"O presente é a chave para o passado"
James Hutton

22 de julho de 2026

Aquecimento global, forçantes e mecanismos de variabilidade climática com fontes internas

Por Marco Gonzalez

Imagem de satélite de 2022 de parte de Viti Levu, a maior ilha da República de Fiji, que é uma nação insular no Oceano Pacífico.
Fiji enfrenta o problema da elevação do nível do mar, que deve subir na região de 0,32 a 0,47 m até 2070 [Lyons, 2022eu-space.europa, 2023Rounds, 2026].
(Crédito: EU_copernicus).

Devido à sua própria dinâmica interna, o sistema climático da Terra evolui ao longo do tempo sob a influência de mecanismos de variabilidade climática, como as interações atmosfera-oceanos, e forçantes, como ozônio estratosférico.

Aquecimento global e forçantes climáticas com fontes externas

Por Marco Gonzalez

Coluna eruptiva do Monte Pinatubo em 12 de junho de 1991, às 8h51, vista do lado leste da Base Aérea de Clark, na região central da ilha de Luzon, em Pampanga, Filipinas.
(Crédito: Dave Harlow/USGS).

Forçantes climáticas com fontes externas incluem fenômenos como impacto de asteroide, Ciclos de Milankovitch, vulcanismo, aerossóis e gases de efeito estufa.

Aquecimento global e gases de efeito estufa

Por Marco Gonzalez

Diagrama simplificado do efeito estufa.
(Imagem traduzida de: Efbrazil).

Em artigos de 1824 e 1827, o matemático e físico francês Joseph Fourier (1768-1830) argumentou que deveria haver algum processo que estaria ocorrendo na atmosfera para equilibrar o balanço energético da Terra de modo que a temperatura da superfície se mantivesse com a média de ≈15°C. De acordo com Fourier, devia ser algo semelhante a uma estufa que retivesse o calor. Em 1896, o químico sueco Svante Arrhenius (1859-1927) foi o primeiro a publicar uma teoria que fornecia uma previsão quantitativa do aquecimento global causado por certos gases e vapor de água na atmosfera. 

O climatologista norte-americano Charles Keeling (1928-2005) iniciou medições contínuas das concentrações de CO₂ em 1958. Outros seguiram seu exemplo permitindo acumular, atualmente, décadas de evidências científicas globais inequívocas cuidadosamente calibradas sobre causas e consequências dos gases de efeito estufa (GEEs). Muitos tipos de evidências, como as reveladas por bolhas em testemunhos de gelo e medições de isótopos de carbono em anéis de árvores, têm viabilizado um grande acúmulo de conhecimento disponível sobre o clima da Terra.

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