"O presente é a chave para o passado"
James Hutton

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15 de dezembro de 2017

A chatice do Grafeno e seus superpoderes

Por Marco Gonzalez


Arte baseada em imagens do telescópio espacial Spitzer, tendo ao fundo a nebulosa de Helix (por NASA/IAC/NOAO/ESA/STScI/NRAO)

O grafeno, este cristal em duas dimensões, é tido como o material do futuro que promete nos surpreender com computadores supervelozes, equipamentos eletrônicos dobráveis, defesa contra o câncer, veleiros solares e outras proezas. 

O telescópio espacial Spitzer da NASA identificou sinais do grafeno em duas pequenas galáxias, as chamadas Nuvens de Magalhães, mas precisamos tê-lo por aqui e não no espaço. Então, pegue uma fita adesiva convencional e um lápis e aplique adequadamente um processo de esfoliação mecânica no grafite do lápis. Se tiver sorte, você sintetizará o grafeno. E se você tivesse conseguido essa proeza antes de 2004, ganharia o prêmio Nobel de Física. Foi o que fizeram os russos Andre Geim e Konstantin Novoselov em 2004, o que lhes rendeu o prêmio em 2010. 

Todo esse esforço se justifica. Materiais em escala nanométrica (1 a 100 nanometros, onde 1 nanometro = 1x10-⁹ metro), como o grafeno, apresentam propriedades interessantes. No caso dele, essas propriedades fazem com que seu preço também fique interessante. O valor do grafeno é aproximadamente 2,5 vezes maior que o do ouro e cerca de 500 vezes maior que o do grafite. 

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