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28 de maio de 2022

Notícias em 28/05/2022

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O contato Botucatu-Serra Geral
A Supersequência Gondwana III (ou Sequência Jurássica-Eocretácica) corresponde, na Bacia do Paraná, ao registro estratigráfico dos arenitos eólicos da Formação Botucatu e dos derrames vulcânicos da Formação Serra Geral. O contato Botucatu-Serra Geral constitui uma parte interessante desta história. Do sul de MG até o Uruguai, há aproximadamente 140 milhões de anos, a paisagem era dominada por um deserto que cobria cerca 1,6 milhão de km² da Bacia do Paraná. Era o deserto Botucatu, um dos maiores que a Terra já viu. Naqueles tempos, o Supercontinente Gondwana dirigia esforços para criar o oceano Atlântico e iniciava sua fragmentação produzindo fissuras profundas na crosta terrestre. Então, há mais ou menos 135 milhões de anos, um grande evento magmático passou a derramar sobre o deserto a lava extravasada através daquelas fissuras. Foi o maior derrame vulcânico dos últimos 500 milhões de anos do nosso planeta. Sem muita violência eruptiva, fluiu para a superfície do deserto o volume de 2,3 milhões de km³ de lava originada da Província Magmática Paraná-Etendeka. Esta província abrangia o que é hoje o sudeste e o sul do Brasil e também, na África, o sul de Angola e o noroeste da Namíbia. O encontro da lava sobre as dunas, no deserto Botucatu, produziu feições decorrentes da interação de ambas, indicando um contato concordante entre as duas unidades estratigráficas que se formavam. Destacam-se (i) a preservação da morfologia da dunas, (ii) as deformações dos arenitos pelos fluxos de lava, incluindo amarrotamento, brechamento e estriamento na superfície das dunas, (iii) os intertraps que marcam a recorrência de sedimentação entre os diversos derrames de lava e (iv) a ocorrência de peperitos e diques de areia injetados no interior dos derrames vulcânicos ainda não totalmente consolidados. Além destas feições de contato lava-sedimento, as correlações estratigráficas regionais também sugerem que entre dunas e derrames vulcânicos não houve hiato da atividade geológica. Os derrames recobriram 1,5 milhão de km² de campos de dunas de areia ainda ativas (ergs) que se mantinham em processo contínuo de deposição e erosão eólica. O recobrimento vulcânico no deserto causou frequente metamorfismo de contato na rocha sedimentar, alcançando dimensões de centímetros até mais de metro em alguns locais. O quartzo presente nos arenitos, na proximidade com a lava, sofreu variados graus de recristalização, havendo cimentação e redução do espaço poroso intergranular. O encontro dos derrames vulcânicos com as dunas pode ser analisado, por exemplo, na chamada Agulha da Guarita (imagem acima, à esquerda), localizada no Parque Estadual da Guarita do município de Torres, no RS. Ali é possível visualizar este morro testemunho com rocha basáltica na parte superior e estratificações cruzadas das dunas do deserto na parte inferior. Várias ocorrências de diques de arenito (imagem acima, à direita) podem ser encontradas entre a base do Morro do Farol e o mar, também no município de Torres.
(Crédito das imagens: Marco Gonzalez - fonte1 - fonte2 - fonte3 - fonte4 - fonte5 - fonte6 - fonte7)

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    Dia 27, sem mais registros.
    Dia 28, nas Ilhas Santa Cruz (5,6 graus), na região norte da dorsal Meso-Atlântico (5,6) e em Tonga (5,7).
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    Com seus segmentos espelhados lindamente alinhados e seus instrumentos científicos sendo calibrados, o Telescópio Espacial James Webb da NASA está a apenas algumas semanas de operação total.
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    Entre 2 bilhões e 4 bilhões de anos atrás, a lua era um ambiente vulcânico. Dezenas de milhares de vulcões estavam em erupção na superfície, liberando centenas de milhares de quilômetros quadrados de lava pela superfície lunar.
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Mês das Geociências – Dr. Terremoto conversa com Inge Lehmann


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A guerra na Ucrânia


Notícias em 27/05/2022

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