"O presente é a chave para o passado"
James Hutton

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16 de agosto de 2018

A Terra pulsante - Parte II: Os ciclos dos supercontinentes

Por Marco Gonzalez(Atualização em 30/07/2026)


Diagrama da escala de tempo geológico
(Crédito: USGS).

Em 1912, o astrônomo alemão Alfred Wegener (1880-1930) propôs que os continentes tivessem sido uma vez comprimidos em um único protocontinente que ele chamou de Pangeia, nome que significa "todas as terras" [Well, 1997].

Em 1982, os pesquisadores da Universidade de Ohio, o geólogo inglês R. Damian Nance (nascido em 1951) e o geólogo norte-americano Thomas R. Worsley (nascido em ≈1946), propuseram que o protocontinente de Wegener seria apenas um de uma série de supercontinentes. Eles contariam a história geológica da Terra que vem se construindo e se refazendo há bilhões de anos. Essa ideia, conhecida como "ciclo dos supercontinentes", só ganhou força no século XXI [ohioopen_1559, 2014].

Nas últimas décadas, formou-se um amplo consenso estabelecendo que repetidos ciclos de montagem e deriva de supercontinentes ocorreram desde o arqueano tardio, com profundo efeito na evolução da geosfera, da hidrosfera, da atmosfera e da biosfera da Terra [Murphy, 2013]. 

5 de junho de 2018

A Lenda do Retrocesso, numa época em que íamos para a direita

Por Zelaznog Ocram


Representação artística e esquemática do processo regressivo ou progressivo, conforme sua visão de mundo (adaptado de Wikimedia Commons)

Tanto na ciência política, quanto na ciência social ou em qualquer ciência que se preze, as narrativas precisam fazer sentido. No caso da ciência geológica, para que qualquer texto sério tenha pretensão de fazer sentido, deve conter no primeiro parágrafo as seguintes três palavras: "tectônica de placas". Mais, se quiser ser considerado um texto extremamente sério deve contê-las já no título. Bem, logo se vê que este não é um texto extremamente sério. 

Entretanto, este texto além de fazer sentido pretende ir além. Caso não pretendesse, com aquelas três palavras já garantidas no primeiro parágrafo, bastaria agora tratar da lenda do Universo Invertido, que é mais ampla e conhecida. 
Acontece que, além de fazer sentido, este texto pretende ser factível, viável. Então, 
  1. considerando que a lenda do Universo Invertido tomaria o tempo de toda uma vida para ser escrita e outro tanto para ser lida; 
  2. considerando que podemos até tentar aliviar um pouco a mente, mas nem eu nem você pretendemos gastar aquele tempo todo basicamente porque nem o temos livre; e, principalmente, 
  3. considerando que se sabe de antemão que o Universo Invertido, inapelavelmente, não pode ter outro final a não ser o nada (ou o tudo); 
este texto se restringe à sub-lenda que nos cabe: a Lenda do Retrocesso, numa época em que íamos para a direita no Universo Invertido.


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