Por Marco Gonzalez
Diagrama simplificado do efeito estufa.
(Imagem traduzida de: Efbrazil).
Em artigos de 1824 e 1827, o matemático e físico francês Joseph Fourier (1768-1830) argumentou que deveria haver algum processo que estaria ocorrendo na atmosfera para equilibrar o balanço energético da Terra de modo que a temperatura da superfície se mantivesse com a média de ≈15°C. De acordo com Fourier, devia ser algo semelhante a uma estufa que retivesse o calor. Em 1896, o químico sueco Svante Arrhenius (1859-1927) foi o primeiro a publicar uma teoria que fornecia uma previsão quantitativa do aquecimento global causado por certos gases e vapor de água na atmosfera.
O climatologista norte-americano Charles Keeling (1928-2005) iniciou medições contínuas das concentrações de CO₂ em 1958. Outros seguiram seu exemplo permitindo acumular, atualmente, décadas de evidências científicas globais inequívocas cuidadosamente calibradas sobre causas e consequências dos gases de efeito estufa (GEEs). Muitos tipos de evidências, como as reveladas por bolhas em testemunhos de gelo e medições de isótopos de carbono em anéis de árvores, têm viabilizado um grande acúmulo de conhecimento disponível sobre o clima da Terra.






