27 de novembro de 2017

Será?! Uma nova teoria explica a extinção dos dinossauros

Por Zelaznog Ocram


Engarrafamento em "The Entry of the Animals into Noah's Ark" (quadro de 1570 de Jacopo Bassano)

Os dinossauros viveram no nosso planeta na Era Mesozoica e dominaram a Terra por 160 milhões de anos. No final do Cretáceo, há cerca de 65 milhões de anos, essas esquisitas criaturas desapareceram deixando-nos apenas com seus fósseis. 


Se consultássemos nossos corações, constataríamos que a teoria mais consistente e lógica sobre a extinção dos dinossauros é a que afirma que o Grande Dilúvio acabou com eles. 

Teoria do Atraso no Embarque. Esta teoria explica que os dinossauros teriam perdido a hora do embarque na arca de Noé, provavelmente pelo enorme congestionamento que se formou na época. Assim, teriam morrido afogados.

Como há quem não acredite nesses fundamentos e, com o objetivo de cobrir todas as possibilidades, vamos momentaneamente afastar de nós a influência cardíaca, assim como o dilúvio, e apreciar aspectos alternativos. 


Há muitas teorias a respeito da extinção dos dinossauros e, inclusive, uma nova que talvez ponha fim à discussão.


Teorias genéticas ou evolutivas

Teoria da Incompetência e estupidezNão é necessário fazer muito esforço cerebral para perceber uma tendência que a maioria dos dinossauros ostentavam negativamente, o tamanho diminuto do cérebro, principalmente em relação ao restante do corpo. Provavelmente quanto menor o cérebro (embora esta seja uma tese contestada), menor a inteligência. Embora os burros existam até hoje, devemos convir que pouca inteligência atrapalha para alguém se manter esperto e, em decorrência, vivo.


Diversidade de formas evolutivas (por Durbed)

Teoria do Tédio Evolutivo. Observem a diversidade de formas evolutivas que os dinossauros apresentavam. Esta teoria se baseia no fato de que os dinossauros teriam alcançado grau máximo de evolução (para todos os lados) e, como não teriam mais o que inventar em termos de desenvolvimento evolutivo, entraram em tédio profundo, extinguindo-se melancolicamente.

Teoria da Decadência Gradual. Se não concordar com o argumento anterior, siga o caminho inverso. O desenvolvimento evolutivo dos dinossauros não teria alcançado a suficiente eficácia para preservá-los. Eles não teriam sido capazes de acompanhar as mudanças do planeta com adaptações que lhes trouxessem vantagens e (chegamos ao mesmo final por este outro caminho) extinguiram-se gradualmente, muitas das vezes dolorosamente.


Teoria dos Machos. Como o nome pode sugerir, esta não seria uma teoria desenvolvida por cientistas do sexo masculino. Esta teoria sugere que teria havido escassez de fêmeas de dinossauros e, como se sabe, macho com macho não procria. Logo...

Se essas teorias parecerem escassas em consistência, vamos a outras.

Teorias das moléstias


Teoria da Catarata. Devido aos elevados índices de raios ultravioletas da época, os dinossauros teriam desenvolvido doença ocular com cegueira fatal. Esta teoria explica que os dinossauros passaram a ter dificuldades para encontrar comida ou reconhecer seus pares para acasalar ou mesmo buscar o caminho de volta para casa. Parece que chifres estranhos e cristas ridículas teriam nascido para proteção dos olhos, mas (pelo visto ou não visto) foram ineficientes. Veremos que estes aparatos nos levarão à nova teoria que será discutida mais adiante.


Teoria do Câncer. Supondo que, no entanto, eles tivessem conseguido proteger os olhos, não teriam tido a mesma sorte com o restante do corpo. Desta forma, os mesmos raios ultravioletas (
explosões maciças de neutrinos lançadas por estrelas moribundas também servem) fariam esta doença, na pele, vencê-los. Os dinossauros teriam morrido por falta de protetores de pele.

Teoria do Ataque de Insetos. Suponha que a abundância de árvores dessem suficiente proteção à pele dos dinossauros. Então talvez a exuberante vegetação tenha feito
pulular insetos transmissores de leishmaniose, malária, parasitas intestinais, arbovírus e outros agentes patogênicos causadores de epidemias repetidas. Supostos carrapatos, ácaros, piolhos e moscas mordazes teriam irritado e enfraquecido os pobres dinossauros. Nematódeos, trematódeos e até mesmo protozoários poderiam ter causado disenteria e outros distúrbios abdominais e lá estariam os dinossauros acometidos por moléstias que os teriam levado a uma extinção nada glamorosa.


Como a imagem não é agradável, vamos supor que seria necessário extremado nível de moléstias para uma extinção total. Então, além dos transmissores de doenças, passemos a considerar outros tipos de vizinhos.

Teoria dos vizinhos


Teoria da Praga das lagartas. Vizinhos, para alguns, podem lembrar praga, o que nos leva às lagartas que teriam dizimado a vegetação. Não havendo mais alimentos para os herbívoros, estes deram adeus à vida. Como consequência, os predadores carnívoros também ficaram sem seus alimentos preferidos, os herbívoros, já que os outros carnívoros tinham a desagradável mania de morder. E todos tiveram o mesmo fim.



Ninho de Maiasaura no Museu de História Natural de Londres (por Drow)

Teoria dos OvosEsta teoria vai direto ao ponto, ou aos ovos, e na verdade ela pode ser subdividida em duas. Uma, que enfatiza o excessivo tempo de incubação dos ovos de dinossauras que, assim, ficariam em período mais longo sob riscos diversos. Outra versão traz à cena perversos mamíferos vizinhos que teriam adotado o desagradável e nada altruístico hábito de se alimentar de ovos de dinossauras, eliminando os bebês pela raiz, isto é, pelos ovos.

Teoria dos Extraterrestres. Bem, seres de outro planeta não seriam propriamente vizinhos, mas vamos considerá-los temporariamente vizinhos. Eles teriam passado pela Terra e, por diversão ou qualquer outro motivo maligno egoísta, extinguiram os dinossauros. Alguns cientistas argumentam que o motivo teria sido nobre: abrir caminho para a humanidade (favorecer a humanidade sempre parece nobre). Aí surge uma dúvida intrigante: seríamos nós os extraterrestres extinguidores.

Se achar que vizinhos não são tão prejudiciais assim, mesmo os não tão próximos, vamos alargar nosso escopo e analisar o meio ambiente como um todo.

Teorias ambientais


Teoria VulcânicaSe preferir violência, vamos à violência. Aprofundemos literalmente nosso raciocínio e vamos aos  movimentos das placas tectônicas. Elas teriam causado atividade estrema de vulcões, tornando quente, sufocante e extremamente difícil a vida na Terra. O caos seria maior principalmente para os animais de grande porte que teriam mais dificuldades de encontrar espaço para fugir e ar em quantidade para respirar.


Teoria do Resfriamento Global. Vamos diminuir o grau de violência e adotar uma argumentação gelada, principalmente agradando aqueles que 
acham o verão suportável e o inverno detestável. Nesta teoria, uma série de mudanças ambientais, começando com uma queda nas temperaturas do mar, trouxeram invernos mais rigorosos que teriam resfriado os dinossauros, que seriam mais suscetíveis por terem sangue frio. Esta seria a extinção por falta de agasalho.

Teoria da flatulência: Se vacas já dão o que pensar em termos de gás metano, imagine a quantidade desse gás produzido pelos imensos dinossauros. Estas bestas pré-históricas teriam bombeado mais de 472 milhões de toneladas de metano por ano, o suficiente para auto-extinguirem-se. Sufocados, eles não teriam encontrado outra saída exceto a de desistir de conviver com os humanos no futuro.



Impacto de asteroide sobre a Terra (por Donald E. Davis)

Teoria do Drama Mexicano. Esta teoria está relacionada à Hipótese Alvarez e ao Evento K-T, evento que marca a passagem do Cretáceo (K) para o Terciário (T). Muitos cientistas preferem esta teoria por a acharem mais científica.

Em 1980, o físico vencedor do Prêmio Nobel Luiz Alvarez, juntamente com o geólogo Walter Alvarez, seu filho, apresentou a teoria do impacto do meteorito ao ter descoberto uma camada de argila com extensão global e enorme quantidade de iridio. Este elemento é usualmente associado a meteoritos, sendo raro na superfície terrestre. Aquela camada foi correlacionada ao momento do impacto que criou a cratera Chicxulub, descoberta 10 anos depois, com 180 km de diâmetro na Península de Yucatán, no Golfo do México.

A cratera Chicxulub teria sido causada por um fragmento de asteroide de aproximadamente 10 km de diâmetro. Ele teria colidido com a Terra há aproximadamente 65 milhões de anos com um impacto de aproximadamente 100 milhões de megatons de TNT. Teria estimulado vulcões e maremotos com a extinção de 70% de todas as espécies existentes no planeta, incluindo nossos objetos de estudo, os dinossauros. 

A Terra teria sido coberta por uma nuvem de poeira que a fez adormecer numa longa noite de dois anos. A passagem dos raios solares teria sido impedida, as plantas não teriam podido realizar fotossíntese e os animais herbívoros teriam morrido de fome, levando os carnívoros a sucumbir com a falta de alimentos também. 

O suspeito do impacto seria um fragmento do asteroide Baptistina, o que não se confirmou pois este asteroide teria criado confusão nas proximidade do cinturão principal entre Marte e Júpiter ao colidir com outro asteroide há 80 milhões de anos e não há 160 milhões de anos como se supunha anteriormente. Assim, não teria sido possível para um fragmento do Baptistina, por qualquer meio de transporte, ter chegado à Terra a tempo de extinguir os dinossauros. Atualmente, busca-se outro suspeito.

A Nova Teoria



T-Rex e seus bracinhos (por Pxhere)

Teoria do Bullying. Finalmente uma teoria para se fazer pensar. Os dinossauros teriam sido ridicularizados por muito tempo devido a suas formas e aparatos bizarros, como chifres e cristas. A gota d'água teria sido a gozação com os 
bracinhos do T-Rex. Isto o teria feito entrar em depressão e, sendo líder dos demais, levou-os também pelo mesmo caminho depressivo. 

É razoável e bem provável, convenhamos, que esta gigantesca depressão, juntamente com todas as teorias anteriores, tenha levado os dinossauros ao declínio gradualmente. Fazendo o papel da cereja do bolo com alguns megatons, o asteroide de Yucatán teria desferido o golpe fatal.

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