"O presente é a chave para o passado"
James Hutton

22 de julho de 2026

Aquecimento global e gases de efeito estufa

Por Marco Gonzalez

Diagrama simplificado do efeito estufa.
(Imagem traduzida de: Efbrazil).

Em artigos de 1824 e 1827, o matemático e físico francês Joseph Fourier (1768-1830) argumentou que deveria haver algum processo que estaria ocorrendo na atmosfera para equilibrar o balanço energético da Terra de modo que a temperatura da superfície se mantivesse com a média de ≈15°C. De acordo com Fourier, devia ser algo semelhante a uma estufa que retivesse o calor. Em 1896, o químico sueco Svante Arrhenius (1859-1927) foi o primeiro a publicar uma teoria que fornecia uma previsão quantitativa do aquecimento global causado por certos gases e vapor de água na atmosfera. 

O climatologista norte-americano Charles Keeling (1928-2005) iniciou medições contínuas das concentrações de CO₂ em 1958. Outros seguiram seu exemplo permitindo acumular, atualmente, décadas de evidências científicas globais inequívocas cuidadosamente calibradas sobre causas e consequências dos gases de efeito estufa (GEEs). Muitos tipos de evidências, como as reveladas por bolhas em testemunhos de gelo e medições de isótopos de carbono em anéis de árvores, têm viabilizado um grande acúmulo de conhecimento disponível sobre o clima da Terra.

Aquecimento global e padrões climáticos

Por Marco Gonzalez

Variação (△ = diferenças em relação à média de 1961 a 1990) da temperatura no Hemisfério Norte nos últimos 2000 anos, com a Pequena Idade do Gelo (PIG) finalizando um padrão do passado, que inclui o Período Quente Medieval (PQM), com uma transição para um padrão do presente com maior velocidade de variação da temperatura [imperial.ac.uk, 2025Lindsey e Dahlman, 2025Rahmstorf, 2026].
Dados da reconstrução dos valores de temperatura de Moberg et al, 2005.
(Imagem traduzida e adaptada de: skepticalscience_medieval, 2024).

A pesquisa e o entendimento de padrões climáticos tem como consequência a revelação de informações relevantes. Eles incluem o calor do passado e do presente, modelos para o passado e para o presente, assinatura isotópica do carbono, CO₂ e temperatura como causa ou consequência e resfriamento acima da troposfera.

19 de março de 2026

O envolvimento da Geologia no caso do sequestro do Carbono

Por Marco Gonzalez

A Bacia de Santos, com 350 mil km², é a maior bacia sedimentar marítima brasileira. No Brasil, lidera a produção de petróleo (no quarto trimestre de 2025, contribuiu com 78,2% da produção de petróleo nacional [Aviz, 2026]). No mundo, lidera os programas de captura, utilização e armazenamento de carbono [ANP, 2026].
(Imagem baseada em: NASA/GSFCSartorato et al, 2020).

O problema dos gases de efeito estufa pode ser resolvido pela redução das emissões e pelo sequestro daqueles gases, essencialmente do dióxido de carbono (CO₂). Formações geológicas e minerais viabilizam os sequestros de carbono mais duradouros (podendo chegar a milênios) e menos suscetíveis ao seu retorno à atmosfera (no caso de interferências humanas e perturbações naturais) [Smith et al, 2024].

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