"O presente é a chave para o passado"
James Hutton

Mostrando postagens com marcador noticias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador noticias. Mostrar todas as postagens

11 de outubro de 2022

Notícias em 11/10/2022

Imagem em destaque

Fiorde Saglek
Este fiorde está localizado na costa leste da Península de Labrador, no Canadá, na Reserva do Parque Nacional das Montanhas Torngat, na Província de Nain. A imagem acima mostra uma região próxima à foz do fiorde. Saglek tem 45 m de comprimento, 3,2 m de largura e fica 230 km ao norte da cidade de Nain.
Poucas regiões da Terra podem reivindicar rochas tão antigas quanto às das Montanhas Torngat. O gnaisse Nanok na Baía de Saglek foi datado em 3,9 bilhões de anos.
A Província de Nain consiste em gnaisses arqueanos que se estendem por 500 km ao longo da costa leste de Labrador, de Makkovik ao Fiorde Nachvak, passando pelo Fiorde Saglek. Constitui a margem ocidental do Cráton do Atlântico Norte. Ao norte e oeste, esta província foi retrabalhada a cerca 1,8 bilhões de anos pela Orogenia Torngat, que a subdividiu nos blocos Hopedale, ao sul da cidade de Nain, e Saglek, ao norte daquela cidade.
O Bloco Saglek é subdividido na Baía de Saglek em dois segmentos pela Falha Handy de tendência N-S, que separa rochas de diferentes níveis crustais. Em sua parte ocidental ocorrem rochas de fácies granulíticas, enquanto a parte leste revela uma transição de fácies anfibolito no norte para fácies granulito no sul. O Bloco Saglek contém um complexo gnáissico arqueano fortemente deformado, constituído predominantemente por gnaisses quartzo-feldspáticos, que se justapõem tectonicamente e se intercalam com rochas supracrustais.
As Montanhas Torngat têm sido o lar dos indígenas Inuit e seus antecessores por milhares de anos. Há centenas de sítios arqueológicos no parque, alguns com quase 7.000 anos. Muitas espécies boreais, como ursos negros e raposas vermelhas, também habitam aquele Parque Nacional.
(Crédito da imagem: Paul Gierszewski - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4)

Assuntos do dia
barragem, petróleo, produção, mercado, energia alternativa, meio ambiente, geologia, paleontologia, terremotos, vulcanismo, tecnologia, ciência espacial, conhecimento e outros.

10 de julho de 2022

Notícias em 10/07/2022

Imagem em destaque

Praia do Espelho
No nordeste brasileiro, as falésias do Grupo Barreiras são encontradas em vários trechos do litoral. Um exemplo é a Praia do Espelho (imagem acima), que fica nas proximidades de Trancoso, no sul da BA. As rochas deste grupo se estendem desde o AP até o RJ com grande regularidade geomorfológica. Elas testemunharam grandes movimentos eustáticos do Mioceno, provavelmente entre 22 milhões e 17 milhões de anos, quando as diferenciadas deposições de seus sedimentos começaram a acontecer. Estas deposições se estenderam ao Pleistoceno, segundo alguns autores e, entre as principais hipóteses para que ocorressem, encontram-se as seguintes: (i) ação do intemperismo químico no embasamento, em clima úmido, e desagregação mecânica e transporte fluvial, em clima semi-árido; (ii) eustasia e deposições a partir de complexos sistemas e cones aluviais, canais fluviais e planícies de marés; e (iii) soerguimento continental progressivo, com abatimento de áreas litorâneas contíguas. A literatura atribui ao Grupo Barreiras ambientes de deposição que vão desde sistema fluvial entrelaçado, associado a leques aluviais, fluvial meandrante a estuarino, até ambiente com influência marinha na porção mais distal. São observadas no sul da BA diversas litofácies, onde são encontrados principalmente arenitos e argilitos. Os arenitos podem ter níveis conglomeráticos, podem ser maciços ou laminados e ainda ter estratificações planoparalelas ou cruzadas. As cores destas rochas variam entre creme, avermelhadas, esbranquiçadas e cinza-claro. Provavelmente, a coloração esbranquiçada se deva à matriz caulínica. A presença de fósseis marinhos e restos de vegetação costeira indicam que o ambiente de deposição do Grupo foi também marinho, assim como marinha foi a inspiração para o nome do Grupo Barreiras. Ele tem origem na visão dos navegadores portugueses quando avistaram uma parte da costa brasileira e a acharam semelhante a barreiras naturais. O escrivão português Pero Vaz de Caminha (1450-1500) escreveu: "Tem, ao longo do mar, nalgumas partes, grandes barreiras, delas vermelhas, delas brancas; e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos". As barreiras brancas podem ser vistas, por exemplo, na Praia do Espelho.
(rédito a imagem: Cristiano Lourenço - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4)

Assuntos do dia
petróleo, garimpo, energia alternativa, geologia, terremotos e vulcanismo.

5 de junho de 2022

Notícias em 05/06/2022

Imagem em destaque
Parque Nacional de Mesa Verde
O Parque Nacional de Mesa Verde é um Patrimônio Mundial da Unesco localizado no condado de Montezuma, no Colorado, EUA. A história arqueológica deste local começou por volta do ano 550, quando o povo conhecido como Ancestral Pueblo, vindo de Four Corners (local onde se encontram os estados do Colorado, do Novo México, do Arizona e de Utah, nos EUA), escolheu Mesa Verde para morar. Por mais de 700 anos viveram ali construindo comunidades abrigadas nas paredes da rocha até que, no ano 1300, decidiram buscar novos ares mais tranquilos e férteis. Para preservar a memória desta cultura, o Parque foi criado em 1906. Porém, muito antes teve início a história geológica do local. Para construir o cenário atual, as formações geológicas da região tiveram seus sedimentos depositados quando o Western Interior Seaway banhava a região central da América do Norte. Foi um mar que avançou e recuou muitas vezes devido às mudanças climáticas no Cretáceo. Cerca de 100 milhões de anos atrás, foram depositados os sedimentos que se transformaram no arenito Dakota em uma área rasa perto da costa. Posteriormente, os sedimentos avançaram para oeste em águas profundas. Formaram-se, então, depósitos de folhelho, conhecidos como Mancos Shale, onde são encontrados fósseis como ostras, amêijoas, pequenos caracóis, dentes de tubarão e amonites. Este folhelho forma as colinas baixas encontradas no Vale do Montezuma. Acima de Mancos Shale, encontra-se o Grupo "Mesa Verde", denominação dada por exploradores espanhóis em 1875. Geomorfologicamente, o mais adequado seria "cuesta" e não "mesa", mas de qualquer forma esta foi a origem do nome da região. Este grupo inclui as formações Point Lookout (mais antiga) e Menefee e o Arenito Cliff House (mais jovem). Point Lookout é constituído por um arenito de cor bege a amarelo, com algumas lentes de folhelho intercaladas. É da época em que o mar estava recuando. Mais tarde, uma planície costeira se formou, há pouco mais de 80 milhões de anos, dando vez a folhelhos marrons escuros ou pretos de grão fino, com algum arenito e carvão, que hoje constituem a Formação Menefee. Então, o mar avançou novamente e foram depositados os sedimentos que originaram o Arenito Cliff House, onde muito tempo depois o povo Ancestral Pueblo construiu suas moradias. É um arenito espesso de cor laranja amarelado, com marcas de ondulação e com crustáceos, amonites, amêijoas e estrelas do mar. Acima do Arenito Cliff House, no Western Interior Seaway, cerca de 450 metros adicionais de sedimentos ainda foram depositados. No entanto, os folhelhos e arenitos assim formados não resistiram a milhões de anos de erosão. Após um intervalo de 25 milhões de anos de avanços e recuos, o Western Interior Seaway secou, ocorreram diversos episódios de vulcanismo e deu-se o início da Orogenia Laramida. Seguiram-se, então, vários períodos de soerguimento e erosão que definiram os contornos finais da topografia atual de Mesa Verde. Assim, as "alcovas" formadas no Arenito Cliff House por erosão diferencial viabilizaram abrigos perfeitos para o povo Ancestral Pueblo por um bom tempo.
(Crédito da imagem: Clément Bardot - fonte1 - fonte2 - fonte3)

Assuntos do dia
mercado, terremotos, vulcanismo, arqueologia, ciência espacial, asteroides, eventos e outros.

Traduzir

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *