"O presente é a chave para o passado"
James Hutton

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24 de março de 2018

O ciclo da mineração no Brasil colonial

Por Marco Gonzalez(Atualização em 10/08/2026)

Açúcar, diamante e ouro.
(Crédito: notasgeo).

O ciclo de mineração no Brasil do século XVIII trouxe transformações profundas a esta colônia portuguesa, com certeza. Aos poucos foram surgindo locais de prospecção afastados do litoral, desenhando um grande polígono de mineração que tinha Minas Gerais na parte central e, em seus limites, Mato Grosso, Goiás e Bahia [mediations_brazil, 2006].

7 de janeiro de 2018

A mineração e a Primeira Revolução Industrial

Por Marco Gonzalez(Atualização em 21/09/2026)

Óleo sobre tela "Iron and Coal" de 1855-60 de William Bell Scott.
(Crédito: Alcinoe).

O processo de produção, sem divisão de trabalho, era totalmente controlado pelos artesões em manufaturas (oficinas artesanais) quando em meados do século XVIII, na Inglaterra, aconteceu a Primeira Revolução Industrial, a "Era do carvão e do ferro". A produção manual passou a ser mecanizada com máquinas movidas a vapor que usavam carvão como combustível, substituindo fontes tradicionais de energia mecânica, como a roda de água, a roda de vento e a tração animal. Os vapores do progresso transformaram o artesão em funcionário assalariado.

Porém, com o advento da eletricidade e da transformação do ferro em aço, a linha de montagem, no final do século XIX, colocou em ação a Segunda Revolução Industrial, a "Era do aço e da eletricidade". O carvão foi sendo substituído pelo petróleo como combustível e a indústria incorporou inovações da siderurgia e da química. O dínamo foi aperfeiçoado e foram inventados o motor de combustão interna, o telégrafo e, para acompanhar tudo de perto, os sindicatos [NotasGeo_2RI, 2018]. 

E isso tudo ainda não era nada, pois com as inovações da eletrônica, da tecnologia da informação e das telecomunicações, na segunda metade do século XX, aconteceu a Terceira Revolução Industrial. Podemos chamá-la de Revolução Tecnológica ou "Era digital", resultado da junção do conhecimento científico com a produção industrial, que propiciou a tão desejada tecnologia de ponta (high-tech). Passamos ao domínio da televisão, das novelas, da Internet e das redes sociais digitais [NotasGeo_3RI, 2018].

Então, com a fusão de diversas tecnologias e a interação de três domínios, o físico, o digital e o biológico, desde a virada do século estamos presenciando os ajustes da Quarta Revolução Industrial, também conhecida como "Indústria 4.0". Sua característica principal é a hiper-conexão, decorrente do surgimento da Internet das coisas. Estão por aí as nanotecnologias, as neurotecnologias, a robótica, a inteligência artificial, a biotecnologia, sistemas de armazenamento de energia, os drones, as impressoras 3D e, talvez, Hal 9000, o computador de "2001 - uma odisseia no espaço", que já está atrasado para ser desligado [NotasGeo_4RI, 2018].

Enquanto procuramos entender se estamos na Quinta Revolução Industrial ou na Primeira Revolução Tecnológica, se o futuro estará condicionado a algoritmos e regulamentações, além da disponibilidade dos minerais críticos [Rivera e Zamanillo, 2025], vamos iniciar pelo início: pela Primeira Revolução Industrial.

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