupestres suas de 6.000 anos. Eles acreditavam que estas montanhas haviam sido criadas por duas serpentes gigantes, mas não se tem notícia que estes animais tenham sido encontrados por Matthew Flinders, o primeiro europeu a avistar as cordilheiras em 1802. Em sua homenagem elas passaram a se chamar Flinders, embora um nome mais significativo talvez fosse Cordilheiras Adnyamathanha.
(Crédito da imagem: adelaidenow - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4 - fonte5 - fonte6 )

Assuntos do dia
projeto, mineiros, petróleo, mercado, infraestrutura, política, energia alternativa, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, tecnologia, asteroides e outros.

23 de junho de 2022

Notícias em 23/06/2022

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Cascata da Usina
Esta cachoeira, localizada no município de Nova Prata, RS, é abastecida pelas águas do Rio da Prata. Sua queda d'água de 45 m encontra, ao final, um poço de cerca de 7 m de profundidade encravado em leito de basalto. O local é cercado por vegetação nativa entremeada com aquela rocha vulcânica. Nova Prata é conhecida como a "Capital Nacional do Basalto". A extração é intensa na região, abrangendo cerca de 17 municípios com mais de 400 pedreiras em operação, geralmente em escala familiar. Nova Prata nasceu a partir de pequena colônia de imigrantes italianos e cresceu com a produção das pedreiras, principalmente de "lajes" do basalto da Formação Serra Geral. As porções média e superior desta unidade apresentam feições de resfriamento com poucas disjunções colunares e com boa resistência mecânica, o que a torna adequada como material de construção. Na verdade, este "basalto" é um riolito, rocha vulcânica com baixo teor de ferro e magnésio e alto teor de sílica. Em torno de Nova Prata, é notável a ocorrência de fraturas sub-horizontais bem desenvolvidas com intervalos de 5 a 30 cm no riolito. Elas favorecem a extração, concentrando as pedreiras na região desde o início do século XX. Além das pedreiras, caracterizam Nova Prata, o Complexo Hidrotermal Caldas de Prata (cujas águas provém do Aquífero Guarani) e a Cascata da Usina, que tem seu nome devido a uma usina inaugurada em 1937. Ela foi construída para geração de energia elétrica que faltava na região e que, hoje, abastece o Complexo Hidrotermal.
(Crédito da imagem: Rafaela Ely - fonte1 - fonte2 - fonte3)

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projeto, mineração, petróleo, mercado, infraestrutura, energia alternativa, geologia, mineralogia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, tecnologia, asteroides, conhecimento, eventos, vagas e outros.

8 de junho de 2022

Notícias em 08/06/2022

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La Muntanya de Montserrat
A Montanha de Montserrat, cujo nome deriva de Mons Serratus ("Monte Serrátil", ou seja, em forma de serra), está localizada no município de El Bruc (em catalão) ou El Bruch (em castelhano), na Catalunha, Espanha. Aproximadamente há 50 milhões de anos, a Bacia do Ebro se encheu de sedimentos durante o Terciário, ao mesmo tempo que a orogenia alpina elevava os Pirenéus, ao norte, e a serra do Prelitoral, ao sul e ao sudeste. Esta bacia recebia sedimentos carreados por rios que desciam de um maciço catalão próximo e desaguavam em um golfo marinho. Montserrat era o centro de um leque aluvial onde eram depositados centenas de metros de materiais grosseiros. Estes, mais tarde se transformaram nos conglomerados atuais, com seixos de diferentes tamanhos e litologias, unidos por interpenetração dos fragmentos e por cimento calcário. Estes sedimentos grosseiros gradacionaram para sedimentos finos (argilas, margas e camadas de arenito) em direção ao centro da bacia. Mais tarde, a Montanha de Montserrat foi esculpida através de erosão diferencial entre rochas duras (conglomerados) e rochas mais macias (argilas e arenitos). Sua forma final, com agulhas e canais, resultou da ação da água que se infiltrou em uma rede de diaclases. O maciço de Montserrat é constituído por diferentes níveis de conglomerados que se intercalam com níveis de folhelhos arenosos e avermelhados de grande continuidade lateral em direção ao interior da bacia, para nordeste. No sentido contrário, os conglomerados se tornam maciços. Fósseis de várias espécies, como foraminíferos, moluscos e briozoários, podem ser vistos nestas rochas de origem marinha. Hoje, a vegetação que predomina em Montserrat é o azinhal, tipicamente mediterrânea. Também são encontrados carvalhais, bosques de teixos, pinhais e algumas espécies que vivem nas superfícies dos rochedos, como a ramonda myconi ou o amor-agarradinho. Em Montserrat crescem cerca de 1.250 espécies diferentes de plantas. A fauna também é muito variada e, da mesma forma, tipicamente mediterrânea. As espécies mais frequentes são pombo-torcaz, tordo, falcão, esquilo florestal, cabra selvagem, javali e salamandra. Nesta montanha, está localizado o Mosteiro de Montserrat (imagem acima), fundado em 1025 pelo Abade Oliba. O local foi escolhido porque contam que em uma gruta da montanha foi encontrada uma imagem da Virgem de Montserrat. Há evidências que no ano de 888 já havia na região uma capela. No século XII, foi construída uma igreja românica. Em 1500, Montserrat teve a presença de Inácio de Loyola como peregrino. A veneração da Virgem de Montserrat foi levada à América Hispânica pelo monge Bernat Boil, que acompanhou Cristóvão Colombo ao Novo Mundo. Em 11 de setembro de 1881, data nacional dos catalães, o papa Leão XIII proclamou a Virgem de Montserrat padroeira da Catalunha.
(Crédito da imagem: getyourguide - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4 - fonte5 - fonte6)

Assuntos do dia
mineração, petróleo, produção, mercado, infraestrutura, energia alternativa, meio ambiente, terremotos, vulcanismo, arqueologia, ciência espacial, asteroides, eventos e outros.

6 de junho de 2022

Notícias em 06/06/2022

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Arquipélago das Malvinas
Este arquipélago (também conhecido como Falklands) é constituído por ilhas do Atlântico Sul, com cerca de 8.000 km² e com soberania disputada entre o Reino Unido e a Argentina. Sua história é conhecida sob as visões destas duas nações e também da França e da Espanha. Para os britânicos, o arquipélago foi descoberto em 1592 pelo navegador britânico John Davis (1550-1605). Em 1594, outro britânico, Sir Richard Hawkins (1562-1622), batizou as ilhas com o nome de Hawkins's Maidenland. Os franceses contestaram dizendo que Hawkins teria avistado a Patagônia da região de Puerto Deseado e não Les Îles Malouines. Em 1690, mais um inglês, John Strong (1654-1693), batizou as ilhas com o nome de Falkland Sound. Em 1763, o francês Louis Antoine de Bougainville (1729-1811) tomou posse das ilhas em nome do Rei Luís V. Em 1765, o inglês John Byron (1723-1786) tomou posse das ilhas em nome do Rei Jorge III e construiu um assentamento permanente em Port Egmont. A Espanha recusou-se a tudo isto, lembrando o Tratado de Tordesilhas, e declarou sua soberania, pois antes de Bougainville e de Byron havia sido firmado um pacto em 1761 com a coroa francesa. Em 1767, o arquipélago ficou sob a dependência do Governo e Capitania Geral de Buenos Aires. Port Egmont foi rebatizado como Puerto Soledad, mas as discussões continuaram. Para não fugir ao padrão, sua localização também é contestada em relação aos tempos em que fazia parte do Gondwana, O mais aceito, porém, é que ficasse entre o extremo sul da África e a ilha de Madagascar. Com a fragmentação do Gondwana, a microplaca das Malvinas, girando cerca de 180º, chegou à posição atual. Felizmente não há dúvida alguma de que atualmente as Malvinas pertencem à Placa Sul-Americana, situando-se ao norte da falha de Magalhães. As rochas mais antigas do arquipélago são encontras no Cabo Belgrano, com cerca de 1,1 bilhão de anos. Ali, rochas metamórficas são cruzadas por diques de composição basáltica do Mesozóico. As rochas mais abundantes são do Paleozóico pertencentes ao Grupo Gran Malvina. São quartzitos, arenitos marinhos e xistos, tanto do ambiente marinho quanto do ambiente continental. No topo da coluna estratigráfica aparecem rochas sedimentares continentais. Os fósseis são numerosos nos dois ambientes representados. As costas são muito sinuosas e escarpadas, com numerosos braços de mar que penetram profundamente no arquipélago. Há também muitas colinas arredondadas pela forte erosão eólica. Da mesma forma, devido aos ventos fortes, a vegetação é densa e arbustiva, baixa e atrofiada. Não há árvores e crescem somente ervas e alguns arbustos. Economicamente, quanto a recursos geológicos continentais, os depósitos de turfa são considerados uma fonte significativa de hidrocarbonetos, embora de baixo valor calórico. Nas bacias do entorno foram encontrados petróleo e gás de valor econômico limitado. Desde 1833, o Reino Unido detinha a posse do território. Em 1982, a Argentina invadiu o arquipélago, buscando recuperá-lo, e o conflito chamado Guerra das Malvinas causou 907 mortes. Sem tomar partido e suportando os ventos fortes, uma colônia de Eudyptes chrysocome (conhecidos como pinguins-saltadores-da-rocha) pode ser vista (na imagem acima) na Ilha Trinidad (ou Saunders), que é a quarta maior do arquipélago.
(Crédito da imagem: Ben Tubby - fonte1 - fonte2)

Assuntos do dia
projeto, mineração, danos, petróleo, mercado, infraestrutura, energia alternativa, meio ambiente, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, tecnologia, ciência espacial e eventos.

20 de maio de 2022

Notícias em 20/05/2022

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Morro do Campestre
O Morro do Campestre está localizado no município de Urubici, em SC, a 8 km do centro da cidade, tendo vista para o vale do Rio Canoas. Apresenta feições geomorfológias erosivas esculpidas nos arenitos da Formação Botucatu, cujos sedimentos foram depositados na Bacia do Paraná. Esta é uma bacia intracratônica com aproximadamente 1.750 km de extensão e 900 km de largura. Abrange Paraguai, Uruguai, Argentina e Brasil, onde ocorre nos estados de RS, SC, PR, SP, MG, MT, MS e GO. Inicialmente, nesta bacia, houve predomínio da deposição de sedimentos, e no Cretáceo o vulcanismo gerou uma Grande Província Ígnea. A deposição dos sedimentos da Formação Botucatu começou na pré-ruptura dos continentes, na chamada Supersequência Gondwana III, sendo interrompida durante o inicio do evento de magmatismo da Formação Serra Geral. Os arenitos eólicos da Formação Botucatu ocorrem ao longo de toda a Bacia do Paraná, recobrindo uma área de cerca de 1.300.000 km², com formação de dunas e demais depósitos sedimentares de clima árido desde o início do Cretáceo. Muito tempo depois, conforme contavam antigos exploradores da região, um silvícola que acompanhava uma das expedições em determinado momento exclamou "urubici" em tupi-guarani. Se tivesse falado português, ele teria dito "olha ali um uru, Bici". "Uru" é uma ave galinácea do Brasil, típica da Mata Atlântica, e "Bici" era o nome de outro silvícola. Na verdade, esta história talvez seja uma brincadeira dos antigos exploradores, já que, dizem os estudiosos, "urubici" significa "mãe das águas frias" na língua kaigang, um grupo de tupi-guarani. O que certamente é verdade é que, ainda algum tempo depois, na abertura (que mede cerca de 5 metros de altura) das rochas do Monte Campestre, foi colocada uma cruz de madeira que não sobreviveu ao tempo. Por esta razão, este local também era conhecido pelo nome de Morro da Cruz.
(Crédito da imagem: viagensecaminhos - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4 - fonte5)

Assuntos do dia
mineração, petróleo, mercado, fiscalização, infraestrutura, energia alternativa, meio ambiente, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, arqueologia, ciência espacial, ensino, eventos e outros.

17 de maio de 2022

Notícias em 17/05/2022

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O Arenito de Robin Hood
Este arenito, conhecido pelo nome de New Red Sandstone, foi primeiramente encontrado na Escócia, mas mostra todas as sequências de seus leitos vermelhos permianos e triássicos na Inglaterra. Seu nome foi dado para diferenciá-lo do Old Red Sandstone, do devoniano, que é portanto mais antigo. O New Red Sandstone é constituído principalmente por arenitos, brechas e lamitos e engloba os grupos Sherwood Sandstone, Mercia Mudstone, Aylesbeare Mudstone e Exeter. Os arenitos deste último grupo, por exemplo, podem ser encontrados nas falésias da Praia de Oddicombe, banhada pelo Canal de Mancha, na cidade de Torquay, condado de Devon, Inglaterra. Mais tipicamente, o New Red Sandstone sustenta a Floresta de Sherwood, especialmente pelos arenitos vermelhos, amarelos e marrons, parcialmente conglomeráticos da Formação Chester, do Grupo Sherwood Sandstone. O nome deste grupo e da floresta derivam de sua identificação como "forest of shire" ("floresta do condado") de Nottingham. É nesta floresta que está localizada a chamada "Caverna de Robin Hood", que atualmente é um afloramento parcialmente alagado (imagem acima). É um local que fica na curva do Rio Maun, nas proximidades de Ollerton, a alguns metros da King's Highway. Esta estrada, entre os condados de Nottingham e de York, formava o limite leste da Floresta de Sherwood no século XIX. As lendas locais dizem que Robin e seu bando se escondiam neste ótimo local para emboscadas. As cavernas da região provavelmente foram usadas desde o recuo das geleiras no final da Idade do Gelo. As rochas do Grupo Sherwood Sandstone são porosas e, portanto, os solos sobrejacentes são mais secos e menos férteis do que os solos circundantes originados de calcários e lamitos. Esta falta de fertilidade resultou em cultivo menos arável desta região, conforme registra o livro Domesday de 1086, um tipo de relatório que corresponde aos recenseamentos atuais. Sem interferência antrópica, a floresta prosperou. Ela passou a ser considerada "Floresta Real", principalmente destinada à caça, em algum momento do Período Normando, porque os caçadores procuram os cervos e os cervos procuram as florestas. O Rio Idle, um afluente do Rio Trento, nasce nesta região a partir da confluência de vários riachos menores. Na Segunda Guerra Mundial, esta floresta foi usada para depósitos de munição, campos de prisioneiros de guerra e áreas de treinamento. Hoje, a Reserva Natural Nacional da Floresta de Sherwood abrange 424,75 hectares e é remanescente da floresta de caça real mais antiga, que era bem maior. Seus habitantes mais nobres são os carvalhos antigos, sendo o mais famoso deles o Major Oak. É uma árvore com 800 a 1.000 anos que Robin Hood também costumava usar como esconderijo para que o xerife de Nottinghamshire não o encontrasse.
(Crédito da imagem: Albie - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4)

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projeto, mineração, petróleo, mercado, gestão pública, infraestrutura, política, energia alternativa, meio ambiente, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, tecnologia, ciência espacial, eventos, vagas e outros.

13 de maio de 2022

Notícias em 13/05/2022

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Parque Nacional da Serra da Bocaina
O PNSB, criado em 1971, possui uma área de 104 mil hectares, abrangendo os municípios de Paraty e Angra dos Reis, no RJ, e São José do Barreiro, Ubatuba, Cunha, Silveiras, Bananal, Arapeí e Areias, em SP. O PNSB inclui o Vale do Paraíba e a Serra da Bocaina, que faz parte da Serra do Mar e é um dos principais redutos da Mata Atlântica. A maior parte do parque apresenta topografia movimentada, com declividades acima de 20% que aumenta ainda mais nas escarpas da Serra do Mar, nos cursos superiores dos rios Mambucaba e Paraitinga. Com altitudes entre 1.100 e 2.000 metros, fazendo parte do Planalto Atlântico, o Planalto da Bocaina se eleva em até 900 metros acima dos planaltos do Médio Vale do Paraíba, a norte, e Paraitinga, a oeste. Ao sul, os limites são dados pela Província Costeira. No PNSB, destacam-se a Pedra da Macela (de onde a imagem acima foi captada) e o Saco do Mamanguá, localizado no município de Paraty, RJ, considerado o único fiorde brasileiro. A Suíte Vulcânica Serra da Bocaina, que ocorre na região, está representada litologicamente por diversos tipos de rochas vulcânicas ácidas, como dacitos, riodacitos, riolitos e, secundariamente, por rochas vulcano-clásticas, como tufos, lapili-tufos, brechas vulcânicas e suas gradações. São observadas bombas vulcânicas imersas em matriz afanítica, estruturas de fluxo e acamadamento ígneo. O metamorfismo presente é de caráter dinâmico, ocasionado por cisalhamento rúptil responsável por pequenas deformações e forte diaclasamento. O PNSB possui três tipos de vegetação: a Floresta Ombrófila Densa, dominante na região, a Floresta Ombrófila Mista Alto Montana e os Campos de Altitude. A fauna é bastante rica e diversificada devido às altitudes e à grande variedade de habitats. Encontram-se, entre outros animais, ouriço-cacheiro, sagui-da-serra-escuro, bugio e macaco-prego, endêmicos da Mata Atlântica, e os ameaçados de extinção, como onça-pintada, suçuarana, o muriqui e o sagui-da-serra-escuro. Nos tempos coloniais, o ouro, vindo das serras de MG, passava pelo Vale do Paraíba, atravessava a Serra da Bocaina pela trilha da atual Rodovia dos Tropeiros, em direção a Paraty, e desaparecia rumo à Europa.
(Crédito da imagem: Leila Pena - fonte1 - fonte2 - fonte3)

Assuntos do dia
projeto, mineração, petróleo, mercado, gestão pública, infraestrutura, política, energia alternativa, meio ambiente, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, ciência espacial, asteroides, eventos e outros.

22 de abril de 2022

Notícias em 22/04/2022

Assuntos do dia:
danos, petróleo, mercado, cooperação, infraestrutura, energia alternativa, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, eventos e outros.

Arquipélago de Abrolhos
Abrolhos está inserido na plataforma continental brasileira, a aproximadamente 60 km a leste da cidade de Caravelas, na BA. Ocupa a porção norte do banco de Abrolhos, no Oceano Atlântico. É uma Área de Proteção Ambiental que faz parte do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. Os navegadores portugueses no século XVII adotaram este nome, já que na época era muito comum usarem a expressão "abra os olhos" devido ao risco dos corais para as embarcações. Suas cinco ilhas, Siriba, Redonda, Santa Bárbara (a maior), Guarita e Sueste, estão distribuídas em uma área de 912 km². Estas ilhas são formadas por rochas vulcânicas e sedimentares pertencentes à Bacia sedimentar de Mucuri, pertencente ao Complexo Vulcânico de Abrolhos. Este complexo é constituído por uma província magmática basáltica, intraplaca, de caráter toleítico a alcalino, implantada sobre crosta continental estirada durante a fase de rifte. O magmatismo ocorreu entre 60-40 milhões de anos, estando correlacionado ao intervalo do Paleoceno ao Mesoeoceno. As rochas sedimentares aflorantes no arquipélago incluem arenitos grosseiros e conglomerados em canais, arenitos com estratificação concordante, siltitos e folhelhos. O complexo recifal de Abrolhos abrange a mais extensa área de recifes de coral do Brasil e do todo o oceano Atlântico Sul, abrangendo 6.000 km². Constitui um pouco menos de um por cento dos ecossistemas recifais do planeta Terra. São os maiores e os mais ricos recifes de corais do Brasil, tendo como principais espécies os corais negros, os hidro corais (corais-de-fogo), os corais pétreos e os octocorais. Sua fauna, na parte terrestre, é composta, principalmente, por aves, destacando-se atobá-branco, atobá-mascarado, atobá-marrom, fragata, benedito e grazina. Suas ilhas são o principal berçário para a baleia Jubarte no Atlântico Sul.
(Crédito da imagem: Equipe Tête-à-Tête - fonte1 - fonte2 - fonte3)

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