"O presente é a chave para o passado"
James Hutton

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6 de maio de 2018

Renovando energias

Por Marco Gonzalez



Composição de imagens de satélite coletadas à noite (por NASA/GSFC)

O carvão continua sendo utilizado na produção mundial de 40% da eletricidade, 70% do aço e 90% do cimento. De todos os veículos que circulam nas estradas do planeta, somente 0,2% são movidos a eletricidade. No entanto, aos poucos este cenário está mudando. Por exemplo, com o objetivo de reduzir os custos e as emissões que provocam aquecimento global, as principais empresas de mineração, e até mesmo alguns dos maiores fornecedores mundiais de combustível fóssil, têm procurado utilizar energia renovável cada vez mais. 

Em 2017, a capacidade mundial de energia renovável oferecida (157 gigawatts) foi maior que o dobro da capacidade líquida gerada por combustíveis fósseis (70 gigawatts). Além disso, os gastos globais em energia solar foram maiores do que qualquer outro tipo de energia.

5 de dezembro de 2017

Cobalto: entre fantasmas e duendes, na busca por energia limpa

Por Marco Gonzalez


Uma das minas históricas em Cobalt (por Canadian Register of Historic Places)

Era uma vez um ferreiro canadense que, em 1903, ao tentar afugentar uma raposa, acabou acertando uma pedra com seu martelo. A lasca da pedra revelou um material com brilho prateado identificado como nicolita, o arsenato de níquel. Geólogos foram ao local e relataram "pedaços de prata nativa tão grandes quanto tampas de fogão ou bolas de canhão deitadas pelo chão, bem como nicolita e flores de cobalto". 

Naquela região do ferreiro sem mira, em Ontário, cresceu e prosperou a cidade mineira que recebeu o nome de Cobalt e, após um período áureo (ou prateado), é atualmente o endereço de apenas 1.100 habitantes. Sua produção histórica contabiliza 18 mil t de prata e 14 mil t de cobalto, tendo as últimas minas locais encerrado as atividades há quase 30 anos. 

Com o aumento da demanda de cobalto, Cobalt está deixando de ser uma cidade fantasma. 


6 de novembro de 2017

Fatos. Procura-se vanádio para estocar vento e sol

Por Marco Gonzalez


Energias renováveis

O vanádio tem predileção em infringir as leis que regem o comportamento dos outros materiais. Ele pode
  • funcionar como um músculo artificial mil vezes mais forte que um músculo humano, 
  • ser condutor e isolante ao mesmo tempo, 
  • viabilizar um transístor para alterar o estado da matéria e 
  • conduzir eletricidade sem conduzir calor.
A lista de inovações que ele possibilita ainda está em aberto.

Sabe-se há muito que apenas dois quilos de vanádio adicionados a uma tonelada de aço duplica sua força, mas sua mais recente proeza reside nas baterias de fluxo redox. Elas permitem armazenar com mais eficiência e capacidade a energia renovável que nos chega pelo vento e pelo sol.

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